Notícias – Basf mostra novidades em turnê pelo mundo

Plástico biodegradável repercute no mundo – Em maio de 2006, a Basf do Brasil em parceria com a filial brasileira da Corn Products International já traçava as bases de criação do primeiro plástico biodegradável e compostável produzido com um polímero vegetal à base de milho. Tratava-se do biopolímero biodegradável Ecobras, apresentado pela primeira vez ao mercado brasileiro na Brasilplast 2007, em São Paulo, ganhando, porém, maior repercussão mundial a partir da realização do Marketplace of Innovations.

Eleito entre as dez maiores inovações brasileiras da última década, de acordo com a pesquisa “O Brasil que inova”, realizada pela revista Exame e a consultoria Monitor, o Ecobras foi inicialmente direcionado à fabricação de embalagens injetadas, filmes para a produção de tubetes para reflorestamento, sacolas plásticas e embalagens para cosméticos, com possibilidades futuras voltadas a aplicações na indústria têxtil.

“Primeiro plástico com certificação biodegradável e compostável, produzido com mais da metade de sua composição com matéria-prima de fonte renovável, o Ecobras representa um projeto totalmente brasileiro e já vem sendo comercializado para diversos segmentos da indústria de plásticos”, informou Letícia R. Mendonça, gerente regional de especialidades estirênicas da América do Sul da Basf. Por conter em sua composição mais de 50% de matéria-prima de fonte renovável, o produto ajuda a balancear o ciclo de carbono ao equilibrar o tempo de produção do plástico à sua utilização e decomposição.

Avanços da biotecnologia – O projeto de biotecnologia, denominado White Biotechnology também alcançou grande repercussão no Marketplace of Innovations por levar ao conhecimento dos participantes biopolímeros, enzimas e proteínas para aplicações industriais, até mesmo a obtenção de intermediários químicos via matérias-primas renováveis.

Um dos resultados do White Biotechnology, segundo o gerente de projetos Rony Akio Sato, está na aplicação da hydrophobina, proteína obtida por processo biotecnológico cuja característica é a hidrofobicidade, ou seja, sua capacidade de repelir a água. Inicialmente, duas aplicações foram consideradas bastante interessantes para a hydrophobina. Em pinturas automotivas, essa proteína seria empregada no tratamento de superfícies e, na indústria alimentícia, poderia ser usada como estabilizante.

Na opinião de Sato, o projeto White Biotechnology encontra amplas perspectivas de ampliação. “Sua abrangência envolve pesquisas interdisciplinares entre os campos da biologia e da química para o desenvolvimento de processos biotecnológicos, partindo da utilização de microrganismos capazes de converter uma matéria-prima renovável em composto de interesse industrial, seja uma proteína ou uma enzima, um intermediário químico ou um biopolímero, incluindo ainda o desenvolvimento de sistemas catalítico-enzimáticos para aplicações industriais”, informou.

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PU foi desenvolvido para proteger encostas

Levado a cabo pelas inúmeras pesquisas, esse projeto tem comprovado a viabilidade de substituição de vários materiais. “Como exemplo, podemos citar um produto utilizado no acabamento da pintura automotiva, denominado clear-coat, no qual o processo clássico de obtenção requer o uso de matérias-primas químicas que exigem grande controle de manipulação e esbarram em restrições de exposição. A substituição, porém, por uma nova abordagem de processo, utilizando-se um sistema catalisado por uma enzima, permitiu a utilização de novas matérias-primas como precursoras, bem como alcançar vantagens quanto à pureza do produto, em virtude da maior especificidade da reação”, comprovou Sato.

Poliuretano para proteger encostas – O setor da construção também foi contemplado por inovações desenvolvidas pela Basf. Uma delas foi denominada Elastocoast. Trata-se de tecnologia que emprega o poliuretano para proteger rochas em regiões marítimas costeiras, com grande utilidade como reforço em  barragens feitas de pedras. O produto combate tanto erosões provocadas pelas ondas no mar como se aplica também em trilhos de trens, barragens e obras em geral.

Para o gerente regional de desenvolvimento, Hermann Jörns, o Elastocoast comprovou ser um produto viável para recobrir cimento, betume, blocos de concreto, pedras, entre outros materiais. Ao ser aplicado em rochas em barragens para prevenir erosões, cria estruturas que permitem a passagem das águas, mas dissipam seu impacto. Outras aplicações consideradas muito úteis desse produto estariam voltadas ao escoamento das águas de chuva para se evitar enchentes e alagamentos.

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TPU proporciona amortecimento diferenciado

A química a serviço do setor da construção na Basf também direciona pesquisas para a descoberta de novos superplastificantes, aceleradores, retardantes, transportadores de ar e aditivos, a fim de oferecer melhor desempenho ao concreto.

TPU Premium em calçados esportivos – A liderança mundial da Basf no fornecimento de poliuretanos termoplásticos para aplicações em calçados esportivos (Elastollan) também não poderia deixar de constar das apresentações do Marketplace of Innovations. O último desenvolvimento para esse segmento resultou na criação de um sistema de amortecimento para calçados Premium, apresentado no modelo de tênis a3, da Adidas, em 2006.

“O TPU é um material utilizado em calçados há vários anos, em amortecedores de tênis, entre muitas outras aplicações, mas, nesse caso, conseguimos viabilizar uma performance diferenciada em amortecimento, que resultou em peça sem emendas, produzida em ciclos rápidos, com alta resistência à flexão, mesmo sob condições mais críticas de uso, envolvendo cargas e temperatura”, informou Fernando Barbosa, gerente de vendas da Basf.

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