Aditivos e Masterbatches

Negro de fumo: Tipos especiais avançam com a sofisticação das aplicações

Marcelo Fairbanks
11 de agosto de 2014
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    O mercado de negro de fumo, embora tenha poucos grandes players globais é caracterizado por uma ferrenha concorrência pelos clientes. “A competição e grande, mas nós buscamos trabalhar com preços justos, que remunerem nossos esforços de desenvolvimento, atendimento e qualidade”, comentou.

    A Cabot Brasil avalia que o setor de borracha acompanhará o crescimento do mercado automotivo brasileiro, com projeções modestas de aumento em 2014. Entretanto, a companhia está preparada para suprir o crescimento da indústria de pneus e do setor automotivo a médio e longo prazos.

    A Cabot reitera estar investindo continuamente na pesquisa e no desenvolvimento de novos produtos, com o objetivo de contribuir para a melhoria contínua do desempenho dos pneus. Durante o Congresso Tecnológico ABTB, em paralelo à Expobor 2014 (23 a 25 de abril), Theo Al, diretor técnico global da Cabot, apresentará ao mercado nacional dois novos produtos da linha Propel. O Propel E7 foi desenvolvido para reduzir a resistência de rolamento do pneu e, consequentemente, o consumo de combustível. Por sua vez, o Propel D11 proporciona elevada durabilidade, em termos de quilometragem percorrida, para caminhões de carga e veículos fora de estrada.

    Produtos especiais – As indústrias de plásticos e de tintas possuem uma relação de longo prazo com os negros de fumo especiais. Nesse caso, os clientes buscam se diferenciar dos concorrentes, requerendo efeitos visuais exclusivos. No início da industrialização, o valor dos produtos consumidos pelas indústrias de tintas e plásticos sempre foi muito superior ao dos tipos usados em pneus e artefatos de borracha. Nos últimos anos, essa diferença diminuiu.

    Plástico Moderno, Araújo: tintas e plásticos reduzem etapas de produção

    Araújo: tintas e plásticos reduzem etapas de produção

    A transformação dos plásticos é um grande consumidor. Basta mencionar que alguns concentrados de cor (masterbatches) chegam a conter 50% de seu peso em negro de fumo. No entanto, a crescente importação de peças plásticas e de produtos finais acabados tem freado o desempenho do setor de plásticos no país. “O mercado pede diferenciação para enfrentar a concorrência internacional”, afirmou Douglas Silva Araújo, coordenador de vendas de special blacks na América do Sul.

    Com isso, é grande o interesse por negros de fumo que tenham aprovação da Anvisa para contato direto com alimentos; aditivos para a produção de tubos poliolefínicos para água sob alta pressão, usados nas redes de distribuição; e de grades que confiram alta proteção contra a radiação UV, para geomembranas e mulching (cobertura de solo). “O negro de fumo pós-tratado é resistivo, por isso é indicado para aditivar os plásticos usados no isolamento de fios e cabos elétricos”, comentou Araújo. Ele informou que o mercado dessa aplicação é enorme no Brasil, dada a necessidade de ampliar a rede elétrica de distribuição e também de substituí-la a cada dez anos, em média. “Esses investimentos, infelizmente, estão atrasados no país.”

    Wagner Paulo Bordonco, gerente de marketing e serviços técnicos de especialidades de negro de fumo da Cabot para a América do Sul, também projeta aumento da demanda de negro de fumo por parte dos fabricantes de tubos, mantas e lonas agrícolas e itens de saneamento. Como o negro de fumo oferece proteção contra a radiação ultravioleta, ele recomenda que os fabricantes de caixas-d’água e de cisternas o incorporem em maior dosagem. “As caixas-d’água de plástico são azuis porque os seus fabricantes faziam piscinas e usaram a mesma cor para fazê-las, mas elas sofrem muito com o ataque do UV quando deixadas expostas ao sol sobre as lajes”, comentou. As cisternas têm cor cinza, levam pouco negro de fumo e podem ter vida útil reduzida se mantidas diretamente sob o sol.

    A distribuição de água sob alta pressão também pode contar com tubos de polietileno para substituir linhas de PVC e de ferro fundido. “Temos dois grades aprovados para essa aplicação, os volumes consumidos são grandes, mas as encomendas dependem de licitações que demoram muito para acontecer”, comentou Bordonco.

    A linha de produtos especiais da Birla Carbon é muito ampla, com vários itens desenvolvidos sob medida para clientes, contando com o apoio do laboratório de Cubatão-SP, além da possibilidade de recorrer aos centros de pesquisa da companhia na Índia e nos EUA, para atender os clientes de tintas e plásticos. “Nós nos diferenciamos tanto pelo desenvolvimento de produtos quanto pelo serviço técnico oferecido”, frisou Araújo.

    Em 2013, a Birla Carbon aproveitou a feira alemã K para lançar o Raven P-7 Ultra, um negro de fumo destinado para contato direto com alimentos e que se diferencia pela melhor “dispersabilidade” em plásticos. Esse produto está em conformidade com as normas internacionais para tais aplicações. Por sua vez, a Cabot lançou na K o primeiro integrante da família Vulkan, identificado como XCMax. “Trata-se de um negro de fumo condutivo que alcança a mesma resistividade com a metade da dosagem requerida pelos produtos convencionais”, explicou Bordonco, da Cabot. A redução da dosagem permite obter melhores propriedades mecânicas no produto final, além de absorver menos umidade.



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