Máquinas e Equipamentos

Nanotecnologia – País vê surgimento dos primeiros fornecedores locais especializados

Marcio Azevedo
7 de julho de 2009
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    mantenha um ritmo acelerado de crescimento, que pode culminar com um faturamento próximo a R$ 10 milhões em 2009, se a crise financeira global permitir. A confiança no mercado também é evidenciada pelo investimento de R$ 4,3 milhões previsto para esse ano, que contempla tanto o produto antimicrobiano para plásticos quanto as outras duas linhas atuais da Nanox, direcionadas aos mercados de petróleo e gás e bioenergia. Além das nanopartículas em si, a empresa desenvolve equipamentos, softwares e soluções para aplicações de nanotecnologia, uma capacidade, na visão de Araújo, que a diferencia em comparação a outras competidoras que apenas fornecem materiais nanoparticulados.

    Outra característica peculiar reside no tipo de partícula utilizada como antimicrobiano pela Nanox, que não emprega as tradicionais nanopartículas de prata, mas, segundo seu diretor de desenvolvimento e inovação, Maurício Bomio Delmonte, utiliza nanopartículas cerâmicas impregnadas com pequenas quantidades de prata, o que reduz o custo do material, em comparação à prata pura.

    Em linha com o objetivo de oferecer novos produtos ao mercado, a companhia de São Carlos pesquisa aditivos retardantes à chama nanoparticulados baseados em alumina. Outra frente são as nanoargilas esfoliadas por rota química, para uso como reforço mecânico. Um produto que desperta maior atenção, porém, são reatores para a síntese de nanopartículas. A Nanox criou os equipamentos, inicialmente, para uso próprio, mas percebeu que eles poderiam ter um mercado interessante em escala laboratorial, como ocorre nas universidades e centros de pesquisa. Em comparação a reatores convencionais usados em laboratórios, o modelo específico para síntese de nanopartículas permite um controle maior, inclusive com o acompanhamento da cinética das reações. “Os reatores laboratoriais até então disponíveis no Brasil eram todos importados”, afirma Delmonte. Por enquanto, o equipamento foi escalonado apenas até volumes de 500 ml, mas, para o diretor de desenvolvimento de inovação, ele poderia “perfeitamente” servir como ponto de partida para a criação de equipamentos com capacidade em escala industrial.

    Plástico Moderno, Cyro Galaso, diretor-comercial da Resimax, Nanotecnologia - País vê surgimento dos primeiros fornecedores locais especializados

    Galaso: surpresa com a boa recepção do mercado durante a Brasilplast

    Para poder atender mais eficientemente o mercado de plásticos, a Nanox optou por uma parceria com uma empresa fornecedora de masterbatches, compostos e serviços de Vargem Grande Paulista-SP. A Resimax, a escolhida, passou por uma fase de investimento em máquinas extrusoras, laboratório de análise e infraestrutura predial para produzir compostos com propriedades diferentes das de polímeros puros, e a nanotecnologia se encaixou facilmente nos objetivos dessa nova fase, culminando no lançamento de plásticos com propriedades antimicrobianas na última Brasilplast. A Resimax fabrica formulações compatibilizadas com diversos plásticos usando as nanopartículas da Nanox, em sua própria fábrica, e fornece o aditivo pronto para uso ao mercado de transformação. O produto ainda é muito novo, desperta dúvida na clientela e são comuns perguntas sobre a modificação de propriedades como cor e odor, cuja resposta é não. Por conta das indagações, a Resimax optou, no primeiro momento, por vender o aditivo, e não um master, que, na opinião de Cyro Galaso, diretor-comercial da Resimax, tornaria a venda do produto ainda mais difícil. Mas, apesar das dúvidas do mercado, o insumo nanoestruturado já é consumido no segmento de multifilamentos. Utilidades domésticas, chapas, peças esterilizáveis, bandejas e sacarias são outras das muitas aplicações possíveis. O diretor se mostrou surpreso com o interesse despertado pelo aditivo no público da Brasilplast. “Novas empresas nos procuraram interessadas em nanotecnologia, e não apenas com aplicação em antimicrobianos, mas também em retardância à chama livre de halogênios, resistência a UV e propriedades de barreira”, informa, ressaltando que, nos três casos, a Resimax já efetua testes em clientes com aditivos desenvolvidos por outros parceiros, não-revelados, além da Nanox. Produtos com disponibilidade comercial estarão disponíveis ainda em 2009.

    Embora a maior parte das aplicações de nanotecnologia em plásticos se volte para a obtenção de novas matérias-primas, esse conhecimento também pode ser utilizado na melhoria do processo de transformação dos polímeros.

    A Delkron, instalada na grande São Paulo, utiliza a nanotecnologia para diminuir os elementos integrantes de câmaras quentes, principalmente os elétricos – sensores e resistências. Segundo o engenheiro Ney Kaiser, a empresa desenvolveu

    Plástico Moderno, Nanotecnologia - País vê surgimento dos primeiros fornecedores locais especializados

    A bucha nanotecnológica (dir.) tem menor dimensão que a convencional

    materiais que são bons condutores de calor e bons isolantes elétricos e tornam possíveis camadas isolantes mais finas, porém com a mesma eficiência ou maior, causando uma redução substancial no tamanho das buchas quentes das câmaras quentes.

    A produção de peças menores representa uma economia nos custos da Delkron, mas as vantagens não se limitam a essa. Kaiser explica que o emprego da nanotecnologia em câmaras quentes possibilita aplicações que antes não eram viáveis. Um exemplo: em moldes que possuem cavidades pequenas, muito próximas umas das outras, não era possível utilizar os módulos convencionais de câmaras quentes. É uma situação muito típica na moldagem de componentes eletrônicos e tampas, que constantemente se agrava pela necessidade de moldes com maior número de cavidades, para aumento da produtividade e redução de custos.

     

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