Tubos

13 de novembro de 2017

PVC: Nanotecnologia e compostos inovadores agregam aplicações

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, PVC: Nanotecnologia e compostos inovadores agregam aplicações
    Com a ajuda da nanotecnologia, pesquisa em curso no Brasil desenvolve material composto de PVC e papel para substituir os blisters que acondicionam medicamentos por embalagens com melhor desempenho, menor custo e totalmente recicláveis. A novidade deve chegar ao mercado dentro de aproximadamente um ano. Nicho de mercado que começou a ser desenvolvido no Brasil há cerca de quatro anos, a fabricação de telhas de PVC, produto de sucesso em outros países, se mostra com enorme potencial de crescimento nos próximos anos. As telhas de PVC são mais leves, fáceis de transportar e podem ser montadas com maior facilidade do que as fabricadas com outros materiais. Proporcionam excelente vedação e têm ótimas resistências mecânica e química. O material também permite adequada isolação térmica e acústica e é totalmente reciclável.

    Plástico Moderno, Bahiense: PVC é muito usado em itens de alta durabilidade

    Bahiense: PVC é muito usado em itens de alta durabilidade

    Esses exemplos explicam porque o PVC é considerado como material dos mais versáteis à disposição dos transformadores. Entre suas características, encontra-se a facilidade com que permite o desenvolvimento de novas formulações, seja da própria resina, seja a partir da adição de aditivos. A cada momento, surgem soluções capazes de proporcionar à resina qualidades como maior resistência mecânica, proteção a chamas, eficiência térmica e acústica. “O PVC proporciona contínua novidade em mercados nos quais sua utilização já é tradicional, como em tubos e conexões, mas também em setores nos quais surge como possível sucedâneo de outras matérias-primas”, afirma Miguel Bahiense, presidente do Instituto Brasileiro do PVC.

    O principal cliente desse material plástico é a indústria da construção civil. Nela, o uso mais significativo do PVC se dá na produção de tubos e conexões. Mas ele está presente em várias outras aplicações, algumas já consagradas, como as que envolvem fios e cabos, outras usadas há anos, mas ainda com mercado muito promissor, como a da produção de esquadrias.

    O PVC também faz sucesso em outras áreas. No setor de fios e cabos, existem formulações voltadas para atender também setores de infraestrutura, indústria automobilística, aeronáutica, naval e outros. Na indústria calçadista, as variações obtidas com a resina proporcionam cada vez mais conforto, leveza e resistência aos calçados. Sem falar em aplicações ainda inusitadas. A criatividade é o limite.

    Inovação – Um desenvolvimento realizado em parceria entre a Braskem, fabricante de PVC, e a Nanomix, empresa nacional surgida na USP e especializada na criação de componentes de nanotecnologia voltados para criar barreiras contra a umidade, promete fazer sucesso no mundo farmacêutico. A proposta é substituir os materiais utilizados atualmente nos blisters, tipo de embalagem muito comum para medicamentos na forma de comprimidos e cápsulas.

    “Tudo começou com a ideia de se usar uma copolimerização do PVC com o papel para substituir o alumínio presente nas embalagens atuais”, conta Izabel Fittipaldi, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Braskem. Existem vantagens nessa substituição. “O alumínio é uma matéria-prima de fonte não renovável e que gasta muita energia para ser produzido”. Quando colado ao filme de PVC, como se faz hoje, a sua recuperação é muito difícil. “Exige um processo de reciclagem caro e pouco efetivo”. O desenvolvimento com nanotecnologia permitiu obter uma embalagem totalmente reciclável. “É possível recuperar o papel, o PVC e até a água utilizada no processo de fabricação”.

    A segunda etapa do projeto surgiu para substituir o filme de PVC enriquecido com o coating PVDC, hoje colado ao alumínio nos blisters. “O PVDC é importado e caro e seu uso não permite que o filme seja reciclado”, informa Izabel. O estudo já desenvolveu um filme enriquecido com nanopartículas que, além de contar com insumos nacionais, é mais barato e reciclável. De quebra, apresenta melhores índices de proteção contra a umidade do que a solução atual. “A embalagem que desenvolvemos apresenta maior proteção à passagem de água, o que é uma grande propriedade”. A barreira proporcionada pelo filme com PVDC é de 1,9 gr/m2/24 horas, enquanto a nacional atinge 1,63 gr/m2/24 horas.

    O produto desenvolvido pela Braskem e Nanomix já se encontra em fase de testes, realizados por empresas farmacêuticas de grande porte. “Esses testes ainda devem demorar mais seis meses. Acredito que daqui a um ano, ele chegará no mercado”, comentou.


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