Ferramentaria Moderna

22 de outubro de 2017

Moldes: Renovação de modelos de carros aumenta a venda de ferramental avançado

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Moldes sofisticados e com multicavidades ganham espaço no mercado

    Moldes sofisticados e com multicavidades ganham espaço no mercado

    A economia está longe de viver seus melhores dias e os fabricantes de moldes para injeção de plásticos sentem os efeitos desses momentos pouco agradáveis. Depois de quatro anos difíceis, em especial o ano passado, os primeiros meses de 2017 sugeriam recuperação dos negócios, ainda que em níveis modestos. Os problemas gerados no campo político nas últimas semanas, porém, deixam no ar um clima de indefinição. Coninuará a recuperação? O segundo semestre promete emoções fortes.

    Uma boa ideia sobre a situação do setor é dada por Christian Dihlmann, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer), entidade fundada em 2011 para representar a indústria de moldes para plásticos, bases de estampos e demais tipos de ferramentas industriais produzidas no país. “No ano passado, o setor apresentou 6% de queda no faturamento. Para este ano, nossa meta é de 4% de crescimento”, informa. O presidente estima existir no Brasil duas mil ferramentarias independentes e 3,5 mil departamentos cativos em empresas verticalizadas, quando o assunto é a produção de ferramentas. O segmento do plástico responde por 60% desses números.

    Plástico Moderno, Desenho dos moldes considera as necessidades de cada cliente

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    De acordo com Dihlmann, o setor sofre queda de faturamento desde 2013, fato que começou a se reverter só a partir do último mês de março. O motor da recuperação está no segmento mais importante para as ferramentarias: a indústria automotiva. “As montadoras são uma espécie de âncora para nós, quando elas vão bem, cria-se um ciclo virtuoso e todas as demais áreas vão bem”. Houve forte queda nas vendas de veículos nos últimos anos, é verdade. Apesar disso, nesse momento muitas montadoras estão trabalhando no lançamento de novos modelos e isso aqueceu as encomendas de ferramentas.

    O ritmo do avanço, no entanto, pode sofrer um revés. Alguns projetos de novos automóveis estão em andamento e os negócios já gerados foram positivos. Por outro lado, lançamentos muito próximos de serem anunciados podem ser engavetados por causa da insegurança gerada com as recentes denúncias contra os líderes políticos nacionais. “Talvez o início da recuperação ocorra em 2018 e a normalidade só retorne a partir de 2019”, pondera.

    Outros importantes clientes apresentam comportamentos distintos. As empresas de embalagens, por exemplo, colhem os frutos de seu dinamismo. Para marcar presença nas gôndolas, a indústria sempre lança novos produtos, como xampus, bebidas ou alimentos, entre outros. Mesmo que o momento peça produtos menos sofisticados e com preços mais acessíveis, torna-se imprescindível o surgimento de novas embalagens. “A crise reduz os pedidos, mas a fabricação de ferramentais sempre é necessária”, explicou o presidente da Abinfer. Já no setor de construção civil, outro grande usuário de componentes plásticos, a situação se complica. “A construção civil não depende tanto de lançamentos, não precisa inovar seus produtos de forma constante. Grandes marcas, como as fábricas de tubos e conexões, não investem se não tiverem que aumentar a produção”.

    Plástico Moderno, Moldes de grande porte são fabricados para injetar partes inteiras de veículos automotores

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    Caso a economia volte a se aquecer, os ferramenteiros brasileiros vão enfrentar outro problema. Um período longo convivendo com pequeno número de encomendas os impede de investir em equipamentos de usinagem mais modernos. A defasagem torna difícil a competição com concorrentes de outros países. “Hoje as importações correspondem a 50% dos moldes novos utilizados pela indústria. Nossas exportações atingem valores insignificantes, vendemos para alguns países da América do Sul e México”, comentou.

    A principal luta da Abinfer hoje se concentra no convencimento do governo para a renovação do programa Inovar-Auto. O programa foi lançado em 2012, mas sua regulamentação atrasou e só apareceu em 2015. “Ele chegou ao mercado no meio da crise, não foi possível aproveitá-lo de maneira plena”, lamentou. O benefício fiscal previsto pela iniciativa se extingue no dia 31 de dezembro de 2018. “Queremos que ele seja prorrogado até 2030”. Outra aposta é a revigoração do programa Minha Casa, Minha Vida, que gera grande volume de encomendas para as ferramentarias que tem entre seus clientes representantes da construção civil.


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