Ferramentaria Moderna

29 de setembro de 2017

Moldes: Porta-moldes e acessórios mantêm ritmo de negócios

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Plástico Moderno, Moldes: Porta-moldes e acessórios mantêm ritmo de negócios

    É real a falta de dados consistentes sobre o desempenho do setor de ferramentas para moldes de injeção no Brasil. Diante da precariedade das estatísticas, o termômetro indicado para se ter ideia real de como andam os negócios das empresas do setor pode ser encontrado entre os fornecedores de porta-moldes, câmaras quentes e componentes padronizados.

    Pioneira no ramo no país e detentora de uma das marcas mais reconhecidas do mercado, a Polimold não se queixa muito da situação atual. “Apesar da evidente redução de encomendas de porta-moldes, temos mantido bom ritmo de trabalho”, informa Maurício Brunelli, gerente comercial. A explicação para esse aparente paradoxo é simples. Muitos clientes enxugaram sua operação e passaram a adotar porta-moldes com maior índice de serviços agregados. Para a Polimold, isso significa maior procura por alojamentos, componentes para refrigeração, gavetas e outros itens.

    Um produto da Polimold com boa procura é a câmara quente, tanto no mercado interno quanto no externo. Para esse nicho de mercado, a empresa apresenta novidades. Está sendo lançada a série Poliflex, que substitui as linhas Polimax e Policosmetic, retiradas do mercado. “O novo projeto permite o intercâmbio de todos os tipos de ponteiras com os corpos de buchas quentes, dando grande flexibilidade aos projetos nos quais já há aplicação de câmaras quentes”.

    Gualberto diz que com esse intercâmbio se torna possível atender a eventuais modificações que os clientes costumam fazer, como, por exemplo, mudar a matéria-prima do produto a ser injetado com o molde em fase de produção. “É uma linha projetada e parametrizada para ter custo mais baixo e competir com a concorrência internacional”.

    A meta da empresa prevê, no mercado interno, manter o mesmo volume de vendas de câmaras quentes do ano passado. “Levando em conta as condições da economia estamos felizes com o desempenho atingido até agora”, informa Gualberto. Para o mercado externo, a expectativa é mais otimista. “Fechamos um acordo com nosso distribuidor nos USA [PCS Company] visando dobrar o volume de vendas. Esse acordo prevê investimento agressivo em marketing digital, além de treinamento das equipes de vendas e assistência técnica”.

    Andando – Os negócios da Tecnoserv, fabricante de porta-moldes e vários outros componentes para ferramentarias, vivem momentos parecidos. “O mercado não está tão parado, as vendas estão mais ou menos como as do ano passado. Nos dois primeiros meses do ano houve uma ligeira queda, depois aconteceu uma recuperação”, explica Wilson Teixeira, diretor técnico.

    Para Teixeira, o segmento de porta-moldes sofre menos do que outros, como os de máquinas e equipamentos, por exemplo. “Por maior que seja a crise, as empresas sempre lançam, ainda que em número menor, produtos que necessitam de peças de plástico, das embalagens para alimentos ou produtos de higiene pessoal a peças para automóveis”. Um segmento cujas vendas têm movimentado os negócios da empresa é a indústria automobilística. “A Volkswagen está lançando novos modelos”, conta.

    O diretor também detectou crescimento do interesse dos clientes em usar cada vez mais moldes com câmaras quentes. A Tecnoserv, no passado, era representante no Brasil da fabricante neozelandesa de câmaras quentes Mastip. “Agora estamos fabricando todos os manifolds no Brasil”, revela. Para fabricá-los, a empresa mantém acordos de troca de tecnologia com a própria Mastip e também com a alemã Strack Normalien. “Com isso, conseguimos produzir modelos bastante sofisticados, como os para moldes de múltiplas cavidades ou de peças com matéria-prima enriquecida com elevados teores de cargas”.

    Outro ponto positivo destacado é a crescente procura por acessórios padronizados, como pinos, buchas e outras. “No passado, os ferramenteiros faziam tudo internamente, agora focam sua atuação na produção das cavidades. Eles perceberam que com o uso de peças padronizadas ganham tempo, o período necessário para a fabricação de um molde cai de quatro ou cinco meses para dois meses”. Sem falar no ganho de agilidade da operação de manutenção. “O reparo dos moldes fica mais rápido, as peças de reposição estão à disposição de maneira imediata”.

    A empresa trouxe para o Brasil os puxadores de placas da Strack Normalien, componentes que melhoram o desempenho dos moldes de múltiplas cavidades por meio do “efeito cortina” – todas as peças caem após a extração de maneira perfilada. Os puxadores de placas trabalham com estagio único ou duplo dependendo de sua aplicação. “Esse é um acessório bastante vendido na Europa e ainda pouco usado no Brasil. Acredito que falta divulgação sobre as vantagens que ele proporciona, chegando a reduzir os ciclos em um segundo”.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *