Máquinas e Equipamentos

Moldes: Fabricantes buscam mais eficiência no conceito 4.0

Jose Paulo Sant Anna
24 de outubro de 2018
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    Embalagens – O segmento de embalagens é outro forte cliente de moldes dotados com tecnologia de ponta. A exigência dos compradores se deve ao fato de eles trabalharem muitas vezes em regimes de ciclos de injeção rápidos, não raro contarem com elevado número de cavidades e gerarem peças muito leves, com paredes finas. A Btomec, de Joinville-SC, conta com forte atuação nesse segmento. Uma de suas especialidades é a fabricação de moldes para tampas as mais variadas (para os setores de cosméticos, produtos de limpeza, alimentos, bebidas e linha farmacêutica).

    Química e Derivados, Pavarini: clientes desejam fazer tampas ainda mais leves

    Pavarini: clientes desejam fazer tampas ainda mais leves

    A empresa também atende transformadores que utilizam moldes para peças com bi ou tri componentes, de produtos hospitalares e outros. “O mercado está bastante difícil, estava mais animado no início do ano, mas a greve dos caminhoneiros atrapalhou. Falta credibilidade para nossas autoridades, com as eleições não sei se haverá recuperação até o final do ano”, analisa o diretor Wiland Tiergarten.

    Uma novidade da empresa foi o fechamento recente de acordos internacionais de transferência de tecnologia de ponta. “Os acordos nos permitem adotar técnicas diferenciadas, como a utilização de tratamentos térmicos e superficiais especiais e a obtenção de tolerâncias bastante rígidas”. As empresas com as quais a Btomec têm acordo são Plastisud (França), Formiteknik (Suécia), SKT (Alemanha), IPK Fraunhofer (Alemanha) e R&D/Leverage (EUA).

    A partir da parceria com a ferramentaria norte-americana a empresa passou a oferecer aos clientes nacionais a montagem de moldes voltados para o sistema de injection stretch blow mold, que permite a produção de frascos de PET da injeção da pré-forma ao sopro do produto final. “Esses moldes podem ser para frascos de grande ou pequeno porte”.

    “Estamos seguindo em frente, o ano está até razoável, devemos ficar próximos do ano passado”, informa Welington Pavarini, proprietário da WPlastic. A empresa é representante do grande contingente de ferramentarias de pequeno porte do setor, conta com seis funcionários. Nem por isso deixa de ser especializada. “Fazemos moldes para tampas de embalagens”. Ele ressalta que a tarefa não é simples. “Os clientes estão trabalhando com número grande de cavidades e querem tampas muito leves”.

    Termômetro – As vendas das fornecedoras de componentes padronizados para moldes de injeção servem como termômetro bastante fiel sobre como andam os negócios relativos ao setor. A julgar pelo depoimento de alguns profissionais dessas empresas a situação parece de razoável para boa. Um depoimento bastante otimista é dado por Rodrigo Vizigal, um dos responsáveis pelo departamento de marketing da Polimold, empresa fornecedora de praticamente todos os itens presentes na estrutura das ferramentas. “Mesmo com as expectativas e desafios gerados para 2018, fechamos o primeiro semestre com resultados bem acima em relação ao ano passado”, informa.

    Os dois principais produtos da empresa, porta-moldes e câmaras quentes, merecem destaques. Ambos contam com boa aceitação no Brasil e também são exportados com sucesso – a Polimold vende até para ferramentarias chinesas. “Em breve, vamos anunciar uma grande novidade para o mercado de porta-moldes”, assegura. No caso das câmaras quentes, a empresa conta com linhas apropriadas para moldes com características distintas. O lançamento mais recente é a série Infinity, projetada para ser mais versátil e com milhares de possibilidades de montagem.

    Química e Derivados, Vizigal: exportações em alta e investimento na produção 4.0

    Vizigal: exportações em alta e investimento na produção 4.0

    As câmaras quentes Infinity são indicadas para matrizes utilizadas por indústrias distintas, como automotiva, de embalagens, eletrodomésticos e outras. “O produto tem feito muito sucesso no exterior. Com as parcerias firmadas recentemente, as exportações tendem a aumentar nos próximos anos”. A empresa também oferece a linha Multiplic, com propriedades específicas para ferramentas com muitas cavidades, e a Poliflex, que conta com bicos roscados no próprio manifold, entre outros diferenciais.

    Produtos à parte, a Polimold tem investido em sua estrutura. “Já temos uma célula fabril com a aplicação dos conceitos da indústria 4.0 em execução e diversos investimentos em tecnologia e engenharia. Teremos grandes novidades em breve, com foco em 2020 quando completaremos 50 anos”, garante Vizigal.

    Outra empresa do ramo prestes a chegar ao cinquentenário é a Três-S, fabricante de porta-moldes, sistemas de câmaras quentes, e vários componentes para ferramentas. A empresa comemorará meio século de atividade no próximo ano e promete para o aniversário um lançamento exclusivo, por enquanto um segredo guardado a sete chaves.

    As vendas desse ano da empresa estão estáveis em relação ao ano passado. “Poderia estar melhor se houvesse estabilidade na situação do país”, lamenta Claudir Sandro Mori, gerente comercial. Ele destaca a boa procura por parte dos clientes das câmaras quentes, produto oferecido pela empresa há cerca de dois anos.

    Um lançamento nessa linha é o sistema valvulado. “Ele apresenta vantagens como permitir menor cisalhamento da matéria-prima e redução da tensão residual que provoca deformações e manchas no produto final”. Com o sistema valvulado, os transformadores podem trabalhar em regime de pressão de injeção menor. “Ele facilita o preenchimento da cavidade, aumenta a vida útil do molde e reduz a necessidade de utilizar injetoras grandes, em especial nos produtos de parede fina”.



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