Plástico

2 de agosto de 2012

Moinhos – transformação de plásticos cresce e puxa a venda de maquinas mais seguras, com suporte técnico local

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Publicado por: Nelson Valencio
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    Diferentemente da Plast-Equip, a Seibt produz seus moinhos no Brasil, mas, da mesma forma que os outros fabricantes já citados, a linha de equipamentos faz parte de um portfólio de periféricos. Com uma diferença: eles têm uma participação expressiva, sendo os “carros-chefes” nas vendas da empresa, e representam aproximadamente 55% do total de máquinas produzido. César Muller, analista de comércio internacional, destaca que a fabricante localizada no Rio Grande do Sul possui desde modelos de baixa rotação, indicados para trabalhar em linha com injetoras e sopradoras, na moagem das perdas e sobras desses processos, até moinhos convencionais, usados em moagens de plásticos em geral, com modelos para peças de pequenos e grandes volumes e capacidades produtivas variadas.

    A linha inclui ainda moinhos para aplicações especiais, caso de refiles de chapas, termoformados, e também para bombonas, tubos e destroçadores. “Temos ainda sistemas completos para reciclagem de plástico, para PET, com capacidade produtiva de 500 kg/h a 2.000 kg/h e para PE/PP, com capacidade produtiva de 300 kg/h a 2.000 kg/h (filmes e rígidos)”, informa o analista. Para completar o portfólio dessa área, ele elenca ainda as extrusoras para PE/PP, picotadoras, aglutinadores, blowers, separadores de finos, silos e abridor de fardos.

    Em 2011, a empresa gaúcha lançou a linha de moinhos GF para garrafas e filmes, com um sistema de moagem por rotor, sem eixo central e com abertura pneumática do bocal. “Isso oferece fácil manutenção e elimina os riscos ao operador”, explica Muller. A Seibt agregou mais uma opção em tamanho à família de moinhos para bombonas: o MGHS 550B, que mantém as características da linha, porém em tamanho intermediário, sendo indicado para moagem de bombonas de até 60 litros, com uma produção que pode chegar a 1.000 kg/h.

    Com todos os produtos do portfólio, a empresa não escolhe um nicho específico na indústria plástica. A companhia atua tanto com moinhos usados na reciclagem pós-industrial como pós-consumo, ou seja, seus clientes envolvem tanto as indústrias de transformação como de recuperação. “O que notamos é uma tendência global de automatização no processo e a presença de maior normatização de segurança”, argumenta Muller. Para ele, essa tendência garante a segurança ao operador e a qualidade e agilidade ao processo, eliminando desperdícios e evitando a contaminação do material.

    Vantagens e ameaças

    Apesar do nome, a Seibt é uma empresa brasileira e como tal enfrenta uma série de desafios que podem ser replicados para as outras fabricantes locais. Para Muller, a presença de um maior número de players internacionais é uma das ameaças. “Eles chegaram ao Brasil na esteira da crise europeia e viram no mercado brasileiro uma oportunidade para vender produtos, acirrando a competitividade”, diz. Ao lado de marcas europeias, o executivo lista os concorrentes asiáticos, que aportaram no Brasil, oferecendo custos muito baixos e, na maioria dos casos, totalmente fora das normas de segurança atualmente estabelecidas. “Temos ainda uma elevada carga tributária e a falta de uma política ou linhas de investimento ou subsídios para melhoria tecnológica dos parques fabris da indústria nacional”, argumenta o especialista da Seibt.

    Por outro lado, a empresa aproveita a sinergia de estar ao lado do polo plástico e também de diversos países da América do Sul, principalmente os que fazem parte do Mercosul. A distância do Sudeste também não é barreira para o escoamento da produção para outras regiões, um pouco mais distantes, como Norte e Nordeste. A vizinhança ainda mais próxima dos polos industriais de Caxias do Sul e da Grande Porto Alegre representa outro ponto positivo para ela e para outras fabricantes gaúchas, em razão dos anéis logísticos.

     

     


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