Plástico

2 de agosto de 2012

Moinhos – transformação de plásticos cresce e puxa a venda de maquinas mais seguras, com suporte técnico local

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Publicado por: Nelson Valencio
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    Com fábrica em Santo André-SP, a Ineal tem uma produção mais focada em moinhos de pequena rotação, com largura da área de moagem entre 100 mm e 500 mm. São equipamentos para uso ao lado de máquinas em circuito fechado e específicos para pequenas peças em linhas de sopro, como as que produzem bombonas de 30 litros. O cliente típico são as injetoras, que podem utilizar desde o menor modelo – MI 100 – até equipamentos de maior porte. O MI 100 é normalmente adotado em linhas que demandam pouca geração de pó. Nesse caso, ele pode agregar um triturado, ideal para peças de policarbonato ou náilon, materiais duros e que gerariam mais pó se fossem moídos.

    O mais novo lançamento – MI 500 – quebra a regra de fabricação de moinhos de baixa rotação. Com motorização de 20 cavalos, o equipamento permite moagem de bombonas de até 30 litros ou peças sopradas similares. A alta rotação é adotada para linhas de produção de alto volume e que usam materiais mais duros e, portanto, mais difíceis de serem moídos. Brito lembra ainda que os moinhos da marca apresentam baixo consumo de energia e geram poucos ruídos. Para o primeiro objetivo, ele avalia que a motorização mais leve e não sensível ao esforço mecânico é um dos recursos que explicam o diferencial. “Para supressão de ruídos, quem determina os parâmetros é o cliente, o que significa que um moinho pode ser isolado até com o uso de cabine acústica”, completa o executivo.

    Plástico, Arnaldo Ferreira Pinto Nunes, gerente de aplicação da empresa brasileira, Moinhos - transformação de plásticos cresce e puxa a venda de maquinas mais seguras, com suporte técnico local

    Arnaldo Ferreira Pinto Nunes: “coração aberto” oferece mais conforto para operadoras

    Representante da sueca Rapid no Brasil, a Plast-Equip não produz os moinhos localmente, mas acredita que o reconhecimento da marca pese na escolha de vários clientes. “Principalmente as multinacionais que já utilizam esses produtos fora do país”, acredita Arnaldo Ferreira Pinto Nunes, gerente de aplicação da empresa brasileira. O relacionamento com a marca europeia data de 1989 e, além das considerações de segurança (ver quadro), a argumentação de venda inclui a tecnologia como diferencial.

    Como o avanço em moinhos está concentrado na construção mecânica dos equipamentos, o design envolvendo as portas dos dispositivos Rapid é um dos destaques. Chamado de open heart ou coração aberto, essa estrutura envolve peneiras, porta-peneiras e caixa de moídos no nível de operação, evitando que os técnicos precisem se abaixar constantemente para recolher um conjunto extremamente pesado. “É uma patente reconhecida, sem concorrentes, e que foi lançada na Alemanha no ano passado”, explica Nunes. De acordo com ele, a fabricante também tem focado em tendências como a de economia de energia elétrica, projetando diversos cortes de moídos e diminuindo a potência do motor na produção do dia a dia.

    A característica da Rapid são equipamentos grandes e com diversidade de tipos: a composição de modelos pode chegar a 2,5 mil configurações na estimativa da Plast-Equip. Clientes cativos da marca geralmente adotam máquinas com capacidade entre 50 kg e 100 kg por hora. No Brasil, as configurações são mais tradicionais e a operação pode variar de acordo com a planta da indústria plástica. Itens como abastecimento manual ou mecanizado com esteiras, presença ou não de sistemas de detecção de metais ferrosos e não-ferrosos, ou ainda, de sistemas completos de separação de pó entram no rol de fatores.

    Em termos de mercado, Nunes também confirma o avanço dos periféricos, sendo que os moinhos entram nesse bolo. Para a Plast-Equip, o preço do equipamento não é o grande problema no caso dos importados, mas sim a tributação incidente. Para a empresa que distribui um produto importado, a qualidade e a segurança da marca, além do networking internacional, são pontos explorados a favor. A empresa brasileira também mantém peças de reposição imediata, caso das facas. Como a Rapid usa componentes de classe internacional, a distribuidora não estoca itens que podem ser encontrados no mercado, a exemplo de correias. As orientações de operação igualmente são importantes e estão concentradas no uso de facas afiadas dentro do padrão da Rapid. Os usuários podem assumir a afiação ou recorrer à Plast-Equip. Atrelados às linhas de dosadores volumétricos e gravimétricos, os moinhos acompanham essas famílias nos contratos disputados pela empresa.


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