Plástico

Metalização: Conheça os métodos mencionados na reportagem

Antonio Carlos Santomauro
15 de dezembro de 2019
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    Plástico Moderno - Metalização: Conheça os métodos mencionados

    O processo de metalização de plásticos via eletrodeposição tem início com uma fase química de pré-tratamento, que confere condutividade às peças, e é composta por várias etapas, incluindo um banho no qual uma solução – geralmente contendo ácido crômico – torna a peça rugosa, e assim permite a inserção de um catalisador (paládio), para posterior reação com o níquel químico que forma uma camada condutiva.

    Na fase da metalização propriamente dita, há a eletrodeposição de pelo menos três camadas metálicas: uma interna, de cobre (metal mais maleável, para amortecer as variações do plástico com a temperatura); outra intermediária, de níquel, destinada a conferir resistência (em autopeças, são geralmente depositadas pelo menos três camadas de diferentes tipos de níquel); uma camada externa na qual o cromo acentua a resistência e confere brilho ao acabamento. Em peças que não exigem visual muito atrativo – moldes para rotomoldagem, por exemplo – a finalização pode ocorrer com a deposição do níquel. Ouro, prata, e outros metais, são utilizados em aplicações mais específicas.

    Na tecnologia PVD a peça é colocada em uma câmara de vácuo, onde um gás ionizado se transforma em plasma que pulveriza o metal ao contatá-lo, formando um vapor que atinge a peça (alvo), transferindo à superfície dela o metal. Diversos outros substratos, como metais, cerâmicas, vidro e tecidos, podem receber camadas de metais por meio dessa tecnologia, que possibilita a metalização com cromo, alumínio, titânio, entre vários outros metais. E podem ser utilizados gases diferentes para a formação do plasma, como argônio, acetileno, nitrogênio e outros. A combinação entre metais e gases específicos gera cores diferentes, permitindo assim ampliar o leque de possibilidades decorativas.

    Além da etapa no ambiente de plasma, o processo PVD é composto também por uma limpeza prévia das peças em uma câmara de CO2, e a aplicação de verniz submetido a um processo de cura UV e de uma base que equaliza irregularidades. Após a passagem pelo forno é aplicado outro verniz com cura UV.

    E na metalização a vácuo, em um ambiente de vácuo, uma resistência aquece um filamento metálico até transformá-lo em um vapor que em contato com a peça criará a camada de revestimento. Também esse processo é geralmente complementado com uma aplicação prévia e outra posterior de verniz, e permite tratar outros substratos como metais, vidro e cerâmica, entre outros. Mas ele trabalha com metais com ponto de fusão mais baixo: o alumínio é talvez o mais comum entre eles, havendo também a aplicação de cobre, níquel, zinco e prata, entre outros.

    Assim como na metalização a vácuo, também pelo método PVD o metal é vaporizado em um ambiente de vácuo; porém, diferentemente do que acontece no primeiro desses dois sistemas, essa vaporização não ocorre por aquecimento, e sim pela ação, sobre o metal, dos átomos do plasma formado pelo gás ionizado. Dessa forma, o método PVD permite trabalhar com praticamente todas as resinas, pois não há aquecimento suficiente para gerar problema de derretimento. Tanto no vácuo quanto no PVD, pode-se adicionar pigmentos no verniz de recobrimento externo para colorir as peças tratadas.



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