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Mesmo reduzida, área dos insumos traz boas atrações

Marcelo Furtado
5 de Maio de 2012
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    Para ele, as chapas de náilon incluídas na tecnologia híbrida são um passo muito importante para o desenvolvimento de carros mais eficientes em termos de consumo de combustível. “Elas tornam os carros muito mais leves, mas mesmo assim com igual, ou melhor, resistência mecânica. Os esforços de pesquisa e vendas da Lanxess para incluir mais plástico no carro envolvem aplicações nos compartimentos de air bag, suportes dos motores, estruturas das portas, pedais e para-choques.

    Verdes – No mesmo pavilhão das resinas, havia uma área dedicada a alternativas sustentáveis, o chamado Sustainability Pavilion. Ele era até patrocinado pela Braskem, que mantinha também no local um pequeno estande para divulgar mais o seu plástico de matéria-prima renovável.

    Várias empresas mostravam, sobretudo, soluções de materiais ecoamigáveis, como bioplásticos e plásticos biodegradáveis. Dentre elas, a brasileira Extrusa-Pack, considerada a segunda maior transformadora de sacolas plásticas

    Plástico, Mesmo reduzida, área dos insumos traz boas atrações

    Vero (esq.) e Paulo uniram forças para oferecer ao mercado sacola biodegradável

    do Brasil, apresentava sua parceria com a também brasileira TIV Plásticos, representante de um aditivo biodegradável da norte-americana EcoLogic. “É um dos únicos produtos que criam um masterbatch de PE, PP e PS para produzir sacolas biodegradáveis em ambiente anaeróbico”, explicou o diretor da TIV, Tamas Vero.

    Segundo ele, o produto tem componentes orgânicos que abrem a cadeia molecular da superfície do plástico para permitir que os micróbios, no ambiente anaeróbico, também atraídos por componentes do aditivo no masterbatch, degradem a sacola. “Em um ano, conforme teste em laboratório independente, sem precisar de oxigênio ou compostagem, eles se biodegradam”, disse Vero. O produto já foi testado e aprovado em testes laboratoriais com PET, PE, PP/BOPP, PS, PVC e EVA. Ao final da decomposição, transformase em húmus e libera traços de metano.

    A Extrusa-Pack é uma das transformadoras brasileiras que já produzem sacos com o aditivo. A empresa até distribuía sacolas na feira como brinde, as quais eram feitas também com a resina de polietileno com eteno derivado de cana-de-açúcar da Braskem (que por sinal é igual quimicamente ao polietileno petroquímico, portanto nãobiodegradável). “Esta é uma solução muito melhor para o meio ambiente, ao contrário dos aditivos oxibiodegradáveis, que precisam de oxigênio e ainda deixam resíduos nos solos, e dos bioplásticos, dependentes da compostagem”, completou Marcelo Paulo, o diretor comercial da Extrusa-Pack, com cinco unidades produtivas no Brasil e sede em Guarulhos-SP.

    Para ser biodegradável, o aditivo deve corresponder a, no máximo, 3% da espessura do produto e da atividade microbiana. Normalmente, o transformador emprega 1% na mistura da resina acondicionada no alimentador. A TIV Plásticos, de Diadema-SP, além de representante exclusiva no Brasil do aditivo, é distribuidora de filmes flexíveis. Segundo Vero, mais de dez transformadores de sacolas já utilizam o produto no país e a tendência, conforme o mercado começar a perceber a vantagem do aditivo sobre principalmente a alternativa oxibiodegradável, é o seu uso se alastrar.

    A tendência de os transformadores e produtores aderirem a soluções biodegradáveis, aliás, se alastra em outros lugares do mundo. Uma empresa taiwanesa, a Minima, é especializada em criar soluções turn-key de unidades de injeção, sopro ou extrusão ou em criar produtos, como copos, sacolas, talheres, embalagens em geral, que envolvam resinas biodegradáveis ou compostáveis. “Se a empresa quer ter sua própria unidade, nós montamos. Se ela quiser que façamos o produto, também”, disse o gerente-geral da Minima, Chien-Ming Huang.

    A empresa trabalha com várias tecnologias, menos com os aditivos oxibiodegradáveis, segundo revelou o Phd em química Huang, “por ser muito perigoso para a natureza, por gerar resíduos com traços de metais, o que pode contaminar o solo”. A empresa pode montar unidades balão com tecnologia Ecoflex da Basf, PLAs (ácido polilático), poliésteres alifáticos, além de vários outros tipos de processos ou produtos. “Temos certificação de todos os organismos internacionais para transformação de produtos biodegradáveis ou compostáveis”, orgulhou-se.

    Mais uma mostra de que o tema sustentabilidade contagia quase todos os fornecedores de materiais era o fato de a Milliken, empresa americana especializada em aditivos para plásticos, ter destacado os benefícios “sustentáveis” de uma nova linha de clarificantes para polipropileno. Trata-se da linha Miland NX 8000.

    Segundo explicou o gerente global de aditivos plásticos da Milliken, Wim Van De Velde, o novo aditivo é mais solúvel em PP do que outros clarificantes, permitindo aos transformadores processar o material com temperaturas 10% a 15% menores. “Isso traz ganhos evidentes em redução de consumo de energia, mas também em emissões de carbono”, explicou De Velde.

    Além disso, continuou o gerente, há também ganhos de produtividade por meio de ciclos até 10% mais rápidos e a sua melhor capacidade de clarificação substitui produtos mais perigosos, usados para aperfeiçoar a aparência de embalagens de PP. Para demonstrar a capacidade do novo clarificante, a empresa também mostrava um aplicativo para computador que permite ao cliente acompanhar as economias e ganhos obtidos com a tecnologia, disponibilizando ferramentas para medir consumo de energia, redução de emissões e redução de horas de produção.

     



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