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Mesmo reduzida, área dos insumos traz boas atrações

Marcelo Furtado
5 de maio de 2012
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    digitalizador com material reciclado da Sabic[/caption]

    resina de alto desempenho Xenoy iQ ENH (PBT), com 60% de conteúdo reciclado pós-consumo, para a produção do seu novo modelo de digitalizador de alta velocidade “image Formula DR-M160”. Antes, a Canon usava resinas PC/ABS virgens. A Xenoy iQ incorpora quimicamente PETs reciclados obtidos de garrafas pós-consumo. Este conceito, ao contrário da reciclagem mecânica, assegura qualidade e propriedades mais uniformes e o desenvolvimento de cores mais consistentes, como o cinza pálido escolhido pela Canon. A Xenoy iQ também conta com alta retardância à chama, sem usar aditivos bromados ou clorados, tornando-a adequada para equipamentos de escritório e eletroeletrônicos.

    E havia vários outros lançamentos da divisão de produtos Innovative. O portfólio de materiais de policarbonato (PC) Lexan, por exemplo, passou a  contar com uma versão copolimérica Lexan CFR, que inclui a propriedade de retardante à chama sem bromo, cloro, fosfato ou teflon, em conformidade com os principais protocolos ambientais. A resina também é ideal para projetos de paredes finas, com fluxo e processabilidade aprimorados em comparação com o PC transparente e de retardância à chama convencional. Um grade de resina de Lexan CFR com índice de fluidez (MFI) de 18 pode ter um fluxo em espiral semelhante ao de um PC com retardância à chama com MFI de 28.

    Poliamidas – Outras empresas da área de especialidades também levaram novidades. Foi o caso da alemã Basf, que apresentou suas novas poliamidas 6 ou 66 de alto impacto Ultramid Structure. Reforçada com 40% de fibras de vidro longas, a nova resina produziu e mostrou a primeira roda totalmente de plástico do mundo, para um carro-conceito da também alemã Daimler, e que pesa 30% menos do que uma roda similar de alumínio, segundo explicou o gerente de desenvolvimento de mercado da Basf, Alejandro Ruiz Pedreiro.

    Outro náilon destacado foi o Ultramid Endure, da família 66, que pode substituir o metal e outras resinas (PPS e PPE) em várias aplicações em motores automotivos, com alta resistência à temperatura e, logicamente, ganhando em peso e reduzindo o custo para os clientes. Outro grade em destaque era o Ultramid BG50XFi, uma PA 6 com impacto modificado, que pode substituir PC/PBT em várias aplicações, e ainda ter uso em peças grandes para jardinagem, por exemplo, e em moldes de injeção de paredes finas que requeiram alto brilho, resistência mecânica e resistência ao UV. Também um grade para injeção de PA 6, o Ultramid B3ZG7, com 35% de fibra de vidro, foi desenvolvido para aplicações agressivas, de alto impacto e estabilização ao calor, que demandem alta resistência química e mecânica. Ele substituiu o aço e o alumínio, por exemplo, no depósito de óleo da Grand Cherokee, peça em exposição.

    Plástico, Mesmo reduzida, área dos insumos traz boas atrações

    Pedreiro destacou roda fabricada com as poliamidas Ultramid Structure da Basf

    Mas não era só em poliamida o interesse de divulgação da Basf. Também da linha Elastollan de TPU (poliuretano termoplástico) havia dois novos grades. O 785 10HPM melhorou o seu desempenho sob compressão, em altas temperaturas e ainda sua resistência a combustíveis e químicos. “Ele tem uma textura parecida com o couro e é ideal para cabos usados em sistemas antilock de segurança”, afirmou o técnico da área de TPU da Basf, Brad Martin, completando ainda que o novo grade substitui com muito mais eficiência a borracha e os TPEs. O segundo grade era o 1185A, livre de halogênio, de baixa geração de fumaça, excelente para uso contínuo como fio ou cabo em ambientes até 150ºC, como em motores de carros. “Ele tem ainda excelente resistência à abrasão, robustez, flexibilidade para baixas temperaturas e resistência a fungos”, completou Martin.

    Plástico, gerente de negócios, Mesmo reduzida, área dos insumos traz boas atrações

    Andreas Scheurell: quer difundir uso de PA em carro

    A também germânica Lanxess destacou em seu estande a terceira geração de sua tecnologia híbrida de compósitos que permite a construção de peças automotivas externas de metal e plástico. Pela primeira vez, a tecnologia utiliza chapas de um ultraleve PA 6 (Durethan) reforçado com fibra de vidro (30%), injetado dentro da peça frontal metálica do Audi A8, substituindo o alumínio. “O plástico, além de distribuir melhor a força de um impacto, pesa 20% menos do que o seu equivalente, economizando combustível”, disse o gerente de negócios, Andreas Scheurell.

    Segundo o gerente, embora a tecnologia por enquanto seja usada apenas na Alemanha, a ideia é expandir esses avanços por todo o mundo, inclusive o Brasil. “Temos contatado todas as montadoras instaladas no Brasil para difundir o uso da poliamida nos carros”, disse. “E o mercado automotivo lá está se desenvolvendo, com diversificação, e podemos em breve introduzir pelo menos a 2ª geração das peças híbridas”, disse. E em 2013, segundo ele, a Lanxess tem planos de passar a produzir todas as resinas necessárias para isso em Porto Feliz-SP, como a PA 6, PA 66 e o PBT.



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