Câmaras Quentes – Mercado incorpora tecnologia de ponta

Os fabricantes de sistemas de câmaras quentes acompanharam a evolução do mercado da transformação de plásticos por injeção e incorporaram recursos de ponta em seus desenvolvimentos.

Rumo à inovação

Mas nem por isso esta indústria se acomodou. Os fabricantes reservam desenvolvimentos inovadores e anunciam tendências.

Um delas, exposta por Nunes, da Husky, é a utilização de sistemas valvulados com acionamento pneumático, tanto para aplicações de peças de grande porte (automotivas) como para produtos menores dos setores de cosméticos, alimentício e médico.

Foto: Cuca Jorge
Kaiser: indústria irá se abrir para sistemas com indicadores gráficos

Para Kaiser, o futuro aponta para o stack-mold e os sistemas com indicadores gráficos de temperatura e pressão intracavitários. “Essa tecnologia a Delkron tem aplicado em vários moldes nos quais a produtividade, a garantia da qualidade e o controle do processo são muito importantes”, diz.

Rollmann prevê para os próximos anos a consolidação da integração de vários processos de acabamento na própria máquina. “Vi na K 2010 fabricantes de injetoras incorporandoestas novas aplicações e técnicas nos sistemas de câmaras quentes Incoe nos seus moldes”, afirma. Por isso, a empresa aposta em soluções para injeção sobre tecidos ou filmes decorativos, entre outros.

Mercado

Esse dinamismo do setor data de tempos atrás. As câmaras quentes despontaram por aqui no início dos anos 90. Até então era preciso trazer de fora esse tipo de equipamento.

Ao perceber essa brecha, algumas empresas abriram representação no país, para, em seguida, a fabricação nacional tomar corpo com a criação da Delkron (detentora da patente de invenção de sistemas de câmaras quentes até hoje) e da Fator.

Nesse início, a clientela se restringia às empresas multinacionais, sobretudo porque o produto era 100% importado, o que o tornava caro.

Foto: Cuca Jorge
Delkron aposta na variedade de aplicações do sistema valvulado

Com a chegada de mais transformadores internacionais no país, aumentou a demanda de forma vertiginosa e, por consequência, essa tecnologia ficou mais acessível, impulsionando a formação de um cenário bem próximo do que é hoje, ou seja, um mercado capaz de absorver tecnologia de ponta de grandes empresas tanto brasileiras como estrangeiras.

Essas companhias abastecem a transformação nacional com inovações constantes.

Um destaque da Delkron é a linha Nano.

Por conta da miniaturização de vários elementos, foi possível reduzir as distâncias entre cavidades e pontos de injeção de molde.

Kaiser também menciona o desenvolvimento de um sistema exclusivo que mede e indica a temperatura e a pressão de injeção dentro das cavidades, registrando em tempo real os gráficos de moldagem de cada ferramental e de cada cavidade. “É algo com tecnologia de ponta ainda pouco conhecida, mas importante na moldagem de peças técnicas ou de espessura controlada”, afirma o diretor.

Foto: Cuca Jorge
Pavezzi: apresenta nova câmara quente com controle elétrico

A HDB Representações também aposta em tecnologia de primeira linha. Lançou câmaras quentes dotadas de controle elétrico.

“O que se soma totalmente à indústria de máquinas injetoras elétricas”, comenta Pavezzi. Para ele, a câmara quente com válvula elétrica é uma tendência, pois se trata de uma tecnologia limpa.

A HDB conta com um prédio de mil m² de área construída, em Cotia-SP, onde possui escritório, sala de treinamentos, showroom para equipamentos IBM (injection blow machines) e uma ampla linha de periféricos de outras representadas.

Um sucesso do portfólio da Fator é a linha +Fácil, um sistema de câmara quente que promete economia de energia elétrica de 15%, garante repetibilidade e permite rápida troca de cor. “O objetivo do produto é facilitar a sua manutenção”, diz Luciano Cavalcanti. Outro destaque é a linha Isoflex.

Ela conta com um exclusivo acumulador térmico capaz de reduzir o consumo energético em 50%. “É composta por um manifold e um bico sem resistência, além disso, a linha é feita de aços especiais e possui geometria diferenciada no projeto do bico”, explica o vendedor.

Para ele, essa é uma opção acessível para quem quer migrar do canal frio. No entanto, há algumas restrições: não atende às necessidades de parede fina e de peças que precisam de refrigeração com água extremamente fria.

A Husky destaca a série Pronto, para moldes de um até 32 bicos. Nunes avisa que houve a inclusão da Série U350, nas opções com bicos térmicos e valvulados.

“É o menor bico na família dos valvulados do mercado”, menciona. A companhia tem um portfólio diversificado, que abarca desde bico quente até câmara quente com 128 bicos; além de sistemas drop in, stack-molds e sistemas multimateriais. As câmaras quentes são produzidas em Vermont (EUA), Luxemburgo, China (Xangai e Shenzhen) e no Brasil. No início das atividades da Husky por aqui todos os sistemas eram importados, hoje são fabricados na planta em Jundiaí-SP.

Opções de abastecimento para o mercado brasileiro não faltam. Tanto as companhias estrangeiras quanto as nacionais estão munidas de tecnologia de ponta para injetar competitividade à indústria nacional. Se depender dos fabricantes de sistemas de câmaras quentes, a transformação de plásticos terá condições de sobra para oferecer ao consumidor produtos de primeira linha.

Página anterior 1 2 3

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios