Mercado de moldes – Vendas aquecidas fortalecem indústria nacional contra Ásia

Com o olhar de quem sabe como se faz, a Plascar, na hora da compra, busca um bom sistema de injeção, validado por estudo de mold-flow e cooling-flow. Além disso, segundo Silva, as especificações dos materiais que serão utilizados também são de suma importância, assim como sua própria construção, seguindo as exigências das características do produto a ser injetado (aspectos visuais e funcionais). “Outro ponto relevante é a performance deste molde no ambiente fabril, ciclo de injeção e repetibilidade dentro do processo produtivo”, acrescenta.

A Plascar conta com quatro unidades fabris brasileiras, localizadas em Jundiaí, Betim, Varginha, Pindamonhangaba (esta foi inaugurada em setembro de 2009). A empresa também adquiriu recentemente três operações na Argentina, e uma no Uruguai. Silva antecipou que até o final do ano a companhia irá iniciar a produção de uma nova fábrica de faróis, localizada na unidade de Jundiaí.

A Cobrirel também se mantém nas duas frentes: como ferramenteiro e transformador, apesar da injeção representar o principal negócio da empresa. Para Trevisan, “a ferramentaria é um mal necessário”. Mesmo pequena, a unidade abastece toda a sua produção e garante o sigilo dos novos desenvolvimentos da empresa. “Conseguimos ter agilidade e segurança na execução dos projetos, além de agregar mais liberdade de criação”, explica.

União – Apesar de cada fabricante se enquadrar num tipo de perfil, todo o setor precisa deixar as diferenças de lado e se voltar para um mesmo objetivo. Essa tem sido a força motriz das novas ações da Câmara Setorial de Ferramentarias e Modelação, mantida pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Segundo Alexandre Fix, seu presidente e também diretor da Polimold, chegou o momento de se organizar para melhorar a representação da ferramentaria nacional. “Unir é a palavra, queremos criar parcerias com os diversos polos ferramenteiros”, argumenta. O mercado brasileiro está concentrado em três regiões: São Paulo, Joinville e Caxias do Sul.

Essa necessidade se dá, sobretudo, porque a Câmara tem pouca representatividade. Para se ter uma ideia, o número de associados não chega a cinquenta. As estimativas variam muito, porém acredita-se que no Brasil o número de empresas gire em torno de 2 mil, entre ferramentarias e moldadores com ferramentaria própria. “Quero tornar a Câmara forte”, finaliza. Talvez assim a indústria nacional consiga se blindar contra a ameaça dos moldes chineses.

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