Mercado de moldes – Vendas aquecidas fortalecem indústria nacional contra Ásia

O mercado nacional de moldes para transformação de termoplásticos torna o chavão “cada caso é um caso” verdade absoluta. Trata-se de um universo heterogêneo e multifacetado, no qual os fabricantes buscam unidade, para juntos combaterem a crescente invasão chinesa. Estimuladas pelo aquecimento das vendas domésticas, as empresas, cada uma à sua maneira, tentam oferecer algo a mais ao cliente, seja com a renovação do parque industrial ou com melhorias no portfólio.

Plástico Moderno, José de Oliveira Miranda Neto, Gerente-comercial da Miranda Industrial, Mercado de moldes - Vendas aquecidas fortalecem indústria nacional contra Ásia
Miranda: oferta de produtos combinados facilita negociação

A procura pela diferenciação tem norteado os novos rumos do setor, sobretudo no ramo de porta-moldes, no qual tecnicamente há muita similaridade. Tradicional na fabricação desse tipo de produto, a Miranda Industrial assumiu como postura a oferta de pacotes completos, o que os marqueteiros de plantão gostam de denominar “soluções”. Em suma, a ideia é abastecer o cliente com o máximo de opções possíveis. “Isso gera muitas vantagens: da agilidade que eles obtêm de encontrar tudo em um único endereço à condição de pagamento mais favorável”, defende José de Oliveira Miranda Neto, gerente-comercial da Miranda Industrial.

Por isso, aliás, a empresa montou parceria com a Yudo, fornecedora coreana de câmara quente. “Para facilitar a venda de porta-moldes, indicamos a câmara quente da nossa parceira”, comenta. Apesar de tratar-se de dois produtos completamente diferentes – o primeiro é considerado commodity, enquanto o segundo embute mais valor agregado –, a fabricante garante, com a venda casada, certa vantagem competitiva nas negociações.

Apresentar lançamentos também está no foco. Os destaques ficam por conta da linha de pinos extratores. Trata-se de uma tecnologia importada com a qual a fabricação da cabeça não é forjada, e, por isso, assegura, segundo o gerente-comercial, maior durabilidade.

Plástico Moderno, Wilson Teixeira, Diretor técnico da Tecnoserv, Mercado de moldes - Vendas aquecidas fortalecem indústria nacional contra Ásia
Teixeira: é preciso padronizar o tamanho do molde

Para ser mais competitivo – Adotar esse tipo de estratégia, no entanto, não basta nesse mercado caracterizado por indústrias de tamanhos e perfis variados. Por isso, os fabricantes aproveitam o aquecimento das vendas domésticas para aumentar o portfólio e promover modificações no parque fabril. O esforço tem sido no sentido de oferecer algum atrativo aos compradores, especializando-se em certos produtos ou por meio de ações particulares, seja com a personalização do atendimento ou a redução dos custos e prazos de entrega.

Coincidência ou não, entre as tendências anunciadas para o setor, uma delas está nos prazos, cada vez mais reduzidos. Segundo Wilson Teixeira, diretor técnico da Tecnoserv, um molde, em média, demora três meses para ser entregue. O ideal seria absorver a metade desse tempo. “É preciso padronizar os tamanhos de molde e de placa”, avisa. No caso específico da Tecnoserv, não por acaso, uma estratégia adotada dá conta da oferta de produtos padronizados, ou seja, o tipo standard na configuração do molde. A empresa é especializada na fabricação de porta-moldes, componentes para moldes de injeção, sistemas de câmara quente e acessórios para ferramentaria.

Além de mais agilidade, apostar em nichos de mercado é outro caminho para driblar a concorrência. Líder na fabricação de porta-moldes, a Polimold Industrial se destaca por ter um portfólio voltado para o segmento de moldes de múltiplas cavidades e para a transformação do polietileno tereftalato (PET), dois ramos em que poucos atuam. Para serem mais competitivas, as companhias também investem na pluralidade do negócio. Por isso, um ponto favorável dessa fabricante, que também disponibiliza sistemas de câmara quente, pinos extratores e acessórios para moldes, se refere justamente a isso: atuar em diversas frentes, como os mercados automotivo, de embalagem, de linha branca e eletroeletrônicos, entre outros. “Quando um não está indo bem, o outro compensa”, explica Alexandre Fix, diretor da Polimold. Essa flexibilidade é bastante eficiente, se não fosse isso, possivelmente teria falido. A saber: no passado, a fabricante de brinquedos Estrela foi seu principal comprador, em termos de volume. No entanto, com a avalanche de produtos importados dos últimos anos, esse cliente deixou de comprar da Polimold.

Carlos Roberto Campos, diretor da CRW, tem outra opinião acerca dessa postura. Para ele, especializar-se em certos produtos tende a ajudar na manutenção de bons níveis de ocupação das ferramentarias. Localizada em Guarulhos-SP, a CRW Moldes possui cinquenta máquinas (CNC e convencionais) e constrói ferramentas de até sete toneladas e dispõe de 16 estações de CAD/CAM.

A CRW, que atua no desenvolvimento e construção de moldes e na transformação de termoplásticos por injeção, aliás, tem uma trajetória curiosa. Foi fundada em 1979, em São Paulo; em 2000, criou a CRW Joinville-SC, após convite da Embraco; e três anos depois, por conta do incentivo da Philips Walita, inaugurou a CRW Varginha-MG. No ano seguinte, deu um passo ainda maior: ingressou em outros países, como Eslováquia e Estados Unidos. Hoje o grupo conta com 1.500 colaboradores. “Somos a primeira multinacional brasileira de transformação de termoplásticos”, orgulha-se Campos.

Plástico Moderno, Eduardo Cunha, Diretor-executivo da Moltec, Mercado de moldes - Vendas aquecidas fortalecem indústria nacional contra Ásia
Cunha: cada vez mais leves, as embalagens exigem investimentos em processos limpos e controlados

Fabricante de moldes de sopro e injeção de plásticos, a Moltec confirma essa corrente em prol da especialização, pois focou um ramo de atividade: no caso, o criterioso segmento de embalagens. Nesse setor, segundo Eduardo Cunha, diretor-executivo da Moltec, a qualidade dita as novas regras na produção de moldes, estimulando as ferramentarias a se munirem de tecnologia de ponta para poder criar figuras mais elaboradas. Entre os aspectos mais relevantes do momento, figura a exigência de oferecer embalagens de PET cada vez mais leves. “Para atender a essa necessidade, temos de investir no design da embalagem, que é mais complexo”, explica Cunha. Em tempo: para o próximo ano, o mercado de PET pretende apresentar uma pré-forma entre 11 e 12 gramas, para garrafas de 500 ml – hoje o peso é de 15 gramas. Por conta desse cenário, a Moltec adquiriu, recentemente, uma máquina de usinagem CNC de quinto eixo, cuja principal característica é aliar alta produtividade à possibilidade de fazer desenhos mais elaborados e apresentar acabamento superior.

Segundo o diretor-executivo, garantir processos limpos e controlados configura outro paradigma para quem atua no mercado de moldes para embalagens. Por isso, investir em sofisticação não é mais uma opção, mas sim a estratégia para se inserir nos novos rumos do setor. “Nossa fábrica foi preparada para esta fase da ferramentaria. Buscamos ter controle de todas as operações”, observa Cunha. Em novo endereço desde o início deste ano, a Moltec passou de área de 3,5 mil m² para 8 mil m². No entanto, os investimentos focaram não somente o aumento do espaço, mas sobretudo a modernização da unidade. “Estamos prontos para atuar num mercado que exige moldes de alta performance”, diz Cunha.

Com produção enxuta, a companhia conseguiu ser mais competitiva, apostando na personalização do atendimento. Na empresa não há produtos de prateleiras, pois os modelos são confeccionados sob medida. “Foram cinco anos investindo para chegar a esse ponto”, orgulha-se Cunha. São ao todo 23 centros de usinagem CNC, dos quais dez são high speed.

Investimentos – Esse não é um caso isolado, pois de forma geral ferramenteiros e fabricantes de componentes para os moldes estão investindo na modernização das fábricas, a fim de ter agilidade nos processos. A Tecnoserv também endossa o grupo das empresas que estão renovando o parque industrial. “Compramos máquinas mais produtivas e precisas”, avisa Teixeira. Um destaque entre as novas aquisições se trata de um centro de usinagem três vezes mais veloz em relação ao antigo. Por conta do bom momento, a companhia também investiu no aumento do estoque dos sistemas de câmara quente e de acessórios para o controle de temperatura. Um carro-chefe da marca é a linha de porta-moldes totalmente usinada. Hoje fabrica os porta-moldes e importa os sistemas de câmara quente, para os quais também oferece garantia de estoque e manutenção.

Plástico Moderno, Mercado de moldes - Vendas aquecidas fortalecem indústria nacional contra Ásia
Campos: fornecedores asiáticos são competitivos em razão de baixo custo da mãe de obra.

De fora – Toda essa movimentação do setor embute a necessidade iminente de se fortalecer contra os importados. Como ocorre em outras áreas da indústria, a ameaça ao mercado brasileiro de moldes vem sobretudo da Ásia. “A região impôs significativas perdas no volume de vendas”, afirma Campos. Segundo ele, esse fenômeno se deu por conta dos preços competitivos e da agilidade dos fornecedores asiáticos. “Algumas ferramentarias estão quebrando, por causa da entrada do produto chinês que está sendo facilitada pelo governo”, critica Fix. De acordo com ele, a concorrência chega a ser desleal. Estimativas apontam que um molde fabricado na China pode ser adquirido pela metade do preço de um feito por aqui.

Os defensores da indústria nacional tentam exaltar os pontos fracos do adversário. Os ferramenteiros brasileiros alegam que os custos da manutenção necessária, durante as fases de validação dos produtos, têm feito os clientes repensarem suas escolhas. “O custo/benefício oferecido não cobre as dificuldades do ‘life time’ dos projetos”, argumenta Campos. Além disso, muitos alegam que o deslumbramento causado pelos baixos preços fez muitas empresas importarem moldes de qualidade discutível, prejudicando o funcionamento da sua produção.

Os fabricantes brasileiros, no entanto, perdem competitividade por vários fatores. O que efetivamente determina o custo de um molde são as horas de ferramentaria aplicadas na construção, e neste quesito a Ásia mostra-se imbatível. “Lá há grande disponibilidade de mão de obra de baixo custo”, explica Campos. Outra vulnerabilidade se refere ao preço do aço; o tipo made in Brasil é um dos mais caros do mundo. “O aço da Europa e da Ásia para moldes fica mais barato do que o brasileiro, mesmo com as taxas de importação”, argumenta Fix. Soma-se a isso o famigerado custo Brasil, travestido de altas cargas tributárias. “Só perdemos da concorrência estrangeira por causa do preço, pois não devemos nada para ninguém em relação à tecnologia”, reforça Fix.

A invasão asiática comprometeu até mesmo a operação do Consórcio de Exportação de Moldes (Moldexport). Criado em 2000, com o apoio da Agência de Promoção de Exportações (Apex), um grupo de ferramenteiros de Joinville-SC se reuniu sob essa denominação, a fim de promover as exportações de moldes brasileiros. Essa associação segue um modelo administrativo desenvolvido na Itália há mais de cinquenta anos, enquanto as estratégias operacionais baseiam-se na experiência de Marinha Grande, em Portugal, reconhecido polo exportador de moldes.

O grupo Perfil, fabricante de moldes para injeção de plástico e de alumínio, de Joinville, integrou o consórcio na edição de 2004. Segundo o diretor Marcio Poffo, os resultados foram razoáveis, sobretudo porque há três anos conseguiu o feito inédito de exportar 20% de sua produção. Hoje, confirmando a tradição da empresa, não há vendas para o exterior. “Estávamos desbravando uma atividade até então desconhecida pelo nosso setor”, comenta. Hoje a Moldexport não atua com o mercado internacional, em razão da baixa do dólar e da queda dos preços dos moldes da Ásia.

Plástico Moderno, Alexandre Fix, Diretor da Polimold, Mercado de moldes - Vendas aquecidas fortalecem indústria nacional contra Ásia
Fix: tradição e escala ajudam Polimold a continuar exportando

Exportação – O setor, por tradição, não é exportador. Na Polimold, historicamente, 20% de sua produção se destina ao mercado externo, sobretudo para os Estados Unidos, Europa e Ásia. No entanto, hoje essa taxa gira em torno da metade disso. Apesar do baixo índice, a Polimold é exceção, pois a maioria dos fabricantes detém taxas pífias. O segredo? Claro que Fix não conta, porém dá algumas pistas. A escala e a tradição de mais de trinta e cinco anos no mercado, obviamente, contribuem de forma significativa, no entanto, o que tem feito a diferença mesmo são margens reduzidas. Ele admite que precisou espremê-las. “O cliente está com menos dinheiro para investir”, argumenta.

A renovação constante do seu parque fabril também figura na pauta diária de Fix, pois, para ele, manter a qualidade em alta é necessidade de primeira ordem, sobretudo no ramo de câmara quente em que, por embutir um valor agregado, o preço do produto não é tão determinante nas negociações quanto é no caso do porta-molde e dos pinos extratores. “A maior parte das nossas máquinas é de origem japonesa”, comenta o diretor.

Além disso, são 400 funcionários que se revezam para trabalhar 24 horas por dia. “Tento entregar o produto no menor custo possível”, resume. A infraestrutura também favorece a liderança da companhia. São cinco prédios, divididos de acordo com o tipo de produto: porta-moldes especiais, câmara quente, pinos extratores, placas para porta-moldes nacionais, e placas para porta-moldes para exportação. A empresa conta ainda com uma filial no México, onde produz moldes especiais e algumas placas para porta-moldes.

Por aqui – No entanto, independentemente de seu tamanho ou da posição que ocupa no ranking do mercado de moldes, as fábricas têm ostentado saldos bastante positivos. É consenso: o mercado doméstico está em ebulição, o que compensa as perdas com as vendas externas. Os financiamentos são os grandes responsáveis por esse bom momento vivido pelo setor, sobretudo por causa do cartão BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “O cartão abriu uma opção para o cliente pôr em prática seus projetos”, diz Miranda. De setembro de 2008 a maio do ano seguinte, a Miranda acompanhou a queda de suas vendas na ordem de 15%, a ponto de operar com ociosidade, mas a recuperação veio já no início de 2010, sobretudo pela facilidade do crédito.

“Estamos com a demanda em alta no país”, diz Teixeira, da Tecnoserv. Na opinião dele, nem mesmo a presença dos produtos chineses compromete o faturamento da empresa. Nos últimos três anos os saldos registrados foram satisfatórios. Além dos financiamentos, para ele, as negociações estão facilitadas, porque o preço dos moldes caiu. Um exemplo prático fica por conta de um modelo de 32 cavidades que chegou a custar 250 mil reais e hoje pode ser comprado por 190 mil reais.

O fôlego para novos projetos também reflete um cenário que se abre para alguns ferramenteiros. O aumento do poder aquisitivo do brasileiro e a constante renovação tecnológica favorecem a demanda por produtos que incitam sua rápida substituição, como os televisores. Os investimentos em moldes seguem o mesmo ritmo, ou seja, os pedidos estão cada vez mais frequentes, obrigando o ferramenteiro a produzir com mais agilidade e, mais do que isso, a fabricar um novo tipo de ferramenta: o de vida curta.

A realização da Copa do Mundo de Futebol contribuiu com o crescimento das vendas no primeiro semestre e alavancou sobretudo o consumo de televisores, o que afetou diretamente os negócios da Cobrirel, empresa especializada na construção de moldes para os segmentos de eletroeletrônicos, eletrodomésticos, automobilístico, telecomunicações e embalagens. Há três meses, a Cobrirel registrou um incremento de 60% no seu faturamento, em comparação a agosto; na linha branca (por conta da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI), elevou suas vendas na ordem de 30%. Apesar de se tratar de uma venda circunstancial, Antonio Domingos Trevisan, diretor da Cobrirel, está otimista quanto à manutenção dos saldos positivos. Ele aposta em sua linha própria de utilidades domésticas (em geral, produtos de baixo valor agregado) e projeta para 2012 o início das operações de sua nova sede. No próximo ano, iniciará a construção de fábrica com o dobro da capacidade produtiva da atual.

Dos dois lados – Outro segmento em alta é o da indústria automotiva. Por conta do aquecimento das vendas desse mercado, apesar de contar com ferramentaria própria, a Plascar, uma das principais fornecedoras de peças plásticas para as montadoras, abastece seu negócio com ferramentas de terceiros. “Atualmente, compramos moldes no mercado interno e no exterior, devido ao grande volume”, afirma José Donizeti da Silva, diretor de engenharia da Plascar. Os modelos adquiridos do exterior, na grande maioria, têm procedência da Europa e da Ásia. “Neste último caso, principalmente vindos da Coreia e China”, explica Silva.

Apesar dessa variedade de fornecedores, para ele, é importante contar com uma ferramentaria interna, pois a companhia tem a necessidade de prover a manutenção preventiva e corretiva dos moldes, bem como a confecção de produtos estratégicos.

Com o olhar de quem sabe como se faz, a Plascar, na hora da compra, busca um bom sistema de injeção, validado por estudo de mold-flow e cooling-flow. Além disso, segundo Silva, as especificações dos materiais que serão utilizados também são de suma importância, assim como sua própria construção, seguindo as exigências das características do produto a ser injetado (aspectos visuais e funcionais). “Outro ponto relevante é a performance deste molde no ambiente fabril, ciclo de injeção e repetibilidade dentro do processo produtivo”, acrescenta.

A Plascar conta com quatro unidades fabris brasileiras, localizadas em Jundiaí, Betim, Varginha, Pindamonhangaba (esta foi inaugurada em setembro de 2009). A empresa também adquiriu recentemente três operações na Argentina, e uma no Uruguai. Silva antecipou que até o final do ano a companhia irá iniciar a produção de uma nova fábrica de faróis, localizada na unidade de Jundiaí.

A Cobrirel também se mantém nas duas frentes: como ferramenteiro e transformador, apesar da injeção representar o principal negócio da empresa. Para Trevisan, “a ferramentaria é um mal necessário”. Mesmo pequena, a unidade abastece toda a sua produção e garante o sigilo dos novos desenvolvimentos da empresa. “Conseguimos ter agilidade e segurança na execução dos projetos, além de agregar mais liberdade de criação”, explica.

União – Apesar de cada fabricante se enquadrar num tipo de perfil, todo o setor precisa deixar as diferenças de lado e se voltar para um mesmo objetivo. Essa tem sido a força motriz das novas ações da Câmara Setorial de Ferramentarias e Modelação, mantida pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Segundo Alexandre Fix, seu presidente e também diretor da Polimold, chegou o momento de se organizar para melhorar a representação da ferramentaria nacional. “Unir é a palavra, queremos criar parcerias com os diversos polos ferramenteiros”, argumenta. O mercado brasileiro está concentrado em três regiões: São Paulo, Joinville e Caxias do Sul.

Essa necessidade se dá, sobretudo, porque a Câmara tem pouca representatividade. Para se ter uma ideia, o número de associados não chega a cinquenta. As estimativas variam muito, porém acredita-se que no Brasil o número de empresas gire em torno de 2 mil, entre ferramentarias e moldadores com ferramentaria própria. “Quero tornar a Câmara forte”, finaliza. Talvez assim a indústria nacional consiga se blindar contra a ameaça dos moldes chineses.

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