Mercado de masterbatches é disputado por variadas empresas

Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela

No princípio, era só a cor. Hoje, pode-se dizer que o masterbatch em todos os processos da indústria plástica alcança um status quase tão importante quanto o da própria resina. De acordo com o relatório Masterbatch: A Global Strategic Business Report, lançado em abril deste ano pela Global Industry Analysts, Inc., o mercado mundial de masterbatches deve chegar a 8,25 bilhões de dólares até 2017.

O desempenho desse segmento, assim como o do plástico, está diretamente ligado a outros fatores, como o aumento do PIB, da industrialização e do acesso aos bens de consumo – da construção civil a carros, passando por eletrônicos e embalagens –, especialmente nos países emergentes.

“Nas economias e mercados mais desenvolvidos, o consumo de masterbatches acompanha muito de perto o crescimento ou decrescimento da aquisição de plásticos”, explica Roberto Guzmán, diretor de marketing América Latina, divisão BU Masterbatches da Clariant. “Nesses países emergentes, observa-se que o crescimento do consumo de plástico está acima da média da ascensão do PIB. Como esse consumo per capita ainda é baixo, as aplicações que primeiro se desenvolvem são as mais básicas. Aos poucos, tais mercados vão se sofisticando, incorporando mais cores e valor agregado aos produtos finais.”

Plástico Moderno, Roberto Guzmán, Diretor de marketing da Clariant, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela
Guzmán abribui ao masterbatch funcionalidades além das cores

Com propriedades que melhoram não só a aparência, esses aditivos ganham outras características para aprimorar o desempenho dos termoplásticos em suas diferentes aplicações. “Há uma tendência muito forte em relação à utilidade do masterbatch”, avalia Guzmán. “Além da cor, o produto hoje também deve reunir funcionalidades cada vez mais específicas ao plástico, principalmente por meio de aditivos, como acontece com os antimicrobiais, os antiestáticos e os nucleantes.”

Além das “proteções” exclusivas, o masterbatch também “vive da aparência”, conferida por efeitos especiais cada vez mais eficazes no produto final – caso dos termocrômicos, fotocrômicos, perolescentes, fluorescentes, com glíter – e também de impressões que capturem a atenção e estimulem o consumidor.

“A atração na hora da compra passa por elementos especiais que estimulam os cinco sentidos do consumidor”, explica Sérgio Bianchini, Business Development & Marketing Manager da Ampacet América do Sul. “A evolução do conjunto desses efeitos aplicados ao plástico segue cada vez mais forte e está sempre em movimento, tanto por meio do estudo do estilo de vida das pessoas quanto nas suas formas de consumo e nos diversos gostos”, acrescenta.

Sustentabilidade no mercado de masterbatches

De um lado, a tendência aponta para produtos que sobressaiam pela especificidade. De outro, um mercado que, assim como os demais, precisa se conectar aos temas relacionados à sustentabilidade.

“Notamos a crescente presença de não somente materiais feitos de fontes renováveis e biodegradáveis, mas também dos convencionais focados na redução do impacto ambiental”, explica Guzmán.

Concentrados especiais da A. Schulman melhoram a cultura
Concentrados especiais da A. Schulman melhoram a cultura

De acordo com o diretor da Clariant, a empresa tem se destacado de maneira pioneira pela eliminação do uso de pigmentos com metais pesados, tais como cádmio, cromo e chumbo, e por substituí-los por pigmentos e corantes orgânicos de ótimo desempenho.

“Também foi a primeira na introdução de agentes espumantes para plásticos que contribuem para reduzir o consumo de matéria-prima e o de energia”, acrescenta.

Neste ano, a empresa também investiu para oferecer um portfólio completo de soluções voltadas para reduzir o impacto ambiental, entre elas um pacote de soluções para atender a quatro dos sete “erres” da sustentabilidade: reduzir, reciclar, reusar e renovar.

Além de uma linha que inclui corantes e aditivos 100% de fonte renovável, a Clariant já disponibiliza outra linha de pigmentos e aditivos certificados para serem usados em bioplásticos para compostagem, como a linha de cores Renol-compostable, lançada em maio durante a 13ª Brasilplast.

Juntamente com a linha de aditivos Cesa-compostable, atende às necessidades de colorido e funcionalidade para artigos de polilactato (PLA) e outros bioplásticos para acompanhar o processo de compostagem para sua biodegradação. Ambas as linhas são certificadas com o “OK Compost” da Vinçotte sob a norma EN 13432. Ainda para PLA, a Clariant conta com novas formulações de espumantes Hydrocerol e de extendedores de cadeia Cesa-extend. “Elas permitem a produção de embalagens para alimentos de peso leve, com baixo custo e ótima funcionalidade”, enfatiza Guzmán.

Sérgio Bianchini, da Ampacet, explica que a empresa se dedica fortemente a prover soluções sustentáveis a seus clientes. “Nossa visão é estabelecer e apoiar políticas que contribuam para a redução da pegada de carbono para balancear nossa responsabilidade ambiental e o crescimento sustentável”, conta. “Como praticante nos quatro “erres”, nossa meta é continuar desenvolvendo produtos e processos que contribuam para um uso mais eficiente de energia, água e matérias-primas defendendo o uso econômico dos recursos renováveis.”

Para atender a esse segmento, a norte-americana Ampacet conta com a linha Nature Blend Colors, com uma cartela de 17 cores, de carregadores renováveis, compostáveis e biodegradáveis que usam pigmentos não tóxicos atendendo às normas EN13432 e ASTM6400D. “Eles são compatíveis com a maioria das famílias dos plásticos compostáveis, como poliésteres, polímeros à base de amidos, PLAs aplicados a filmes e produtos rígidos moldados”, esclarece Bianchini.

A experiência nos mercados globais da norte-americana A. Schulman em relação à questão da sustentabilidade resulta em uma gama de produtos para essa finalidade, que incluem materiais oxibiodegradáveis, além de outros masterbatches para todos os processos que utilizam esses produtos.

“Estamos preparados para fornecer qualquer tipo de aditivo para plásticos biodegradáveis e bioplásticos”, adianta Sérgio Dulcini, diretor executivo da empresa. “Mas o mercado brasileiro precisa definir suas necessidades. Não há soluções mágicas e perfeitas nem respostas prontas, especialmente quando se trata de consequências de longo prazo. Temos uma grande experiência nos mercados europeus, em que a questão vem de longa data, além de uma rede de cientistas para assessorar o cliente brasileiro, seja qual for a orientação escolhida”, completa.

Bianchini adota política para reduzir as emissões de carbono
Bianchini adota política para reduzir as emissões de carbono

A empresa oferece famílias especiais de masterbatches para os plásticos biodegradáveis PLA (antibloqueios, antiestáticos de alta transparência, brancos, pretos e coloridos especiais, clareadores etc.) e dos bioplásticos da Novamont e da Basf (marcas Mater-Bi e Ecoflex, nessa ordem) destinados a mulch e embalagens, além de pretos, brancos e coloridos para a produção de biodegradáveis e compostáveis de acordo com a regulamentação europeia EN 13432 e certificação “OK Compost”.

Mercados distintos

As oportunidades de crescimento para o segmento de masterbatches apontam para países emergentes da Ásia, Europa Oriental e América Latina. Nesta última, mais especificamente para o Brasil. “Nesses locais, as grandes companhias estão investindo cada vez mais em produtos de consumo, em plásticos de engenharia, na plasticultura e em fibras”, avalia Sérgio Bianchini, da Ampacet. Para ele, o mercado brasileiro sofre um processo de amadurecimento em todos os setores e, como particularidade, vem exigindo um pacote que reúne consistência de qualidade, competitividade e serviços. A população, com maior poder aquisitivo, vem beneficiando as indústrias de embalagens de alimentos, de cuidados pessoais e com a casa. “Tais fatores fazem com que nossa presença e nossos futuros investimentos nos guiem para estes mercados”, observa.

No entanto, o especialista ressalta que, apesar do conhecimento global, cada mercado tem suas necessidades específicas, que devem ser traduzidas por especialistas das áreas técnicas e de marketing. “Por exemplo, resistência a UV em Israel ou Costa Rica pode não ser uma necessidade para o Brasil, assim como uma cor que está na moda na China pode não se traduzir bem para outra região”, completa.

Roberto Guzmán, da Clariant, também partilha experiências semelhantes. Segundo ele, os países da América Central – que têm uma grande parte da produção de plásticos voltada para a agricultura utilizando cada vez mais tecnologia – têm demandas específicas para seus cultivos e mercados de exportação. Enquanto isso, no Peru, observa-se um forte crescimento dos plásticos em embalagem de alimentos e bebidas, ultrapassando o consumo de plásticos de outros países da região.

O mercado brasileiro, de acordo com Guzmán, apresenta características interessantes sob vários pontos de vista. Abastecido por uma cadeia sólida e bem integrada de matérias-primas, o mercado doméstico é fortalecido pelo crescimento da classe C e protegido contra importações. “O ambiente de negócios tem sido relativamente confortável para os transformadores. Isso é bastante valioso se compararmos com outros países onde a abertura comercial significou a desertificação do parque industrial”, comenta.

No entanto, Guzmán também aponta que, com a valorização da moeda nacional e a hipercompetitividade de outras regiões – especialmente da Ásia –, os produtos importados estão começando a desbancar a mercadoria brasileira, tanto dentro do país quanto fora dele. Com isso, o transformador precisa cada vez mais investir em novas tecnologias para ser mais produtivo, reduzir o custo total e tornar-se competitivo em uma escala mundial.

“Este ambiente cria a necessidade de reforçar três itens: a qualidade, a produtividade e a inovação”, reforça. “E o masterbatch é um dos elementos da cadeia produtiva que ajuda o transformador não somente a colorir as peças, mas também a torná-las mais atraentes, diferenciadas, com mais qualidade, com maior valor agregado, mantendo a competitividade em custos.”

Como as necessidades de uma região para outra e de um país para outro são muito distintas, a estratégia da multinacional de origem suíça é a de possuir plantas diferenciadas perto dos diferentes mercados: só na América Latina a Clariant conta com sete plantas de masterbatches, com a oitava em processo de planejamento.

Por esse motivo – e cada vez mais – as globais apostam na personalização. Isto é, atuam com os transformadores para entender as diferentes dinâmicas e desenvolver o produto ideal para cada aplicação. Na Clariant, como explica Roberto Guzmán, a filosofia de trabalho está na produção de concentrados de cores e aditivos tailor made, ou feitos sob medida, tanto para pigmentos, corantes e aditivos como para concentrados em forma de pellet ou líquidos.

“Trabalhamos com nossos clientes para entender as necessidades específicas do produto, considerando a aplicação final, a matéria-prima, o processo e, muitas vezes, até as características do equipamento”, explica. Como resultado, o produto satisfaz plenamente as características estéticas e funcionais, com melhor desempenho durante o processo.

Para atender o crescimento dos clientes e do mercado que demanda maior valor agregado, a Clariant está modernizando e ampliando a capacidade de produção da planta de Suzano-SP. “Isso equivale a mais de 40% já em 2011 e, para 2012, estamos planejando a construção de uma segunda planta no Brasil”, adianta o diretor.

A Ampacet também vem apostando na América do Sul e Ásia com base no potencial de crescimento nos principais mercados emergentes. Produzindo no Brasil desde 2003, a empresa anuncia outra planta, também em Camaçari-BA, com projeto que conta com uma área de 35 mil metros quadrados e cerca de 10 mil metros quadrados de área construída. Nesta etapa, a nova fábrica terá capacidade instalada superior a 5.500 toneladas de masterbatches por ano e mais expansão planejada para o futuro. “Todas essas ações e investimentos visam o aumento da nossa participação, atualmente ao redor de 10 p.p.”, conta Bianchini. “Também teremos uma planta na Índia e mais duas na China para reforçar a operação asiática comandada a partir da Tailândia.”

A personalização também tem sido a plataforma da norte-americana A. Schulman – que adquiriu no ano passado a Mash Compostos Plásticos e a ICO Polymers. Aliás, o segmento também tem assistido aquisições e fusões de empresas locais com grandes conglomerados como estratégia para ampliar a participação e oferecer tecnologias complementares a esses mercados em expansão. Recentemente a A. Schulman adquiriu, por US$ 1,1 milhão, 51% das ações da Surplast, produtora argentina de PE’s para a indústria de rotomoldagem, e líder nos mercados argentino, chileno e uruguaio. A empresa argentina Alta Plástica continua proprietária dos restantes 49%. “Como empresa global, o objetivo é estarmos mais próximos desses clientes na busca de soluções, como acontece na Alemanha e nos Estados Unidos”, explica Fernando Nicolosi, diretor comercial.

Dulcini: promete trazer soluções diferenciadas para a agricultura
Dulcini: promete trazer soluções diferenciadas para a agricultura

No Brasil, a empresa também dará partida a uma linha nova em setembro. Sem falar em números, o objetivo, como explica o diretor comercial, é o de atingir um crescimento recorde nos próximos três anos, focado no atendimento e na promissora expansão dos mercados de plasticultura, de cosméticos e cuidados pessoais, além de filmes e embalagens.

“Com o conhecimento das necessidades agrícolas brasileiras e o suporte da A. Schulman, nos próximos anos faremos uma revolução na área agrícola no Brasil, uma vez que a plasticultura deve ser cada vez mais utilizada em favor da redução do desperdício de alimentos”, aposta Sérgio Dulcini, diretor executivo. “Não se trata simplesmente de aditivos UV, mas de uma série de soluções que controlam temperatura, umidade, insetos, tempo de crescimento, floração e colheita das plantas.”

Para o setor de plasticultura, a empresa já disponibiliza masterbatches de aditivos especiais para controle de temperatura (NIR 7707) e de luz em estufas (absorvedor de IR, bloqueador de UV), que visam, além da melhora da cultura, o controle de pragas. Ainda nessa linha, a empresa traz antifog para polietilenos, com produtos que eliminam gotas de água condensadas em embalagens e filmes. Destaca, ainda, outras soluções, como os masterbatches brancos e pretos especiais, coloridos especiais para UV, para gerenciamento de luz, mulching, antifog, filmes de solo e estufa.

Dulcini explica que, apesar do imenso portfólio, o objetivo não é trazer soluções prontas, pois o mercado quer justamente o contrário. “Até mesmo nas commodities é necessário se diferenciar, agregar valor, aumentar a eficiência. Por isso, nossa abordagem é distinta. Temos tecnologia comprovada e experiência profunda em vários países, sendo que o produto é uma das ferramentas. Ouvimos o cliente para ver o que ele precisa”, acrescenta.

A filosofia da A. Schulman já rendeu um desenvolvimento 100% nacional, o masterbatch auxiliar de fluxo para EVA e borrachas que substitui integralmente o silicone. “São aditivos especiais para o mercado de termofixos que, além de economizar silicone, modificam os ciclos proporcionando ganhos na produtividade”, complementa Fernando Nicolosi, diretor comercial.

Indústria automotiva se beneficia da linha Agriplas
Indústria automotiva se beneficia da linha Agriplas

A empresa também ressaltou as qualidades das linhas Polybatch Abact e da AgriPlas. A primeira, de masterbatches antimicrobianos inorgânicos que impedem a proliferação de bactérias nos plásticos, ganhou novos itens – dois tipos gerais e mais dois específicos para não-tecidos e BOPP –, com potencial aumentado contra uma ampla gama de bactérias.

A linha AgriPlas, de fibra natural renovável (caule de trigo), pode ser incorporada em diferentes produtos, incluindo masterbatches, fibra de vidro e resinas de alto impacto para injeção, extrusão e termoformagem. Com baixa densidade e alta resistência, o BF20H-31 oferece aparência natural a móveis, utilidades domésticas, embalagens para alimentos, tendo ampla utilização também na indústria automotiva para a fabricação de consoles, grades, porta-luvas e acabamentos. A primeira comercialização do produto, em novembro de 2009, foi para a linha Ford Flex 2010.

Acompanhar tendências, antecipar demandas globais, investir no atendimento e na qualidade têm sido os diferenciais encontrados pela nacional Cromex para se manter na liderança do mercado brasileiro. Embora existam especificidades e diferenças entre as regiões, Cesar Ortega, diretor comercial, explica que a diferenciação também está em atuar com abrangência nacional. “Atendemos a todas as regiões em 18 nichos diferentes do setor de transformados, de modo rápido e eficaz”, completa. “Não só no Brasil, mas em mais de 60 países da América Latina, América do Norte, Europa Ocidental e Leste Europeu.”

A perspectiva, com os novos desenvolvimentos, é ampliar este alcance. Para isso, a Cromex vem investindo na modernização das plantas a fim de aumentar a capacidade produtiva – de 132 mil toneladas/ano para 150 mil toneladas, até 2012 – para atender o crescimento do setor plástico.

A empresa espera a chegada de oito extrusoras para a planta de São Paulo, para a fabricação de masterbatches coloridos e especialidades. Desde abril de 2010, a planta da Bahia conta com uma nova extrusora para a produção de corantes pretos e, para este ano, deve receber mais uma máquina para a fabricação de brancos. Com faturamento médio anual de R$ 400 milhões, seu portfólio conta com mais de 13 mil cores, desenvolvidas em laboratórios próprios.

Plástico Moderno, Cesar Ortega, Diretor comercial da Cromex, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela
Ortega considera diferenciação a atuação com âmbito nacional

Cada vez mais específicos

Apesar de muitos transformadores terem se decepcionado no passado por conta das experiências ruins com as versões líquidas de masterbatches – patinagem de rosca, migração, delaminação, sedimentação e sujeira no processo –, os concentrados líquidos de aditivos e cores estão ganhando terreno em aplicações antes inéditas, como explica Roberto Guzmán, da Clariant.

“Esta nova tecnologia está baseada em veículos especificamente desenvolvidos para poliolefinas, estirênicos e resinas de engenharia, mas também em novos sistemas de dosagem que mudam a história do uso de líquidos nestes materiais.”

De acordo com o diretor, os novos sistemas de coloração líquida oferecidos pela empresa resolvem todos esses problemas e oferecem importantes vantagens, entre elas a redução de desperdício em troca de cores e ciclos mais rápidos de processo.

A nacional Cromex também identificou a necessidade do mercado para concentrados de cor líquidos e criou o Dispermix para oferecer melhor homogeneização da cor no produto. “A tecnologia possibilita a redução das dosagens e dos estoques, além de melhorar o set up das máquinas, aumentando a produtividade”, destaca o diretor comercial Cesar Ortega.

Baseada em pesquisas sobre as necessidades dos fabricantes de ráfia, material largamente utilizado no setor agrícola e nas sacolas retornáveis, a Cromex também desenvolveu concentrados de alto desempenho para serem aplicados em vários tipos de produtos para essa finalidade em diferentes países. A nova linha conta com três concentrados com codificação especial: o PP-RF 10146 (composto antifibrilante + dióxido de titânio); o PP-RF 10149 (composto antifibrilante); e o PP-RF 5453 (com propriedade anti UV e capacidade de redução no arraste de água).

De acordo com a empresa, além de conferir benefícios como uma maior produtividade nas linhas produtoras de ráfia, traduzidos em economia para quem produz, esses componentes inibem a geração de pó no processo, evitando a abrasão e o desgaste das máquinas.

“Também reduzem consideravelmente a formação de aparas, evitando perdas de material”, aponta Ortega. “Contam, ainda, com propriedades UV, melhoram o desempenho mecânico e diminuem o arraste de água no composto final”, salienta. A nova linha fez com que a empresa fizesse também uma revisão em seu portfólio de produtos para ráfia. “Oferecemos ao mercado o que há de mais moderno e eficaz na relação custo/benefício.”

Além de soluções para melhorar o processo produtivo, que incluem o mercado da ráfia e também masterbatches para a fabricação de multifilamentos, filamentos contínuos e não-tecidos (PP e PET), a empresa aposta nos aditivos e cores com nanopartículas de prata. A tecnologia aplicada aos masterbatches confere aos plásticos propriedades bactericidas (elimina as bactérias) e bacteriostáticas (impede sua proliferação), podendo ser utilizada em todos os processos de transformação e em diferentes resinas, como PE, PP, PS, ABS e PET.

A empresa também conta com a linha de cargas minerais, aditivos que proporcionam vantagens ao transformador, como melhoria de propriedades mecânicas, melhor estabilidade dimensional e melhor taxa de troca térmica.

A Ampacet também foca em masterbatches de alta performance utilizados pela indústria plástica em processos como sopro, injeção e reciclagem de PP, PE, PET. “Tais aditivos de alta eficiência dentro de um marco de sustentabilidade permitem aos nossos clientes reduzir a pegada de carbono de seu processo de transformação nos processos de sopragem”, esclarece Sérgio Bianchini.

Além de ofertar uma linha de cores especiais, aditivos de purga e ajuda de processo, estabilizadores, antioxidantes, estabilizadores UV, antilensing, barreiras UV e antifog, a empresa destaca entre os recentes lançamentos o AmpaTrace Molecular Tracers, que promove rastreamento de produtos plásticos com a incorporação de agentes rastreadores; o DeNestur De-Nesting Additive, para processos de termoformagem e injeção como desmoldante; o OrganiSilk Colors Collection, que confere aparência sedosa às embalagens; o UltraChrome Color Masterbatch, que pode ser formulado com PE, PP, PC, ABS, PS e náilon, destinado à indústria de metalização a vácuo; e o High-Efficiency Reduced Bloom UV Absorber Masterbatch, para ser utilizado em filmes finos, cada vez mais solicitados pelo mercado de alimentos.

A Polybatch, divisão de negócios de masterbatches da A. Schulman, aposta no Papermatch, produto que confere ao plástico (PE e PP) o toque, a aparência e a performance do papel, incluindo capacidade de impressão, podendo ser dobrado, riscado e ter a rugosidade da superfície adaptada conforme a aplicação (filmes soprados e cast para diversos usos).

Para extrusão de embalagens multicamadas de polietileno, para rótulos de PP e de BOPP, a empresa disponibiliza antiestáticos permanentes não migratórios Polybatch ASP 3000 e, para o segmento de embalagens, oferece a linha Polybatch Matte-Dul, masterbatches que conferem aos filmes um acabamento fosco e acetinado ao toque. De acordo com Nicolosi, diretor comercial, o produto melhora a aparência e diferencia a embalagem no ponto de venda, especialmente as destinadas a produtos alimentícios.

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Nicolosi anuncia linha especial para embalagens de cosméticos

A empresa também anuncia, ainda em fase de desenvolvimento, um masterbatch que promete eliminar o ruído de embalagens como as de batatas fritas.

“Também já estamos produzindo coloridos especiais para a linha de cosméticos, um mercado em franca expansão”, adianta o diretor comercial. Além de ampliar a oferta, explica Nicolosi, os produtos contam com avanços técnicos que aumentam a produtividade e a qualidade, reduzindo o custo do produto final. “São ABS de alta resistência contra stress cracking, borrachas termoplásticas de textura soft ao toque e TPVs pré-coloridos nas cores prata e cinza, por exemplo, que permitem criações mais sofisticadas para esse segmento que necessita de embalagens de grande apelo visual.”

A A. Schulman também destaca a linha de brancos especiais para filmes. Segundo a empresa, dependendo da aplicação, o uso do produto permite uma economia de 15% a 30% no teor de masterbatch se comparado ao convencional, com desempenho superior.

Concorrido e pulverizado

J. Fernandes B. Filho, diretor da Cromaster, de São Paulo, explica que, apesar da presença de grandes fabricantes mundiais de masterbatches, o mercado brasileiro é muito pulverizado, contando com mais de 150 empresas.

“Com a redução no preço de máquinas de dupla rosca, houve uma proliferação de fornecedores de masterbatches de todos os portes buscando seu espaço”, conta. “Muitos saem de empresas maiores e montam uma operação pequena somente para atender a clientes específicos.”

Bom para alguns, nem tanto para outros. “Mesmo com uma consciência técnica maior que há 20 anos, muitos transformadores só enxergam o preço.” De acordo com o diretor, a busca desenfreada para somente oferecer o menor preço traz muitos riscos para quem consome, como perdas, paradas de máquinas, produtividade menor e produtos de qualidade inferior.

“O masterbatch é um produto que necessita de laboratórios confiáveis para desenvolvimentos rápidos, pois exige muitas trocas de cores especialmente para o mercado de embalagens, em constante movimento.” Mesmo sem citar números, ele aponta uma boa participação da Cromaster, há 11 anos nesse segmento.

Plástico Moderno, J. Fernandes B. Filho, Diretor da Cromaster, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela
Fernandes: obsessão por preço baixo
compromete a qualidade

Para Fernandes, a quantidade de fabricantes atuantes no segmento já mereceria uma associação para regulamentar o mercado e ajudar as empresas com políticas e estatísticas mais eficientes. “Há uma heterogeneidade grande: existem as multinacionais, outras que nascem de transformadores, outras de distribuidores de resinas. Isso dificulta até para saber quanto se consome no país”, explica. Pela ausência de números precisos, ele arrisca uma conta entre 13 e 14 mil toneladas/mês.

Vanessa Falcão, supervisora comercial da Procolor, de Cotia-SP, partilha da mesma opinião. “É um mercado bastante competitivo, não só pela entrada de multinacionais que trabalham mais com especialidades e que acabam adquirindo fornecedores locais”, avalia. “Mas também por empresas com pouca estrutura e sem as mesmas responsabilidades fiscais que têm as estruturadas”, comenta.

Mesmo assim, como explica a supervisora, a Procolor vem apostando em laboratórios, treinamento e em um atendimento personalizado para se destacar. Prestes a completar 25 anos, a Procolor, que espera crescer este ano entre 25% e 30%, também tomou medidas para ampliar sua capacidade, adquirindo recentemente duas extrusoras de rosca dupla, com capacidades para 600 kg e 400 kg.

Fora esses equipamentos, a Procolor ainda investiu em um outro modelo, menor, para processar plásticos de engenharia, náilon e PET para masterbatches destinados a produtos de maior valor agregado, como os pigmentos perolizados e fluorescentes para o mercado de cosméticos e cuidados pessoais. Para necessidades específicas, desenvolveu novos produtos, como clarificante para várias resinas e um aditivo para aprimorar a fluidez de polietilenos recuperados.

Buscar e atender novos mercados é uma das estratégias encontradas pela empresa para driblar a iminente queda de consumo de masterbatches, especialmente dos utilizados no mercado de sacolinhas plásticas. Mesmo sem novas definições para a questão das sacolas, Vanessa notou paradas de máquinas na produção dessas peças. “Não dá para quantificar”, avalia. “Embora as sacolas não sejam o principal mercado para os masterbatches brancos, elas representam um consumo relevante.” Enquanto a questão das sacolas não encontra uma solução, a empresa de Cotia estuda movimentos em relação à importação de resinas. “Estamos fazendo alguns contatos para que possamos ter preços mais competitivos em alguns produtos”, adianta.

Mercado de masterbatches está de olho nas tendências

Para sobressair no vasto mercado, os tradicionais fornecedores de masterbatches de origem nacional querem se antecipar às necessidades dos transformadores. Produtos cada vez mais específicos, que melhorem as propriedades mecânicas dos termoplásticos, e outros para atender às futuras normas sobre os biodegradáveis e dos antichamas fazem parte do leque de estratégias.

A Cromaster, além dos masterbatches líquidos para PET, PU e PVC, já segue adiantada para acompanhar as necessidades dos transformadores, que devem ampliar seus negócios por conta dos investimentos gerados pela Copa do Mundo e pela Olimpíada.

Nessa linha, o destaque fica por conta de masterbatches e compostos especiais para fios e cabos, como os de alto desempenho para isolamento de cabos de baixa tensão, antitracking para cabos cobertos nas cores cinza e preto, antichamas não-halogenados e específicos para polietileno e PVC, que obedecem às diferentes normas de segurança.

Plástico Moderno, Karin Braun, Diretora da Macroplast, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela
Karin investe em equipe técnica especializada

Com 40 anos, a Macroplast aposta também em seu portfólio diversificado. Para Karin Braun, diretora da Macroplast, de São Bernardo do Campo-SP, a condição obrigatória desse mercado é sempre reunir, além da qualidade, outros benefícios resultantes do investimento em pessoal técnico especializado. “Isso só é possível quando se conhece cada segmento e suas necessidades de aplicações”, avalia. Para ela, também é essencial a formação de parcerias com os fornecedores de matérias-primas com o intuito de manter preços adequados e com o compromisso de fornecimento.

A família de masterbatch conta com quatro linhas (brancos, pretos, aditivos e coloridos), sendo que os mais comercializados em cada uma delas costumam atender a diferentes setores. Com 50 itens de linha, a empresa também oferece cerca de 400 masterbatches especiais destinados a segmentos e aplicações específicas. Isso, de acordo com a diretora, garante a atuação da empresa em todos os segmentos de mercado e resultados expressivos em todas as regiões, com ênfase especial nos setores eletroeletrônico, de eletrodomésticos e filmes agrícolas. “Nossa maior participação está nos concentrados de especialidades”, explica a diretora.

Karin aponta que, pelas dimensões continentais do país, cada região do Brasil tem demandas distintas. No estado de São Paulo, as maiores necessidades ficam por conta de masterbatches de especialidades para aplicações em multifilamentos, enquanto os fios “não-tecidos” se concentram no Sul. A diretora também destaca o avanço da empresa na técnica dos masterbatches destinados ao segmento de “não-tecidos”. “Apesar da complexidade do processo, nossa participação no primeiro semestre deste ano dobrou”, comemora.

Sudeste e Sul também lideram em masters especiais para empresas automotivas e de eletroeletrônicos. No Nordeste e Centro-Oeste nota-se que a maior aplicação para concentrados fica por conta dos filmes para embalagens. “A grande demanda ainda está nos segmentos de lonas agrícolas e de embalagens, como descartáveis, alimentícias e utilidades domésticas, em que as linhas de masterbatches commodities comandam o mercado”, observa. “O consumo deve crescer especialmente pela expansão das embalagens técnicas e de alimentos, plásticos de engenharia, sacarias, filmes de proteção e outros itens ligados à agricultura.”

Em relação aos produtos utilizados por esses setores, a diretora informa que a empresa está desenvolvendo um processo para a linha de masterbatches brancos que irá conferir melhor dispersão e, consequentemente, melhoria na cobertura, principalmente na linha de filmes com espessura abaixo de 10 micras.

Karin Braun também aponta, entre os aditivos UV, um específico para o cultivo de uva, além de protetores de filmes para lonas de baixa aplicação. “Estes conferem maior proteção por agregarem antioxidantes em sua composição.” A Macroplast também investe nos antiestáticos com aprovação da FDA para aplicações em embalagens alimentícias, como potes de sorvete e margarinas. De acordo com Karin, o produto que oferece proteção ao plástico durante a exposição ao consumidor tem sua relação custo x benefício aprovada pelos clientes transformadores.

Entre as novidades, a diretora cita ainda o aditivo dissecante, para a absorção de umidade nos sistemas onde são agregados partes de reciclados, com a utilização a 1%, sem afetar o custo final do produto. Também anuncia os masterbatches para PC desenvolvidos na própria resina base para oferecer ao produto final melhor cobertura e dispersão, além de branqueadores ópticos para aplicações em fibras multifilamentos.

Ainda nessa linha de especialidades, devem se juntar ao portfólio masterbatches para aplicações em náilon 6 e 6.6, PBT acrílico, PVC (base EVA), PET, ABS/PC, PP, PS e PE, que devem beneficiar os setores automotivo, calçadista, fios e cabos e alimentício (bombonas, frascos e garrafas).

Nacionais focam nos biodegradáveis

Pigmentos mais atraentes, densidade e resistência maiores, aplicações mais específicas, efeitos que imitam texturas da natureza, como terra, cerâmica e madeira, masterbatches líquidos. Mas, entre as tendências desse mercado, não há nada que se compare às preocupações com a sustentabilidade, especialmente as relacionadas à biodegradabilidade. Enquanto aguardam novas definições quanto ao uso de plásticos biodegradáveis, muitos fabricantes de masterbatches vêm se antecipando em busca de várias soluções para oferecer aos transformadores.

A Cromaster, que já possui uma linha de masterbatches biodegradáveis para PLA, PHB e TPS, também visa a incrementar esse portfólio e ampliar a oferta desses produtos. De acordo com J. Fernandes B. Filho, diretor comercial, o que dificulta a expansão desse mercado ainda é o preço elevado da resina. “Cerca de três vezes mais que a convencional”, comenta.

Atenta à tendência do mercado mundial para produtos com o viés da sustentabilidade, a nacional Cromex também investe no desenvolvimento de novas linhas de cores e aditivos destinados aos plásticos verdes de fontes renováveis e biodegradáveis, como o polietileno verde produzido pela parceira Braskem. Para esse produto, a empresa já desenvolve diversos tipos de cores com efeitos especiais, além de concentrados de aditivos que conferem ao plástico verde características como antibloqueio, barreira aos raios UVs, antiestáticos e antifog, respeitando as propriedades fundamentais de sustentabilidade do produto. “Já atendemos a mais de dez empresas com esta inovação”, afirma Cesar Ortega, diretor comercial.

Lançados na última edição da Brasilplast, os novos masterbatches visam a atender às necessidades das indústrias automobilística, de brinquedos, de embalagens, de cosméticos e de higiene pessoal que requerem cada vez mais produtos com baixo impacto ambiental, tanto no processo produtivo quanto no descarte. “Estamos em sintonia com o que há de mais atual em soluções que aliam inovação com sustentabilidade para que possamos oferecer respostas globais”, acrescenta Ortega.

Plástico Moderno, Yuri Rodrigo, Gerente comercial da Dry Color, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela
Rodrigo aposta em formulações para o setor de biodegradáveis

A Cromex, que já atua sob as certificações ISO 9001, 14001 e OHSAS 18001, que garantem não só a qualidade da produção, mas também processos limpos, procedimentos de segurança e de produtividade, ainda destaca os masterbatches que melhoram a reciclagem, como os aditivos que eliminam a água residual e facilitam esse processo.

A Macroplast também já vem desenvolvendo um masterbatch com propriedades biodegradáveis, destinado às embalagens descartáveis. “Os testes de finalização para efetivação de eficiência e as vantagens serão divulgados ainda este ano”, salienta a diretora Karin Braun. Com esses novos investimentos, a próxima etapa da Macroplast será o aumento nas vendas para o mercado externo, especialmente para o Mercosul a partir de 2012. “Eles querem qualidade assegurada.”

Yuri Rodrigo, gerente comercial da Dry Color, de Cosmópolis-SP, conta que a empresa também tem se focado em desenvolvimentos para aplicações nesses polímeros biodegradáveis. “Queremos oferecer produtos que sejam compatíveis com todas essas tecnologias.” No mercado desde 1986, um dos motivos para a Dry Color ampliar sua linha foi o aumento da reciclagem no país. “Temos apostado no desenvolvimento de aditivos antioxidantes, tonalizantes e clarificantes que promovem a melhoria desses processos”, conta.

A empresa também atua com masterbatches em diferentes apresentações, como pigmentos e aditivos em pasta (para borrachas e selantes de silicone), em pó e em microesferas (para termoplásticos), e na forma líquida para diferentes resinas, incluindo PET. “Os líquidos têm se mostrado muito eficientes na automatização dos processos de transformação”, explica o gerente da empresa, que disponibiliza em comodato a tecnologia de dosagem dos produtos.

A Termocolor, de Diadema-SP, que vem investindo na modernização de laboratórios e na aquisição de equipamentos, também adianta a sua preocupação com a questão. “Estamos em fases de testes e de homologação de fornecedores para oferecer tais produtos”, explica Laércio Boracini, gerente de desenvolvimento e qualidade. “Os transformadores querem que esses produtos, assim como os convencionais, também aliem alta tecnologia e redução de custos, conforme os padrões predefinidos, com o menor índice de reprovação e de paradas de máquina. O mercado pede a fidelização do fornecedor de masterbatch”, avalia.

Plástico Moderno, Laércio Boracini, Gerente de desenvolvimeno e qualidade da Termocolor, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela
De acordo com Boracini, mercado pede fidelização do fornecedor

Com uma produção de 50 mil toneladas/ano, a empresa também destinou recentemente US$ 2 milhões na compra de duas extrusoras dupla rosca corotantes da alemã Coperion com o objetivo de ampliar a capacidade de produção em 10%. Um dos equipamentos, com produtividade de 1.500 quilos por hora, deverá atender grandes lotes de compostos e masterbatches. Já a outra tem capacidade produtiva de 100 quilos por hora para pequenos lotes de masterbatches.

Boracini explica que o foco da empresa é o mercado interno, no qual a Termocolor aparece entre as quatro maiores do setor, embora efetue exportações para o Mercosul. “Apesar de o Sul e o Sudeste concentrarem a maior parte dos transformadores, temos uma boa participação no Norte e Centro-Oeste”, revela.

Atualmente, a Termocolor disponibiliza masterbatches coloridos, brancos e aditivados como antiestáticos, antibloqueio, anti UV, deslizantes, dissecantes, agentes expansores, antifibrilantes e antioxidantes. Entre os mais recentes, lançados na última edição da Brasilplast, estão a linha de alta performance – resistente a altas temperaturas (250ºC), de acordo com a empresa, não perde a qualidade de dispersão e garante um resultado final sem manchas ou oscilação de cores – e masterbatches aditivados com ação antimicrobiana desenvolvida com base na nanotecnologia da prata para plásticos de diferentes aplicações.

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