Mercado de Embalagens Flexíveis na China: Seminário Mapeia as Embalagens Chinesas

Em seminário promovido pela Bloco de Comunicação, Fernanda Cavallieri, da Ciba Expert Services, traçou um panorama do mercado de embalagens flexíveis na China.

Estudo realizado pela Pira International revelou alguns pormenores da concorrência chinesa.

Em 2005, a produção do setor era de 3 milhões de t/ano; e até 2010, deverá alcançar 5,7 milhões de t/ano. A projeção se baseia na taxa anual de crescimento dos flexíveis nesse país, prospectado na média em 11%.

Assim como ocorre no Brasil, a indústria de alimentos e bebidas responde pela maior parte do consumo de flexíveis –– mais de 70% –– e, segundo Fernanda, deverá continuar na liderança.

Uma curiosidade se refere aos setores de embalagens para pet food e para microondas. Essas duas áreas praticamente inexistem na China.

Leia-se: representam duas grandes oportunidades de mercado aos transformadores.

Um segmento com potencial se refere à produção de polietileno (PE).

A maioria dos filmes flexíveis é de PE e a expectativa é de que em 2010 responda por 60% dos filmes de monocamada e multicamada, apesar de a China hoje não ser auto-suficiente nessa resina.

A poliamida (PA/BOPA) é o material cujo consumo mais avança.

Ao ano, a demanda aumenta cerca de 15% e deve manter esse ritmo, sobretudo porque reina em embalagens farmacêuticas, de carnes processadas e queijo.

O copolímero de etileno e álcool vinílico (EVOH) também estimula investimentos. Em 2005, o consumo foi de 9 mil t e para 2010 espera-se que seja de 16 mil t. Ela aponta ainda outra tendência de consumo: incrementos na demanda de adesivos de selagem a quente.

As embalagens flexíveis com barreira têm espaço garantido na China.

Para se ter uma idéia, o segmento de snacks é um dos principais usuários dos filmes flexíveis. Em 2005, consumiu cerca de 150 milhões de toneladas do produto.

A expectativa é de que esse volume suba para 280 milhões de toneladas, em 2010. “É um tipo de embalagem sofisticada”, observa Fernanda.

Outra área que ratifica essa característica é a de fármacos. Daqui a dois anos, esse ramo deverá consumir 111 milhões de toneladas de filme.

Os convertedores chineses não têm tido motivos para reclamar.

A maior empresa, selecionada pelo levantamento, a Guangdong Huizhou Alcan Packaging Propack Group, do grupo Alcan, cresceu em média 30%, entre 2001 e 2005.

No mesmo período, outra gigante chinesa, a Anhui Huangshan Novel, aumentou suas vendas em 25%. As cinco maiores do setor apresentaram taxas anuais de crescimento sempre na casa dos dois dígitos.

Também no seminário, o presidente da Vitopel, José Ricardo Roriz Coelho, fez uma análise do setor de transformação de plásticos no país.

O executivo havia participado da reunião de lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo do governo, cuja proposta é de tentar aumentar os investimentos da indústria realizada na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Ele comentou, com entusiasmo, o fato de pela primeira vez o mercado do plástico ter sido inserido no programa governamental. “Vamos trazer para o jogo a pequena e a média empresa, vamos aumentar o número de indústrias que exportam”, afirma.

Para Roriz Coelho, há um ponto crucial contra o mercado do plástico.

As referências dos preços de matérias-primas para as petroquímicas brasileiras estão nos Estados Unidos e na Europa, duas regiões que para ele são pouco competitivas.

Para o presidente da Vitopel, há também outra problemática: a transformação fica pressionada na cadeia produtiva, pois existe um déficit da balança comercial.

No ano passado, as importações dos artefatos plásticos foram de 1,9 milhão de dólares contra cerca de 1,3 milhão de dólares das exportações.

Ele reclamou ainda que as resinas brasileiras estão entre as mais caras do mundo. “Os aumentos de preço da nafta são repassados aos preços das resinas”, aponta.

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