Medidas de eficiência energética promovem economia de até 31% do consumo de energia de indústrias de plástico e borracha

Pequenas e médias empresas que trabalham com a manufatura de plástico e borracha têm potencial para economizar até 31% de energia com práticas de eficiência energética. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o setor é o sexto maior demandante de energia no país, com cerca de 9 GW/ano. E mais de 70% são utilizados, hoje, como força motriz nas indústrias.

O PotencializEE – Programa de Investimentos em Eficiência Energética para pequenas e médias indústrias – resultado da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, liderado pelo Ministério de Minas e Energia e coordenado pela GIZ, Agência Alemã de Cooperação Internacional – orienta as empresas a reverem seus processos industriais a fim de obterem resultados que terão impacto tanto em seus custos quanto em sua atuação no mercado.

Mais competitividade

“O PotencializEE pretende ajudar Pequenas e Médias Indústrias a evitar a emissões de 1.1 MtCO2e, aumentando a competitividade e reduzindo o consumo de energia por 7,267 GWh”, comenta Wendel Pacheco, assessor técnico do PotencializEE. Segundo ele, o Programa indica várias práticas que possibilitam um cenário mais otimizado no uso energético. As indústrias podem investir na mitigação de vazamentos, por exemplo, ou na redução da pressão de fornecimento, com a instalação de válvulas reguladoras nos sistemas de ar comprimido. A revisão das lógicas de controle também costuma ser eficaz para a economia energética.

Outras medidas podem incluir controle automático e a substituição por motores elétricos mais eficientes, ao passo que os sistemas de iluminação podem ser beneficiados pela substituição de lâmpadas por LEDs, pela automação e pelo uso da iluminação natural. Já os sistemas térmicos precisam incluir ações de redução de vazamento, isolamento térmico, parametrização dos sistemas de controle e a adoção de maquinário mais eficiente.

A Revista de extensão e iniciação científica da UniSociesc, em sua última edição de 2021, publicou o artigo “Eficiência energética em uma indústria com ênfase em motor de indução trifásico”, no qual mostrou o exemplo da empresa Produção de Artefatos de Borracha, que investiu R$ 93 mil na aplicação de inversores para o acionamento das máquinas injetoras. Com retorno de investimento estimado em 12 meses, a empresa pretendia economizar R$ 94 mil em seu sistema de injeção de borracha.

Quem também tem apostado em eficiência energética nos seus processos produtivos é a Tigre, fabricantes de tubos e conexões. A indústria aportou R$ 4,52 milhões na melhoria dos seus processos produtivos e na substituição de motores e na automação do acionamento. O resultado foi uma economia de 11% no consumo de energia ou de 5.284,98 MWh/ano. A redução da demanda de energia na ponta foi da ordem de 744,04 kW. Parte do processo ocorreu na substituição de motores antigos nas suas unidades localizadas em Joinville (SC), Rio Claro (SP), Camaçari (BA), Escada (PE), Pouso Alegre (MG) e Indaiatuba (SP). O investimento será pago em quase três anos e deverá gerar economia de 5% em seu processo produtivo, estimada em R$ 500 mil.

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É gratuito! Dia 14/06, às 16 horas. www.programa-potencializee.com.br

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