Chapas e Perfis

Materiais plásticos proporcionam mais conforto e economia – Construção

Antonio Carlos Santomauro
1 de agosto de 2019
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    Plástico Moderno - Revestimento sintético de pisos absorve ruídos

    Revestimento sintético de pisos absorve ruídos

    Maior demandante de produtos plásticos no país, a construção civil é dos setores mais afetados – se não o mais prejudicado – pelas agruras recorrentes da economia brasileira. Agruras que se mantêm a despeito da troca de governo e, nos primeiros três meses deste ano, acarretaram queda de 9% na produção de artigos plásticos para esse mercado, destino de quase um quarto da produção da indústria transformadora nacional (ver quadro com mais números).

    A construção civil consome não apenas grande volume de plásticos, mas também uma diversificada gama de resinas: polietileno para proteção de pisos, preenchimento de juntas, isolação térmica e acústica; polipropileno em fôrmas e em fibras para reforço de concreto; poliestireno expandido em fôrmas para lajes, enchimento de pisos, isolação térmica e recheios de painéis; ABS e ASA em artigos sanitários e telhas, entre outros plásticos e aplicações.

    Isso sem contar o PVC que, na forma de tubos, conexões, fios, cabos, telhas, forros, entre outros artigos, torna o setor amplamente hegemônico na demanda por essa resina, respondendo, segundo diferentes estimativas, por algo entre 70% e 90% do total. Há, porém, espaço para presença ainda maior dessa resina na construção civil, até pelo surgimento de novas tecnologias, como o laser, capaz de imprimir os mais diversos padrões e desenhos nas chapas.

    As esquadrias de PVC, por exemplo, no Brasil ainda são menos difundidas que em países europeus e mesmo em comparação à vizinha Argentina. “Diferentemente do alumínio, aqui mais usado nessa aplicação, o PVC é um isolante térmico, característica importante para essas regiões mais frias”, justifica Daniela Tavares, diretora comercial de PVC da Unipar na América do Sul.

    No Sul do país, onde o clima é mais frio, esquadrias de PVC já são bem demandadas, observa Antonio Rodolfo Junior, responsável por engenharia de aplicação e desenvolvimento de mercado de vinílicos da Braskem. “O conforto acústico promovido por essa solução deve ser crescentemente valorizado no restante no país, não mais somente pelo setor hoteleiro – no qual já é consagrada –, mas também pelo consumidor final”, prevê.

    Rodolfo Junior projeta expansão das aplicações dessa resina também em pisos, conhecidos usuários de PVC flexível: “Esse tipo de piso vem sendo muito bem aceito pelos consumidores brasileiros e sua oferta por produtores locais está crescendo”, observa.

    Plástico Moderno - Daniela: PVC pode crescer nas maçanetas e painéis decorados

    Daniela: PVC pode crescer nas maçanetas e painéis decorados

    Também Daniela, da Unipar, visualiza expansão dos pisos de PVC que, comparativamente à madeira, têm a vantagem adicional de emitirem menos ruídos. “Também começam a se tornar muito comuns em países europeus e nos Estados Unidos as maçanetas de PVC, bem mais leves que as de metal, e extremamente resistentes”, diz a profissional da Unipar, que cita ainda várias outras aplicações dessa resina mais disseminadas em outros mercados e com potencial de expansão no Brasil. É o caso das placas em alto relevo para substituir o gesso na decoração de paredes, ou que, submetidas a gravação a laser, decoram banheiros e cozinhas.

    A gravação a laser, aliás, começa a se inserir também no segmento dos forros de PVC. “Algumas empresas já utilizam essa tecnologia do laser no Brasil, mas ela ainda é mais cara”, observa Luiz Perin, presidente da Afap (Associação Brasileira dos Fabricantes de Perfis de PVC para Construção Civil, que reúne fabricantes de perfis de PVC destinados basicamente à oferta de forros).

    No Brasil, mais de 90% dos forros de PVC são produzidos em cores claras e seu principal destino é formado pelas habitações de interesse social (tipo Minha Casa, Minha Vida). Mas eles aparecem também em escritórios, barracões industriais, igrejas, supermercados, lojas e postos de combustível. “Em edificações um pouco mais sofisticadas – como hotéis –, eles são utilizados em banheiros, áreas de serviço e sacadas. Por sua vez, os forros com pintura ou recobrimento são mais comuns em casas de campo e em outros ambientes onde se exige visual mais requintado”, ressalta o presidente da Afap.

    No ano passado, houve uma atualização da norma ABNT NBR 14.285, dedicada aos perfis de PVC para forros. Ela abrangeu, afirma Perin, principalmente os testes de análise de desempenho dos produtos. “As associadas da Afap atendem às exigências dessa atualização”, afirma.



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