Aditivos e Masterbatches

Masterbatch: Setor renova portfólio com fórmulas especiais

Renata Pachione
25 de setembro de 2013
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    Engana-se quem coloca os produtores nacionais em categoria inferior à das multinacionais. Os fabricantes daqui também fizeram a lição de casa. A Pro-Color anuncia que tem investido em tecnologia, a fim de otimizar a sua capacidade produtiva. Segundo a gerente nacional de vendas, Vanessa Falcão, as aplicações técnicas se tornaram um diferencial das empresas, possibilitando que saiam da guerra de preços das commodities.

    Plástico Moderno, Mariana investe no aumento da oferta de fórmulas diferenciadas

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    Mas esta postura não é de hoje. Em seu portfólio, há alguns anos figuram masterbatches para especialidades, de modo que acaba de lançar concentrados de cores para poliacetal (POM). A companhia dispõe ainda de formulações para policarbonato (PC), poliamida (PA), polietileno tereftalato (PET) e copoliéster, entre outros, como o monofilamento de polietileno de média densidade (PEMD). Aliás, o PEMD já foi um grande filão para a companhia – ele é empregado na fabricação de móveis, cujas tramas se assemelham a fibras naturais.

    Para Vanessa, uma significativa parcela da transformação deixou de fabricar produtos que dependem de alta produção para investir em peças diferenciadas, o que alavanca a venda de masters que seguem o mesmo princípio. É uma tendência.

    Outra nacional na mesma toada é a Cristal Master. Neste ano, a fabricante adquiriu duas linhas de produção com tecnologia europeia, que garantirão a produção de 12 mil toneladas/ano. “Uma foi instalada em junho e a outra chegará em outubro”, comenta o diretor da empresa, Luiz Carlos Reinert dos Santos. Segundo ele, a empresa possui uma linha completa para plásticos de engenharia e especialidades, como multifilamentos e não tecidos. “Nossos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e de produção estão preparados para este mercado que agrega valor, e nos dá o equilíbrio no preço médio de vendas”, explica. A estratégia tem dado certo. Até junho deste ano, a empresa cresceu cerca de 40% sobre o ano passado.

    Não por acaso, no início de 2013, a fabricante lançou o masterbatch antimicrobiano à base de nanopartícula de zinco, em parceria com a Kher Chemical and Research. A linha foi desenvolvida para eliminar um amplo espectro de micro-organismos, como bactérias e fungos. Sua função é a de agregar a propriedade antimicrobiana ao polímero de interesse e favorecer a durabilidade dos produtos, bem como proteger o ambiente de micro-organismos indesejáveis. As nanopartículas atuam diretamente na membrana celular de bactérias e de fungos causando a sua destruição.

    Plástico Moderno, Agente interfacial melhora resistência do transformado

    Agente interfacial melhora resistência do transformado

    Outro lançamento se refere ao masterbatch agente interfacial, um compatibilizante para uso de dois polímeros ou de um percentual maior de aparas. O produto tem a função de melhorar a resistência mecânica e garantir menores espessuras do transformado. Segundo a empresa, há relatos de clientes que reduziram em até 40% a espessura do filme sem danos à qualidade do produto final.

    O mercado de produtos sofisticados cresceu muito nos últimos tempos e cada vez mais atrai os fabricantes nacionais. “Estamos caminhando a passos largos nesta direção”, diz Mariana Moccero Bottasso, assessora da diretoria da Termocolor. Para ela, as vantagens de produzir especialidades é evitar a briga com as commodities, pois envolve pequenos volumes com maior valor agregado.

    Uma carteira de produtos diferenciados, no entanto, não se faz sozinha nem de um dia para outro. Fundada em 1994, a Termocolor tem investido. Hoje conta com duas plantas na cidade de Diadema-SP e adquiriu novas máquinas e equipamentos de laboratório, aumentando sua capacidade instalada (hoje, de 50 mil toneladas/ano). No portfólio, o reflexo desses investimentos se deu com os lançamentos das linhas de masterbatches de aditivos com ação antimicrobiana, de perolizados de alto desempenho, dos aromatizados e dos aditivos antiodor. Segundo Mariana, a empresa possui hoje toda a tecnologia para atuar em commodity, especialidades e alguns plásticos de engenharia.

    Seguindo esta postura, desenvolveu recentemente uma família de masterbatches biodegradáveis. Produzidos com aditivo orgânico, eles podem ser usados em PE (baixa, alta e média densidade), poliestireno e polipropileno. A fórmula atrai os micro-organismos quando está em ambiente microbiano, atuando na decomposição dos produtos, transformando-o em húmus e biogás. A empresa sugere a aplicação em embalagens flexíveis e descartáveis, utilizadas nos segmentos de higiene pessoal e limpeza. Um diferencial, destaca Mariana, está em ser um produto 100% orgânico, ideal para ser aplicado em embalagens alimentícias, atendendo às exigências do FDA (Food and Drug Administration) e das listas positivas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os masterbatches biodegradáveis podem ser utilizados ainda em produtos reciclados, sem sofrer mudanças em suas características.



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