Masterbatches – Sustentabilidade norteia os novos desenvolvimentos

Também a nanotecnologia despertou o interesse e, neste caso, já conquistou um espaço na área da Macroplast dedicada à produção de compostos. Os produtos, com propriedades mecânicas aprimoradas, beneficiam em particular os fabricantes de eletroeletrônicos e de automóveis.

Plástico Moderno, Vanessa Falcão, Supervisora comercial, Masterbatches - Sustentabilidade norteia os novos desenvolvimentos
Vanessa quer persuadir clientes a adotarem produtos ecológicos

A Procolor chegou até a empreender alguns projetos de cunho sustentável, mas os colocou em hibernação porque não obteve do mercado o retorno almejado. “Temos a consciência da importância, principalmente dos produtos biodegradáveis, porém, em algumas situações, os projetos são interrompidos na oferta para o cliente em razão de o consumidor final não estar disposto a pagar pela diferença entre um produto tradicional e um biodegradável”, relata a supervisora comercial, Vanessa Falcão.

Mesmo assim, a empresa procura despertar em seus clientes uma consciência ecológica, incentivando-os a investir na adoção de produtos sustentáveis. Recentemente, a Procolor lançou concentrados com efeito madeira, com insumos de origem sintética, mas seus pesquisadores já estudam o aproveitamento de fibras naturais para compor esse master, como algodão, coco e sizal. Além disso, a fabricante evita, há algum tempo, o uso de pigmentos com metais pesados. “Enfatizamos para os clientes as vantagens em usar os pigmentos orgânicos e quanto os mesmos contribuem ecologicamente com o planeta”, diz Vanessa.

Além do concentrado de efeito madeira, a empresa desenvolveu um agente desmoldante em pellets, para substituir o spray aerossol de silicone (que migra e provoca oleosidade na peça). Entre outros benefícios, o novo produto aumenta a produtividade, possibilita ciclo contínuo da produção, facilita a montagem e reduz o índice de peças reprovadas. O aditivo pode ser incorporado aos masterbatches.

A capacidade produtiva da Procolor dará um salto no segundo semestre, por conta de uma nova extrusora dupla rosca que será agregada à fábrica. Vanessa comemora a expansão para mais de 500 toneladas mensais, contra as atuais cerca de 350 t. Os investimentos também devem contemplar novos equipamentos para o seu laboratório.

Plástico Moderno, Amarildo Bazan, Masterbatches - Sustentabilidade norteia os novos desenvolvimentos
Bazan aposta em novidades nanotecnológicas

Projetos voltados aos biopolímeros despertam a atenção também da Colorfix. “Estamos investindo para podermos atender à demanda crescente deste tipo de material”, informa, sem mais pormenores, o seu diretor-comercial, Amarildo Bazan. Ele prefere mencionar outras novidades, como a linha Bactfix, um bactericida à base de nanotecnologia de prata. A nanotecnologia embasa, ainda, o estudo de materiais na área de modificadores de impacto e antichamas.

A família dos concentrados convencionais da Colorfix cresceu. Ampliaram-se as opções com a nova linha Fix de masterbatches de aditivos e, ainda, com formulações de cores com efeitos (de borda, fotoluminescente, fluorescente, termocrômico). O Blackcooler constitui um produto capaz de reduzir a absorção de calor pelo composto plástico em até 20% (na indústria automotiva, por exemplo, contribui para melhorar a eficiência do ar condicionado). Para aperfeiçoar a produção do transformador, a empresa desenvolveu o Selofix, selante para injetoras, que aumenta a eficiência nas partidas da produção; e o Purgafix, que reduz o custo e o tempo nas trocas de cores.

Investimentos previstos nos planos de atualização tecnológica devem promover, ainda neste ano, um aumento na capacidade de produção da Colorfix. De acordo com Bazan, a injeção de recursos contempla a aquisição de três novos equipamentos de produção e diversos outros de laboratório.

Igualmente disposta a aprimorar seu parque industrial, a Macroplast também está investindo na compra de equipamentos. Sandra também considera estratégico o desenvolvimento de produtos específicos para plasticultura. “Esse mercado possui uma alta taxa de crescimento em relação a outros segmentos”, revela.

Esse segmento conta com concentrados pretos, brancos, coloridos e de aditivos, além de produtos específicos, com o objetivo de melhorar o desempenho dos agrofilmes e oferecer maior período de cultivo e melhor qualidade no plantio. “Esses masterbatches propiciam um período maior de proteção, bem como resistência a agentes agroquímicos; os produtos são especificados para cada região e tipo de cultivo”, explica Sandra.

Pó, grão ou líquido? – Desperdício, sujeira, suspensão no ambiente e riscos de contaminação. Pesam mais contras do que prós sobre os concentrados em pó, também conhecidos como dry blends. Porém, uma parcela considerável de transformadores brasileiros ainda faz uso deles, a despeito dos efeitos colaterais deletérios. “É mais trabalhoso de manipular, fica em suspensão, gera perdas e exige limpeza criteriosa das máquinas e periféricos na troca de cores”, atesta Ferigatto, da Cromex, que não fabrica produtos do gênero. Da sua fábrica só saem grãos e líquidos.

Os masterbatches na forma de pó estão perdendo cada vez mais espaço no mercado, por conta das contaminações, dificuldades de manipulação e exigência de licença ambiental, segundo a opinião de Solange Gamboa, gerente de vendas no Brasil da Ampacet. Ela ainda enxerga, porém, um nicho de mercado para esses produtos: “Estes concentrados são indicados para rotomoldagem, graças à homogeneização”, lembra.

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