Masterbatches – As novas pegadas da cor – Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela

Para extrusão de embalagens multicamadas de polietileno, para rótulos de PP e de BOPP, a empresa disponibiliza antiestáticos permanentes não migratórios Polybatch ASP 3000 e, para o segmento de embalagens, oferece a linha Polybatch Matte-Dul, masterbatches que conferem aos filmes um acabamento fosco e acetinado ao toque. De acordo com Nicolosi, diretor comercial, o produto melhora a aparência e diferencia a embalagem no ponto de venda, especialmente as destinadas a produtos alimentícios.

Plástico Moderno, Nicolosi, Diretor comercial, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela
Nicolosi anuncia linha especial para embalagens de cosméticos

A empresa também anuncia, ainda em fase de desenvolvimento, um masterbatch que promete eliminar o ruído de embalagens como as de batatas fritas. “Também já estamos produzindo coloridos especiais para a linha de cosméticos, um mercado em franca expansão”, adianta o diretor comercial. Além de ampliar a oferta, explica Nicolosi, os produtos contam com avanços técnicos que aumentam a produtividade e a qualidade, reduzindo o custo do produto final. “São ABS de alta resistência contra stress cracking, borrachas termoplásticas de textura soft ao toque e TPVs pré-coloridos nas cores prata e cinza, por exemplo, que permitem criações mais sofisticadas para esse segmento que necessita de embalagens de grande apelo visual.”

A A. Schulman também destaca a linha de brancos especiais para filmes. Segundo a empresa, dependendo da aplicação, o uso do produto permite uma economia de 15% a 30% no teor de masterbatch se comparado ao convencional, com desempenho superior.

Concorrido e pulverizado – J. Fernandes B. Filho, diretor da Cromaster, de São Paulo, explica que, apesar da presença de grandes fabricantes mundiais de masterbatches, o mercado brasileiro é muito pulverizado, contando com mais de 150 empresas. “Com a redução no preço de máquinas de dupla rosca, houve uma proliferação de fornecedores de masterbatches de todos os portes buscando seu espaço”, conta. “Muitos saem de empresas maiores e montam uma operação pequena somente para atender a clientes específicos.”

Bom para alguns, nem tanto para outros. “Mesmo com uma consciência técnica maior que há 20 anos, muitos transformadores só enxergam o preço.” De acordo com o diretor, a busca desenfreada para somente oferecer o menor preço traz muitos riscos para quem consome, como perdas, paradas de máquinas, produtividade menor e produtos de qualidade inferior. “O masterbatch é um produto que necessita de laboratórios confiáveis para desenvolvimentos rápidos, pois exige muitas trocas de cores especialmente para o mercado de embalagens, em constante movimento.” Mesmo sem citar números, ele aponta uma boa participação da Cromaster, há 11 anos nesse segmento.

Plástico Moderno, J. Fernandes B. Filho, Diretor da Cromaster, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela
Fernandes: obsessão por preço baixo
compromete a qualidade

Para Fernandes, a quantidade de fabricantes atuantes no segmento já mereceria uma associação para regulamentar o mercado e ajudar as empresas com políticas e estatísticas mais eficientes. “Há uma heterogeneidade grande: existem as multinacionais, outras que nascem de transformadores, outras de distribuidores de resinas. Isso dificulta até para saber quanto se consome no país”, explica. Pela ausência de números precisos, ele arrisca uma conta entre 13 e 14 mil toneladas/mês.

Vanessa Falcão, supervisora comercial da Procolor, de Cotia-SP, partilha da mesma opinião. “É um mercado bastante competitivo, não só pela entrada de multinacionais que trabalham mais com especialidades e que acabam adquirindo fornecedores locais”, avalia. “Mas também por empresas com pouca estrutura e sem as mesmas responsabilidades fiscais que têm as estruturadas”, comenta.

Mesmo assim, como explica a supervisora, a Procolor vem apostando em laboratórios, treinamento e em um atendimento personalizado para se destacar. Prestes a completar 25 anos, a Procolor, que espera crescer este ano entre 25% e 30%, também tomou medidas para ampliar sua capacidade, adquirindo recentemente duas extrusoras de rosca dupla, com capacidades para 600 kg e 400 kg.

Fora esses equipamentos, a Procolor ainda investiu em um outro modelo, menor, para processar plásticos de engenharia, náilon e PET para masterbatches destinados a produtos de maior valor agregado, como os pigmentos perolizados e fluorescentes para o mercado de cosméticos e cuidados pessoais. Para necessidades específicas, desenvolveu novos produtos, como clarificante para várias resinas e um aditivo para aprimorar a fluidez de polietilenos recuperados.

Buscar e atender novos mercados é uma das estratégias encontradas pela empresa para driblar a iminente queda de consumo de masterbatches, especialmente dos utilizados no mercado de sacolinhas plásticas. Mesmo sem novas definições para a questão das sacolas, Vanessa notou paradas de máquinas na produção dessas peças. “Não dá para quantificar”, avalia. “Embora as sacolas não sejam o principal mercado para os masterbatches brancos, elas representam um consumo relevante.” Enquanto a questão das sacolas não encontra uma solução, a empresa de Cotia estuda movimentos em relação à importação de resinas. “Estamos fazendo alguns contatos para que possamos ter preços mais competitivos em alguns produtos”, adianta.

De olho nas tendências – Para sobressair no vasto mercado, os tradicionais fornecedores de masterbatches de origem nacional querem se antecipar às necessidades dos transformadores. Produtos cada vez mais específicos, que melhorem as propriedades mecânicas dos termoplásticos, e outros para atender às futuras normas sobre os biodegradáveis e dos antichamas fazem parte do leque de estratégias.

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