Masterbatches – As novas pegadas da cor – Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela

Para atender o crescimento dos clientes e do mercado que demanda maior valor agregado, a Clariant está modernizando e ampliando a capacidade de produção da planta de Suzano-SP. “Isso equivale a mais de 40% já em 2011 e, para 2012, estamos planejando a construção de uma segunda planta no Brasil”, adianta o diretor.

A Ampacet também vem apostando na América do Sul e Ásia com base no potencial de crescimento nos principais mercados emergentes. Produzindo no Brasil desde 2003, a empresa anuncia outra planta, também em Camaçari-BA, com projeto que conta com uma área de 35 mil metros quadrados e cerca de 10 mil metros quadrados de área construída. Nesta etapa, a nova fábrica terá capacidade instalada superior a 5.500 toneladas de masterbatches por ano e mais expansão planejada para o futuro. “Todas essas ações e investimentos visam o aumento da nossa participação, atualmente ao redor de 10 p.p.”, conta Bianchini. “Também teremos uma planta na Índia e mais duas na China para reforçar a operação asiática comandada a partir da Tailândia.”

A personalização também tem sido a plataforma da norte-americana A. Schulman – que adquiriu no ano passado a Mash Compostos Plásticos e a ICO Polymers. Aliás, o segmento também tem assistido aquisições e fusões de empresas locais com grandes conglomerados como estratégia para ampliar a participação e oferecer tecnologias complementares a esses mercados em expansão. Recentemente a A. Schulman adquiriu, por US$ 1,1 milhão, 51% das ações da Surplast, produtora argentina de PE’s para a indústria de rotomoldagem, e líder nos mercados argentino, chileno e uruguaio. A empresa argentina Alta Plástica continua proprietária dos restantes 49%. “Como empresa global, o objetivo é estarmos mais próximos desses clientes na busca de soluções, como acontece na Alemanha e nos Estados Unidos”, explica Fernando Nicolosi, diretor comercial.

Plástico Moderno, Sérgio Dulcini, Diretor executivo, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela
Dulcini: promete trazer soluções diferenciadas para a agricultura

No Brasil, a empresa também dará partida a uma linha nova em setembro. Sem falar em números, o objetivo, como explica o diretor comercial, é o de atingir um crescimento recorde nos próximos três anos, focado no atendimento e na promissora expansão dos mercados de plasticultura, de cosméticos e cuidados pessoais, além de filmes e embalagens. “Com o conhecimento das necessidades agrícolas brasileiras e o suporte da A. Schulman, nos próximos anos faremos uma revolução na área agrícola no Brasil, uma vez que a plasticultura deve ser cada vez mais utilizada em favor da redução do desperdício de alimentos”, aposta Sérgio Dulcini, diretor executivo. “Não se trata simplesmente de aditivos UV, mas de uma série de soluções que controlam temperatura, umidade, insetos, tempo de crescimento, floração e colheita das plantas.”

Para o setor de plasticultura, a empresa já disponibiliza masterbatches de aditivos especiais para controle de temperatura (NIR 7707) e de luz em estufas (absorvedor de IR, bloqueador de UV), que visam, além da melhora da cultura, o controle de pragas. Ainda nessa linha, a empresa traz antifog para polietilenos, com produtos que eliminam gotas de água condensadas em embalagens e filmes. Destaca, ainda, outras soluções, como os masterbatches brancos e pretos especiais, coloridos especiais para UV, para gerenciamento de luz, mulching, antifog, filmes de solo e estufa.

Dulcini explica que, apesar do imenso portfólio, o objetivo não é trazer soluções prontas, pois o mercado quer justamente o contrário. “Até mesmo nas commodities é necessário se diferenciar, agregar valor, aumentar a eficiência. Por isso, nossa abordagem é distinta. Temos tecnologia comprovada e experiência profunda em vários países, sendo que o produto é uma das ferramentas. Ouvimos o cliente para ver o que ele precisa”, acrescenta.

A filosofia da A. Schulman já rendeu um desenvolvimento 100% nacional, o masterbatch auxiliar de fluxo para EVA e borrachas que substitui integralmente o silicone. “São aditivos especiais para o mercado de termofixos que, além de economizar silicone, modificam os ciclos proporcionando ganhos na produtividade”, complementa Fernando Nicolosi, diretor comercial.

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Indústria automotiva se beneficia da linha Agriplas

A empresa também ressaltou as qualidades das linhas Polybatch Abact e da AgriPlas. A primeira, de masterbatches antimicrobianos inorgânicos que impedem a proliferação de bactérias nos plásticos, ganhou novos itens – dois tipos gerais e mais dois específicos para não-tecidos e BOPP –, com potencial aumentado contra uma ampla gama de bactérias. A linha AgriPlas, de fibra natural renovável (caule de trigo), pode ser incorporada em diferentes produtos, incluindo masterbatches, fibra de vidro e resinas de alto impacto para injeção, extrusão e termoformagem. Com baixa densidade e alta resistência, o BF20H-31 oferece aparência natural a móveis, utilidades domésticas, embalagens para alimentos, tendo ampla utilização também na indústria automotiva para a fabricação de consoles, grades, porta-luvas e acabamentos. A primeira comercialização do produto, em novembro de 2009, foi para a linha Ford Flex 2010.

Acompanhar tendências, antecipar demandas globais, investir no atendimento e na qualidade têm sido os diferenciais encontrados pela nacional Cromex para se manter na liderança do mercado brasileiro. Embora existam especificidades e diferenças entre as regiões, Cesar Ortega, diretor comercial, explica que a diferenciação também está em atuar com abrangência nacional. “Atendemos a todas as regiões em 18 nichos diferentes do setor de transformados, de modo rápido e eficaz”, completa. “Não só no Brasil, mas em mais de 60 países da América Latina, América do Norte, Europa Ocidental e Leste Europeu.”

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