Masterbatches – As novas pegadas da cor – Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela

A experiência nos mercados globais da norte-americana A. Schulman em relação à questão da sustentabilidade resulta em uma gama de produtos para essa finalidade, que incluem materiais oxibiodegradáveis, além de outros masterbatches para todos os processos que utilizam esses produtos. “Estamos preparados para fornecer qualquer tipo de aditivo para plásticos biodegradáveis e bioplásticos”, adianta Sérgio Dulcini, diretor executivo da empresa. “Mas o mercado brasileiro precisa definir suas necessidades. Não há soluções mágicas e perfeitas nem respostas prontas, especialmente quando se trata de consequências de longo prazo. Temos uma grande experiência nos mercados europeus, em que a questão vem de longa data, além de uma rede de cientistas para assessorar o cliente brasileiro, seja qual for a orientação escolhida”, completa.

Plástico Moderno, Sérgio Bianchini, da Ampacet, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela
Bianchini adota política para reduzir as emissões de carbono

A empresa oferece famílias especiais de masterbatches para os plásticos biodegradáveis PLA (antibloqueios, antiestáticos de alta transparência, brancos, pretos e coloridos especiais, clareadores etc.) e dos bioplásticos da Novamont e da Basf (marcas Mater-Bi e Ecoflex, nessa ordem) destinados a mulch e embalagens, além de pretos, brancos e coloridos para a produção de biodegradáveis e compostáveis de acordo com a regulamentação europeia EN 13432 e certificação “OK Compost”.

Mercados distintos – As oportunidades de crescimento para o segmento de masterbatches apontam para países emergentes da Ásia, Europa Oriental e América Latina. Nesta última, mais especificamente para o Brasil. “Nesses locais, as grandes companhias estão investindo cada vez mais em produtos de consumo, em plásticos de engenharia, na plasticultura e em fibras”, avalia Sérgio Bianchini, da Ampacet. Para ele, o mercado brasileiro sofre um processo de amadurecimento em todos os setores e, como particularidade, vem exigindo um pacote que reúne consistência de qualidade, competitividade e serviços. A população, com maior poder aquisitivo, vem beneficiando as indústrias de embalagens de alimentos, de cuidados pessoais e com a casa. “Tais fatores fazem com que nossa presença e nossos futuros investimentos nos guiem para estes mercados”, observa.

No entanto, o especialista ressalta que, apesar do conhecimento global, cada mercado tem suas necessidades específicas, que devem ser traduzidas por especialistas das áreas técnicas e de marketing. “Por exemplo, resistência a UV em Israel ou Costa Rica pode não ser uma necessidade para o Brasil, assim como uma cor que está na moda na China pode não se traduzir bem para outra região”, completa.

Roberto Guzmán, da Clariant, também partilha experiências semelhantes. Segundo ele, os países da América Central – que têm uma grande parte da produção de plásticos voltada para a agricultura utilizando cada vez mais tecnologia – têm demandas específicas para seus cultivos e mercados de exportação. Enquanto isso, no Peru, observa-se um forte crescimento dos plásticos em embalagem de alimentos e bebidas, ultrapassando o consumo de plásticos de outros países da região.

O mercado brasileiro, de acordo com Guzmán, apresenta características interessantes sob vários pontos de vista. Abastecido por uma cadeia sólida e bem integrada de matérias-primas, o mercado doméstico é fortalecido pelo crescimento da classe C e protegido contra importações. “O ambiente de negócios tem sido relativamente confortável para os transformadores. Isso é bastante valioso se compararmos com outros países onde a abertura comercial significou a desertificação do parque industrial”, comenta.

No entanto, Guzmán também aponta que, com a valorização da moeda nacional e a hipercompetitividade de outras regiões – especialmente da Ásia –, os produtos importados estão começando a desbancar a mercadoria brasileira, tanto dentro do país quanto fora dele. Com isso, o transformador precisa cada vez mais investir em novas tecnologias para ser mais produtivo, reduzir o custo total e tornar-se competitivo em uma escala mundial. “Este ambiente cria a necessidade de reforçar três itens: a qualidade, a produtividade e a inovação”, reforça. “E o masterbatch é um dos elementos da cadeia produtiva que ajuda o transformador não somente a colorir as peças, mas também a torná-las mais atraentes, diferenciadas, com mais qualidade, com maior valor agregado, mantendo a competitividade em custos.”

Como as necessidades de uma região para outra e de um país para outro são muito distintas, a estratégia da multinacional de origem suíça é a de possuir plantas diferenciadas perto dos diferentes mercados: só na América Latina a Clariant conta com sete plantas de masterbatches, com a oitava em processo de planejamento.

Por esse motivo – e cada vez mais – as globais apostam na personalização. Isto é, atuam com os transformadores para entender as diferentes dinâmicas e desenvolver o produto ideal para cada aplicação. Na Clariant, como explica Roberto Guzmán, a filosofia de trabalho está na produção de concentrados de cores e aditivos tailor made, ou feitos sob medida, tanto para pigmentos, corantes e aditivos como para concentrados em forma de pellet ou líquidos. “Trabalhamos com nossos clientes para entender as necessidades específicas do produto, considerando a aplicação final, a matéria-prima, o processo e, muitas vezes, até as características do equipamento”, explica. Como resultado, o produto satisfaz plenamente as características estéticas e funcionais, com melhor desempenho durante o processo.

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