Masterbatch – Sustentabilidade amplia negócios para fabricantes

Cores e aditivos somam esforços com as práticas de sustentabilidade

Bons resultados, com incertezas – Filmes flexíveis, embalagens de alimentos e de produtos de higiene e limpeza, mercado agro, embalagens para delivery, reciclagem: esses segmentos de mercado garantiram aos fornecedores de masterbatches a realização de bons volumes de negócios na primeira metade deste ano.

E todos eles demandam basicamente aquilo que que Clauss, da Procolor, qualifica como produtos “essenciais”: masterbatches brancos, pretos ou coloridos de linha, e aditivos mais usuais, como antibloqueio e deslizante.

Mesmo básicos, produtos desse gênero permitiram à Procolor obter o que Clauss qualifica como um desempenho “muito bom” na primeira metade do ano.

“Batemos nossas metas”, afirma. O segundo semestre, porém, ainda está envolto em algumas incertezas.

“Mas tenho boas expectativas para o restante do ano”, garante o diretor da Procolor.

Também a Cristal Master, relata Santos, registrou bom desempenho no primeiro semestre, especialmente com os negócios nos mercados de embalagens, e nas aplicações de ráfia, muito demandada pelo agronegócio.

“Também foi boa a demanda de PVC para a construção civil, e nós fornecemos pigmentos e aditivos para PVC em master e em pó”, destaca.

“Esse mercado da construção se aqueceu bastante após os impactos iniciais da pandemia, mas agora começa a dar uma estabilizada, retornando aos níveis anteriores”, observa.

Na opinião de Santos, pode não se repetir este ano um movimento tradicional nesse setor, de o segundo semestre apresentar demanda superior ao dos primeiros seis meses.

“Imagino que o segundo semestre deve registrar um volume de negócios similar ao do primeiro, ou até uma ligeira queda”, prevê o profissional da Cristal Master.

“No total do ano, deveremos registrar um crescimento de aproximadamente 15% sobre 2020”, complementa.

Pinheiro, da Ecomaster, ainda vê o segundo semestre como “uma incógnita”.

Porém o primeiro semestre, na sua avaliação, foi “muito bom” para a Ecomaster.

“Mas acredito em uma retomada, assim como ocorreu no ano passado, quando na segunda metade do ano voltou a demanda que estava represada”, pondera.

No total do ano, crê Pinheiro, a Ecomaster conseguirá elevar seu volume total de negócios relativamente a 2020 (ano no qual já havia obtido bons resultados).

“Geralmente, nossa meta é crescer 10% a cada ano, mas acho que não a atingiremos este ano, até porque, diferentemente do que aconteceu no ano passado, não há tanta demanda reprimida para ser recomposta; esperamos crescer uns 5% ou 6%”, projeta.

Matérias-primas e preços – O relato de um primeiro semestre com boa demanda por masterbatches é reiterado por representantes de outras empresas do setor, como Dias, da Cromex:

“Vendemos muito master branco, preto, aditivos antibloqueio, antiestático, deslizantes, para mercados como embalagens de alimentos e setor agro”, detalha.

“Projetamos boa demanda também na segunda metade do ano, até pela nova unidade de produtos sustentáveis que já está impulsionando negócios”, adicionou.

Na Colorfix, ressalta Fardo, os negócios foram impulsionados não apenas pela demanda proveniente de setores como alimentos e artigos hospitalares, mas também por alguns projetos de inovação e diferenciação de produtos, alguns deles, envolvendo a linha Marble, que permite a imitação do aspecto de determinados materiais – como formações rochosas, madeira, madrepérola –, que foi utilizada em aplicações de artigos esportivos e cosméticos, entre outros.

Fardo considera ainda difícil projetar o comportamento desse mercado na segunda metade do ano, mas se diz otimista, até porque o avanço da vacinação contra a Covid-19 deve conferir ritmo normal à dinâmica do consumo.

“Creio que todos os setores relacionados a estética e higiene pessoal, decoração, mesmo bens duráveis, como automóveis, voltarão com volumes relevantes no segundo semestre”, prevê.

Ele também crê na possibilidade de alguma redução nos preços de suas matérias-primas, que “explodiram” a partir do meio do ano passado.

“Os preços não voltarão aos patamares anteriores, mas estamos na expectativa de ajustes da taxa cambial e dos preços das resinas, tão logo os fornecimentos mundiais sejam ajustados”, avalia.

“Não conseguimos repassar todo o aumento de custos para nossos preços e os clientes pedem descontos a cada pequena baixa do dólar”, relata.

Além de elevar os preços, a indisponibilidade de matéria-prima registrada após os estágios iniciais da pandemia, observa Silva, da Ampacet, levou muitos clientes a validarem novas resinas e novos fornecedores, e a exigirem muitos ajustes nas formulações que demandam.

“Começamos 2021 com demanda aquecida em meio a um cenário turbulento de aumento de custos de matérias-primas e dificuldades logísticas globais.

A partir de abril, embora com melhoria de disponibilidade de matérias-primas e expectativa de redução de custos, teve início uma contração na demanda; a inflação e o forte aumento de preços aos consumidores finais contribuíram para a redução da demanda”, argumenta.

Os negócios da Ampacet no primeiro semestre, complementa Silva, mantiveram-se aquecidos em segmentos como alimentos, higiene pessoal, limpeza, e mercado agro.

“No setor automotivo notamos forte queda na fabricação de veículos novos e aumento no consumo para peças de reposição, provavelmente para a linha de usados”, finaliza.

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