Aditivos e Masterbatches

Masterbatch – Sinais de recuperação animam o setor

Antonio Carlos Santomauro
9 de setembro de 2020
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    Plástico Moderno - Reinert espera crescer neste ano, apesar da pandemia ©QD Foto: Divulgação

    Reinert espera crescer neste ano, apesar da pandemia

    Previsões de expansão – Mesmo também enfrentando as adversidades decorrentes da disseminação do coronavírus, a fabricante de masterbatches Cristal Master elevará seu volume de negócios no decorrer deste ano, como projeta o diretor Luiz Carlos Reinert. “Temos a perspectiva de crescer de 5% a 6%, relativamente a 2019. No início do ano, a meta era de 13%”, afirma.

    Entre janeiro e maio, relata Reinert, os negócios da Cristal Master elevaram-se 5,5% (comparativamente ao mesmo período de 2019); nesse intervalo, os maiores volumes de vendas foram realizados com o agronegócio e com as indústrias produtoras de embalagens para alimentos, sacos de lixo e sacolas para mercados. Mas, sem a pandemia, os índices de expansão certamente seriam maiores. “Até março, estávamos com um crescimento de 20%”, relata o diretor da empresa.

    E o foco na oferta de especialidades para determinados mercados – como as embalagens alimentícias e o setor agro – deverá permitir também à Aditive elevar seu faturamento neste difícil 2020: “Prevejo crescimento de 10% a 15% em relação a 2019”, diz João Ortiz, diretor técnico da empresa. “O mercado agro e as embalagens de alimentos não foram afetados pela pandemia e geram de 70% a 80% de nossos negócios”, justifica.

    A Aditive, ressalta Ortiz, é uma empresa dedicada a masterbatches de aditivos e especialidades, tendo a cor papel menos relevante no cálculo do valor de seus produtos. Para o agronegócio, fornece possibilidades de proteção anti-UV utilizadas em aplicações como filmes para mulching, bale wrap, silos-bolsa, entre outras. E para a indústria de alimentos oferece soluções que “ninguém mais tem”: caso, por exemplo, de um sequestrante de ácidos utilizado nas embalagens multicamadas de queijos e carne que seguem para exportação, nas quais há camadas de PVDC. “O PVDC é uma ótima barreira para umidade, mas tem cloro, que em contato com a água forma ácido clorídrico. O aditivo retira esse ácido”, explica.

    Mix e estratégias – Além da forte retração de seu mercado, a indústria de masterbatches defrontou-se com uma dificuldade adicional durante a pandemia: a forte valorização do dólar, moeda que fundamenta os preços da maior parte de suas matérias-primas, e que no quadrimestre compreendido entre março e junho teve seu preço em reais elevado em cerca de 25% (em alguns momentos desse período essa valorização foi superior a 30%).

    Para Ortega, da Cromex, essa alta dos custos exige, especialmente em momentos como o atual, negociações mais demoradas, nas quais as duas partes exponham e ouçam as necessidades recíprocas “Mas temos parcerias muito fortes com clientes e, assim como abrimos mão de uma parte da margem, eles aceitam o repasse de parte do aumento de custos”, enfatiza Ortega.

    Além disso, a retração da demanda em setores como as indústrias automobilística, de cosméticos e de móveis, com a simultânea concentração dos negócios em mercados como os agronegócios e as embalagens de alimentos, pode ter provocado alterações no mix de vendas, pois esses mercados mais demandantes geralmente consomem produtos mais simples.

    O agro, relata Ortega, requer muito aditivo anti-UV, enquanto as embalagens de alimentos consomem muito master branco, e aditivos deslizantes, antibloqueio e antiestáticos. “Na indústria de alimentos, também cresceu muito o uso de filmes de BOPP, e os produtos mais demandados para esses filmes são brancos e aditivos”, acrescenta.



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