Aditivos e Masterbatches

Masterbatch – Sinais de recuperação animam o setor

Antonio Carlos Santomauro
9 de setembro de 2020
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    Plástico Moderno -

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    Sinais de recuperação economica aparecem e animam o setor

    Já teve início um processo, ainda gradual, de reaquecimento de mercado, dizem os fabricantes de masterbatches. Amparados nessa perspectiva, eles projetam conseguir este ano ao menos manter os volumes de negócios realizados em 2019 e, em alguns casos específicos, até registrar crescimento. Considerado o tamanho do estrago provocado pela pandemia, talvez não seja um desempenho insatisfatório.

    Plástico Moderno - Ortega: custos subiram, mas houve negociação com clientes ©QD Foto: Divulgação

    Ortega: custos subiram, mas houve negociação com clientes

    Como não poderia deixar de ser, acabaram frustradas as expectativas bastante positivas apontadas no começo do ano e confirmadas pelos resultados do primeiro trimestre. Veio o coronavírus e esse horizonte promissor se desfez rápida e abruptamente, apesar de ter se mantido a demanda proveniente de determinados segmentos, em especial, de fabricantes de produtos essenciais e dos agronegócios.

    Na Cromex, por exemplo, o volume de negócios deste segundo semestre deverá ser similar ao do mesmo período do ano passado, prevê o diretor comercial Cesar Ortega. “Não deverá haver crescimento, e pode até ocorrer uma pequena queda, mas é mais provável a manutenção do volume de negócios”, afirma.

    Alguns segmentos de mercado – como agronegócios e indústria de alimentos – até elevaram sua demanda por masterbatches, observa o profissional da Cromex, mas, de maneira geral, no primeiro semestre a conjuntura foi “muito difícil” para o setor, cujos negócios encolheram entre 40% e 50% (relativamente ao mesmo período de 2019). Abril, ele indica, foi o mês mais difícil, ocorrendo um início de recuperação em maio e junho.

    Plástico Moderno - Fardo: produtos essenciais sustentaram vendas na crise ©QD Foto: Divulgação

    Fardo: produtos essenciais sustentaram vendas na crise

    Para ser mais exato, melhor dizer que a situação se complicou no segundo trimestre, pois nos primeiros três meses do ano os negócios da Cromex registraram um incremento de aproximadamente 15% sobre igual período de 2019. “Isso indicava que, sem nada de anormal, teríamos um ano excelente”, observa Ortega. “Mas estamos conversando muito com nossos clientes, e projeto um reaquecimento do mercado no segundo semestre”, complementa.

    Por sua vez, Francielo Fardo, superintendente da Colorfix, entende que “neste segundo semestre, 80% do mercado deve retornar à normalidade”, mantendo-se, porém, mais intensa a demanda colocada pelas indústrias de bens não-duráveis, como alimentos, produtos de higiene e limpeza e artigos médico-hospitalares. “Indústrias cujos produtos exigem dispêndio maior de recursos, e são menos essenciais, devem demorar um pouco mais para normalizar suas atividades”, pondera.

    Fardo previa, no início do ano, que a Colorfix pudesse elevar seu volume de negócios entre 8% a 10% em 2020. “O primeiro trimestre foi muito interessante, mas no trimestre seguinte os negócios caíram bastante”, informa.



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