Masterbatches – Pulverizado, mercado se abre para investidor estrangeiro

Pulverizado, mercado se abre para investidor estrangeiro e torna concorrência mais acirrada

A vida para as empresas voltadas para o mercado de masterbatches não é fácil. O mercado é pulverizado e há um bom número de fornecedores aptos a oferecer produtos de qualidade. Não bastassem os participantes já tradicionais do setor, nos últimos tempos grandes nomes internacionais estão intensificando suas presenças por aqui por meio de aquisições de companhias nacionais. Na última edição da Brasilplast, em 2011, foram anunciadas as compras da Uniplen e da Polimaster pela PolyOne, dos Estados Unidos, e a da Mash Compostos Plásticos pela também norte-americana A. Schulman.

Tamanha competitividade aliada à fase não muito positiva vivida pela indústria brasileira pode dar a entender que o segmento vive momento difícil. Não é o que representantes tradicionais dizem. Empresas como Cromex, Clariant, Ampacet, Pro-Color, Colorfix e Termocolor, entre outras, esperam, no mínimo, manter o nível de suas vendas igual ao do ano passado. Alguns fatores ajudam a explicar o otimismo. O principal talvez seja o constante avanço do plástico em aplicações antes dominadas por outros materiais. Produtos como embalagens, peças automobilísticas e peças para o setor de eletroeletrônica, entre outros, exigem boa apresentação. O uso de masterbatches de qualidade se torna cada vez mais necessário.

A concorrência acirrada faz com que os fornecedores, sem exceção, adotem a parceria com os clientes como algo imprescindível. Investir de forma constante em pesquisa e desenvolvimento, descobrir fórmulas de qualidade, capazes de resolver as necessidades do mercado de forma consistente virou obrigação. Entre as novas fórmulas, há constante procura por produtos amigáveis ao meio ambiente.

Fincar raízes – A PolyOne, com receitas líquidas de US$ 2,9 bilhões em 2011, é fornecedora de polímeros especiais, serviços e soluções. Sediada nos arredores de Cleveland, Ohio, EUA, tem operações em todo o mundo. Coerente com a estratégia de crescimento em especialidades e de expansão global, em dezembro de 2011, a empresa adquiriu a ColorMatrix Group Inc., uma indústria altamente especializada, com um pacote de aditivos de alta tecnologia e uma posição de liderança no mercado de corantes líquidos.

A ColorMatrix não foi a primeira compra da PolyOne no país. As incorporações anteriores (em 2010) da Uniplen e da Polimaster tiveram como objetivo proporcionar tecnologia local em materiais de engenharia especiais, além de uma posição atraente no mercado brasileiro de distribuição de termoplásticos. “Temos agora uma completa linha de plásticos de engenharia, masterbatch de cor e de aditivos, e excelente capacidade de distribuição no Brasil, fornecendo pacote de soluções atrativo aos nossos clientes na região”, define Michelle Maniscalco, gerente de comunicação e marketing para a América do Norte e gerente global de relações com a mídia da PolyOne.

De acordo com Michelle, a ampla linha de produtos é pesquisada para proporcionar cores exclusivas com o máximo desempenho. Entre eles, ela destaca a linha OnColor, com posta de grande variedade de concentrados, em especial de cores de efeito. Outra família, a OnCap, é formada por adi tivos funcionais para as mais diversas aplicações. A série SmartBatch é constituída por produtos que aliam cor com a funcionalidade do aditivo, simplificando o processo pro dutivo dos clientes. A gerente ainda faz questão de ressaltar os agentes expansores. “Permitem a redução do consumo de resinas em peças injetadas, sopradas, ou extrudadas, dimi nuindo o peso da peça e gerando competitividade”, explica.

Ela enfatiza que a nova fase do trabalho da empresa no Brasil está colaborando com a atuação comercial, levando os produtos da marca a diversas regiões do país. Os proble mas da economia, entre eles a crise internacional provo cada pelas dificuldades de países da União Europeia, não ajudam. Mesmo assim, as vendas estão dentro do previsto. “Nossa expectativa é fechar melhor que o último ano. Toda a linha de produtos da PolyOne está disponível para o mer cado brasileiro, quer seja via fabricação local em uma de nossas plantas, ou importação”, emenda.

Lançamentos – A A. Schulman, outra multinacional a inves tir na aquisição de uma empresa brasileira, a Mash Compos tos Plásticos, também tem a meta de reforçar sua presença local e mundial. Com sede em Ohio, emprega aproximada mente 3.000 pessoas e conta com mais de 30 instalações fa bris e suporte técnico na América do Norte e do Sul, Euro pa e região Ásia Pacífico. Por meio de seus produtos e ser viços atende transformadores dos processos de injeção, ex trusão, extrusão de película fundida, moldagem rotacional, sopro e termoformagem. Entre os mercados, atua em emba lagens plásticas, construção civil, automobilístico e de tele comunicações, entre outros.

“Ser líder mundial no mercado de masterbatches é a meta global da A. Schulman”, afirma sem qualquer falsa modéstia o gerente comercial Hermann Schumacher. A em presa conta com portfólio completo. A linha Polibatch é for mada por concentrados de cor disponíveis em PE, PP, PS, biopolímeros e resinas especiais de engenharia, tais como PET e náilon.

Dentro dessa linha, estão previstas novidades: a empre sa traz para o mercado brasileiro ainda neste ano um aditi vo que tem como principal atributo reduzir a espessura dos filmes de PP e PEAD e, em paralelo, aumentar suas proprie dades de barreira. “Ele possibilita menores custos de pro dução e vai ao encontro da tendência mundial de redução do impacto ambiental.”

Outros lançamentos com a marca são os modificadores de superfície antibloqueio e antifogging. “Esses produtos são a última geração de aditivos para melhorar o processa mento, desempenho e a qualidade das embalagens plásti cas, principalmente as destinadas a alimentos”, explica. No campo das cores, a empresa promete trazer até o final do ano as soluções de concentrados de cor da linha Polybatch europeia. Outro item previsto para o segundo semestre é o Polibatch Abact, com propriedade antimicrobial avançada.

A A. Schulman também vai comercializar no Brasil nos próximos meses a série Papermatch, que dá ao filme plásti co a mesma sensação, qualidade e capacidade de impressão do papel tradicional. “O Papermatch conta com proprieda de de deadfold máxima com aprovação da FDA”, informa o gerente comercial.

Para Schumacher, as novidades devem ajudar a conso lidar a trajetória ascendente das vendas na casa dos dois dí gitos, conforme o planejado. “Temos observado isso nos úl timos três meses, apesar do cenário desfavorável devido ao impacto da crise na zona do euro, da valorização do dólar e dos aumentos consecutivos das resinas”, diz. Ele acredi ta na evolução do mercado de transformação, responsável pela mudança dos critérios de escolha dos fornecedores de masterbatches. “O preço continua sendo uma variável rele vante na decisão de compra. A constância dos lotes, a agili dade na entrega e uma assistência técnica ágil e eficaz, en tretanto, tornaram se premissas para a homologação e ma nutenção sustentável de um fornecedor”, diz.

Copa do Mundo– A nacional Cromex, com unidades fabris nas cidades de São Paulo e Simões Filho BA, conta com

Plástico, Marcos Pinhel, diretor da Cromex, Masterbatch - Pulverizado, mercado se abre para investidor estrangeiro e torna concorrêcua mais acirrada
Marcos Pinhel diagnosticou crescimento nas vendas deste ano

capacidade anual de produção de 132 mil toneladas e fatu ramento médio anual acima dos R$ 40 milhões. Com atua ção global, comercializa seus produtos em mais de 60 paí ses. Seu portfólio conta com mais de 13 mil cores, desenvol vidas em laboratórios próprios, para atender 15 segmentos diferentes no setor de transformados plásticos. Ela atende clientes dos segmentos de brinquedos, embalagens, tampas, construção civil, automotivo e agronegócios, entre outros.

“A Cromex é líder no mercado brasileiro de masterbatches de cores e aditivos para plásticos”, orgulha-se Marcos Pinhel, diretor comercial da empresa. Uma de suas características é investir de forma constante em pesquisa e desenvolvimento. Os estudos são desenvolvidos em laboratórios próprios. Entre os trabalhos, o estudo de produtos voltados aos biopolímeros (de fontes renováveis e biodegradáveis). A empresa fez parceria com a Braskem, para chegar a cores com efeitos especiais e metalizados compatíveis com o plástico verde.

Nesse nicho de mercado, produz concentrados de aditivos que conferem características como antibloqueio, barreira aos raios UV, antiestáticos e antifog, respeitando as propriedades fundamentais de sustentabilidade do produto. A Cromex já atende mais de dez empresas com esta inovação. Outra frente de trabalho é a aplicação de nanotecnologia em seus produtos, voltada para conferir ação bactericida e bacteriostática em vários plásticos, usados em todos os processos de transformação.

A empresa também se destaca por criar soluções para melhorar processos de fabricação. Entre eles, a linha composta de branco com antifibrilante e aditivo UV, elaborada para melhorar o desenvolvimento da ráfia, além dos novos masterbatches para fabricação de multifilamentos, filamentos contínuos e não-tecidos (PP e PET). Com foco na melhoria no desempenho dos polímeros na transformação, a empresa desenvolveu linha de cargas minerais voltadas para o aprimoramento das propriedades mecânicas, estabilidade dimensional e taxa de troca térmica.

Uma das novidades da Cromex, desenvolvida em parceria com a Braskem, é a linha de masterbatches usados com o polietileno verde para assentos nos estádios de futebol. A opção do PE verde é alternativa para os arquitetos envolvidos na construção das arenas esportivas em fase de construção para a Copa do Mundo de 2014, que têm forte apelo sustentável. Outra novidade é uma linha completa para BOPP que inclui brancos puros e com carga, compostos para cavitados e aditivos.

“As vendas da Cromex este ano estão melhores em relação ao mesmo período do ano anterior. O mercado de masterbatches segue em evolução”, informa Pinhel. Para o diretor comercial, o bom atendimento, do pré ao pós-venda, é fator determinante para fidelizar os clientes. Além, é lógico, da qualidade do produto. A atenção deve ser dada caso a caso, de acordo com a aplicação. Pode ser para melhorar o processo fabril de determinado produto ou para conferir diferencial visual ou de sustentabilidade.

Sob medida – A unidade de negócios masterbatches é considerada muito importante pela Clariant, multinacional com sede localizada em Muttenz, na Suíça. A empresa, com onze unidades de negócios, mais de uma centena de companhias no mundo inteiro e mais de 22 mil funcionários, garante que um de seus diferenciais é a capacidade de desenvolver fórmulas de acordo com as necessidades dos clientes, não só em relação às cores, mas também na funcionalidade e nas características de processamento dos equipamentos do cliente.

Plástico, Roberto Guzmán, gerente de marketing, Masterbatch - Pulverizado, mercado se abre para investidor estrangeiro e torna concorrêcua mais acirrada
Roberto Guzmán aposta no master líquido para poliolefinas

“Somos líderes de mercado no segmento especializado, ou seja, de produtos com valor agregado, formulados para o cliente”, diz Roberto Guzmán, gerente de marketing da unidade de negócios masterbatches para a América Latina. Na linha de masterbatches, conta com as seguintes marcas: Remafim, de cores para poliolefinas; Renol, de cores para PVC, resinas estirênicas e plásticos de engenharia Cesa, de concentrados de aditivos para todos os plásticos e Enigma, de produtos para efeitos especiais. Todos os produtos são fabricados no Brasil e oferecidos nas versões sólida e líquida. Além deles, a Clariant importa outros itens, como os agentes de expansão Hydrocerol e os certificados para uso em artigos médicos Mevopur.

Entre os itens que chegaram ao mercado nacional recentemente, Guzmán destaca a linha de masterbatches líquidos para poliolefinas, produto que ganhou planta industrial no Brasil em 2009. “Demorou um pouco para os transformadores de PP e de PE quebrarem seus paradigmas e se convencerem de que as novas tecnologias de veículos líquidos e de equipamentos de dosagem efetivamente resolviam as desvantagens de outros produtos testados no passado”, conta. Desde 2010, no entanto, as vendas seguem crescendo de forma contínua e acelerada. “Os diferenciais são a melhor dispersão e homogeneização da cor, menor desperdício nas trocas de cor e benefícios de processo, tudo isso com custo atrativo”, diz.

Ele também ressalta a nova geração de agentes de expansão Hydrocerol, voltada para as necessidades de redução de peso das novas embalagens sustentáveis, e os novos compostos com cores e aditivos para atender às exigências de retardância à chama e ao intemperismo para os assentos de estádio dos eventos esportivos. De quebra, a empresa oferece nova linha de masterbatches líquidos para aplicações em extrusão-sopro de parede grossa, como bombonas e outras embalagens industriais. “O mercado está focado na relação custo/benefício. O preço do masterbatch é um dos componentes do custo, mas não é o único. Cada vez mais os clientes tomam suas decisões de compra levando em conta a dosagem efetiva, a consistência na qualidade e a agilidade no serviço”, analisa.

Alto desempenho – A Ampacet foi fundada na região de Nova York em 1937. Hoje conta com vinte fábricas em catorze países e atua comercialmente em mais de oitenta países. Na lista de produtos oferecidos se incluem masterbatches de várias cores, com ou sem efeitos especiais, para resinas como polietileno, polipropileno e poliestireno, transformados por injeção, sopro, extrusão e outras técnicas de transformação. Também conta com ampla gama de aditivos, como antiestáticos, deslizantes, antioxidantes e auxiliares de processo, entre outros. “Os clientes buscam produtos de qualidade, fornecedores capazes de prestar assistência técnica, capacitação constante, agilidade e desenvolvimento de novos produtos. No caso dos masterbatches, querem bom desempenho, qualidade, eficiência e preços competitivos”, diz Sérgio Bianchini, gerente de negócios, desenvolvimento e marketing.

Boa parte dos produtos vendidos no mercado nacional é fabricada em cinco plantas localizadas no continente sul-americano, das quais três estão no mercado brasileiro, uma em São Paulo e duas na Bahia – as outras duas ficam na Argentina e no Chile. “A Ampacet investe de forma constante em tecnologia, contamos com cinco departamentos de P&D em diferentes continentes, onde trabalhamos com projetos tanto regionais quanto internacionais”, explica. De acordo com o executivo, existem equipes de técnicos e especialistas em distintas tecnologias, capacitadas para trabalhar em projetos customizados de acordo com as necessidades dos clientes.

Plástico, Sérgio Bianchini, gerente de negócios, desenvolvimento e marketing, Masterbatch - Pulverizado, mercado se abre para investidor estrangeiro e torna concorrêcua mais acirrada
Sérgio Bianchini foca a produção de fórmulas com efeitos especiais

Essa estratégia resultou em lançamentos recentes na área de masterbatches. “Temos trabalhado em produtos com efeitos especiais que deslumbram os consumidores”, diz Bianchini. Também tem havido lançamentos na área de aditivos de elevado desempenho. Entre eles, fórmulas de ajuda ao processo, antioxidantes, bloqueadores e inibidores de luz ultravioleta. “Esta linha oferece redução de custos de fabricação de filmes extrudados e contribui com as plataformas de sustentabilidade dos produtos”, explica.

De acordo com Bianchini, as vendas do primeiro semestre deste ano foram melhores do que as do mesmo período no ano passado. “Como operamos em operações distintas, seja na extrusão de filmes para produtos de higiene, limpeza, cuidados pessoais e alimentos, seja em mercados de sopro e injeção, as vendas são reflexos do comportamento setorial dos nossos mercados”, avalia. Em 2012, ele notou a concretização de alguns projetos industriais no primeiro semestre, o que contraria o histórico da indústria, mais disposta a investir na segunda metade do ano.

De olho no Nordeste – O mercado do Nordeste é o alvo do grupo Pro-Color, especializado em masterbatches e aditivos. Fundado em 1986, até meados do ano passado contava com fábricas em Cotia, Bauru e Jaguariúna, todas no estado de São Paulo. Em 10 de junho de 2011, atento à evolução econômica da Região Nordeste, o grupo abriu um centro de distribuição em Jaboatão dos Guararapes-PE.

Em abril deste ano, inaugurou a primeira unidade fabril do gênero na região, no mesmo município pernambucano. Lá, a empresa vai produzir, em uma primeira fase, masterbatches brancos e aditivos. Com a inauguração, o grupo espera aumentar sua participação no mercado. Não se sabe quanto. “Existe expectativa de aumento em nosso faturamento devido aos investimentos realizados nesse último ano”, avalia Vanessa Falcão, gerente nacional de vendas.

Um dos destaques da empresa são os masterbatches brancos, concentrados de cores com dispersão do pigmento inorgânico dióxido de titânio (TiO 2 ) em base polimérica, podendo se transformar em cor limpa ou com subtom vermelho, azul e amarelo, entre outras cores. Esses concentrados são fornecidos em forma de grânulos com concentração de TiO 2 entre 40% e 75%. Também oferecidos em forma de grânulos, os pretos têm concentração de 30% a 50% de negro de fumo (carbon black). Os coloridos são dispersões de pigmentos orgânicos e inorgânicos em base polimérica. “Costumamos dizer que a Pro-Color, além dos produtos, oferece seus serviços, acreditamos que transmitir segurança ao cliente não é somente vender o produto, é ser um parceiro trabalhando lado a lado.”

Novos produtos – A nacional Colorfix entrou na fabricação de concentrados de cor e aditivos em 1990, na cidade de Colombo-PR, onde são fabricados todos os produtos. Hoje possui duas filiais, em São Caetano do Sul-SP, e em Abreu e Lima, na região metropolitana de Recife-PE. A empresa fornece para aplicação em resinas olefínicas, estirênicas e de engenharia para os mais diversificados processos de transformação. A linha de produtos abrange cores sólidas, transparentes e produtos de efeito, como perolados, metalizados e cores com aditivos de processo, que permitem ao cliente manipular um menor número de produtos. “Atendemos no sistema taylor made, adaptamos nossos produtos e fornecemos conforme a necessidade de cada cliente”, explica Francielo Fardo, superintendente da Colorfix.

Segundo ele, a empresa sempre investe em pesquisa e desenvolvimento, busca apresentar aos clientes produtos inovadores e tecnológicos. Dentro dessa política, conta com uma série de lançamentos. São eles: um aditivo bactericida aprovado pela FDA e uma linha de pigmentos transparentes para polipropileno, exclusiva no Brasil (chamada de Clearfix Colorants). “A linha de bactericida para FDA não é feita de nanopartículas, solução na Europa questionada pela falta de eficácia e efeitos colaterais à saúde”, ressalta. Outra novidade é a linha de master para PE verde da Braskem, nucleantes de alto desempenho para PP e clarificantes de alto desempenho para PP. Para Fardo, as vendas da Colorfix neste ano estão muito parecidas com as de 2011. “O que tem dificultado, além da variação cambial, são os excessivos aumentos de preços do dióxido de titânio”, lamenta.

Investimentos – A Termocolor, que iniciou como prestadora de serviços de tingimento e, em seguida, como prestadora de serviços para a indústria termoquímica, transformou-se em fabricante de masterbatches em 1990. Localizada em Diadema-SP, com capacidade instalada de 50 mil toneladas por ano, a empresa tem procurado aprimorar seu parque fabril.

Plástico, Roberta Fantinati, gerente de marketing, Masterbatch - Pulverizado, mercado se abre para investidor estrangeiro e torna concorrêcua mais acirrada
Roberta Fantinati anunciou investimentos no parque fabril

“No fim do ano passado instalamos uma dupla rosca corrotante para grandes quantidades. Acabamos de instalar uma m quina dupla rosca corrotante para pequenas quantidades, aumentando nosso número de linhas, capacidade produtiva e diminuindo nosso prazo de entregas”, garante Roberta Fantinati, gerente de marketing. A empresa também acaba de instalar uma injetora para seu laboratório de qualidade.

Certificada desde 2008 pelas normas europeias RoHS, atua com materiais isentos de metais pesados para evitar riscos de contaminação ambiental. “Temos mais de 1 .000 cores desenvolvidas e estamos entre as maiores do país”, diz. Uma das características da empresa, de acordo com a executiva, é trabalhar de acordo com os requisitos técnicos do cliente. “Estamos dando destaque para os masterbatches de aditivos e perolados. Até o final do ano iremos lançar nosso masterbatch biodegradavel”, explica.

Apesar da crise mundial, este ano está sendo especial para a empresa. Nos primeiros meses do ano, os resultados foram positivos. “ Nós tivemos crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado”, informa Roberta. Entre os segredos para obter bons números, atender ao desejo dos clientes é prioridade. “Cumprir prazos, garantir a qualidade dos produtos, respeitar normas e requisitos técnicos, e dar a certeza de que todos os pedidos atenderão às especificações fideliza compradores.”

 

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Cenário é positivo para insumos

O mercado brasileiro de masterbatch vem evoluindo. Novas formulações surgem todos os dias, impulsionadas pela entrada do plástico em aplicações inovadoras e por produtos que não agridam o meio ambiente. Prova disso é a constante atenção de empresas multinacionais, que estão entrando ou aumentando sua participação no país por meio de aquisições ou de outros investimentos. As empresas nacionais também anunciam a modernização de suas linhas de produção ou a construção de novas plantas.

O cenário anima os fornecedores de insumos para os fabricantes de masterbatches. É o caso do grupo M. Cassab, empresa há 84 anos no mercado brasileiro, com quinze unidades de negócios e previsão de crescimento de 23% para 2012. “Nós ainda somos novos nesse mercado, estamos atuando há apenas três anos”, informa Aloisio Sposito, gerente de produtos.

A ideia, no entanto, é fornecer ampla gama de insumos. “Quando o produto final precisa ser colorido, fornecemos, além da resina, os pigmentos orgânicos de várias cores ou o titânio no caso do produto final ser branco e ter necessidade de solidez à luz”, exemplifica. A empresa também comercializa óleos minerais e plastificantes à base de ftalatos como veículos para masterbatch líquido. Ainda são oferecidos lubrificantes e auxiliares de processo, retardantes de chama, base halogenados e não halogenados, quando o produto final ou peça não pode propagar chamas, e também produtos com característica antiestática, muito utilizada em componentes eletrônicos, embalagens e calçados de segurança. As vendas vão bem. “Temos crescido desde que entramos no nicho”, diz.

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