Masterbatch – Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica

Plástico Moderno, Hermann Schumacher, gerente de marketing da Cromex, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica
Para Schumacher, linha de aditivo cresce 12% ao ano

A 11ª Brasilplast – Feira Internacional da Indústria do Plástico confirmou o avanço do masterbatch para aplicações técnicas. Grande parte dos fabricantes buscou no segmento a fórmula para destoar nesse mercado, configurado hoje por uma relação desigual entre oferta e procura. Por isso, os principais lançamentos se destinaram à indústria do plástico de engenharia. No quesito cor, a especialidade também se sobressaiu.

Apesar do concentrado de efeitos especiais se sustentar em nichos considerados nobres, seu consumo se ampliou, a ponto de motivar diversos lançamentos nessa área. Cerca de 140 fabricantes compõem o mercado brasileiro de concentrados. Esse número se refere às indústrias registradas como tal, no entanto, nem todas têm no master seu principal negócio. De acordo com o gerente de marketing da Cromex, Hermann Schumacher, esse fato reduz a quantidade de empresas relevantes no setor. Por isso, apesar da avalanche de novas empresas, o mercado está longe de mostrar-se saturado. Pelo contrário, tem atraído novos investimentos e planos de expansão.

Aumento da capacidade – Prova dessa abertura se viu nos novos negócios da Clariant. A empresa comprou a PlastiColor, na Guatemala, e inaugurou, no ano passado, nova planta no Chile. Nesse último caso, a iniciativa representa o interesse do grupo em atender, sobretudo, as indústrias de embalagens, bens de consumo e fibras, no que tange aos masters de cor e efeitos especiais para poliolefinas.

Plástico Moderno, Varlei Vieira, gerente nacional de vendas em masterbatches, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica
Vieira aposta em setor para produto de alto desempenho

Os investimentos também contemplaram o País, de forma direta, pois a empresa expandiu a capacidade produtiva da planta de Suzano-SP, com três novas linhas de produção e melhorou a automatização da unidade. Essa ampliação do negócio também se traduziu em mais produtos.

A empresa lançou um concentrado de alto desempenho personalizado à necessidade dos clientes, a fim de ajudá-los a reduzir o consumo de material e energia. A empresa chamou esse conceito de combibatches. De acordo com o gerente nacional de vendas em masterbatches, Varlei Vieira, são combinações de alto desempenho desenvolvidas segundo morfologia, distribuição do peso molecular e energia superficial do polímero, com o objetivo de personalizar o produto na medida da aplicação do cliente.

O fabricante afirma poder diminuir a temperatura do processamento em até 20%, sem afetar as propriedades mecânicas do produto final. “Queremos ser reconhecidos por apresentar soluções”, enfatiza Vieira.

Líder do setor, a Cromex vive um momento de transição, pois está prestes a dar partida a uma nova planta, na Bahia, e encerrar as atividades de uma unidade localizada em São Paulo. “Teremos uma fábrica mais moderna e, por conseqüência, mais produtiva”, afirma o gestor de produtos da Cromex, Anderson Maia. O lançamento, previsto para julho, será direcionado à produção do master preto. Continuarão três plantas: além dessa nova, uma em São Paulo, onde são produzidos masters coloridos e especiais, e a de Simões Filho-BA, para concentrados de aditivos e brancos. A capacidade produtiva total da Cromex chega a 84 mil t/ano. Segundo Maia, a empresa tem 65% do market-share do mercado de masterbatches.

Plástico Moderno, José Gonzaga, diretor, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica
Gonzaga destaca concentrado para uso do plástico de engenharia

O anúncio de outros investimentos teve eco nos corredores do Anhembi. A DryColor divulgou estar em fase de construção de uma nova planta. Hoje a unidade, localizada, em Campinas-SP, possui 3,5 mil m² enquanto a sua substituta terá 10 mil m².

A fábrica deve entrar em operação no segundo semestre deste ano, no mesmo local da atual. A Allcolor, de São Paulo, também anunciou aumento da capacidade produtiva. O incremento da ordem de 25% se deu no segundo semestre do ano passado.

A Coreplas, de Guarulhos, São Paulo, não apresentou lançamentos, mas endossou o aumento do setor, com a divulgação de suas mais recentes aquisições. Em 2006, obteve a ISO 9001 (intento de três anos) e aumentou a capacidade produtiva em cerca de 40%, além de abrir nova unidade para concentrar a fabricação de preto e branco. Essas ações traduzem as expectativas otimistas do diretor da empresa, José Gonzaga, na reativação do mercado. Para ele, 2006 foi um ano fraco, mas a reação veio nos primeiros meses de 2007 e ainda pode melhorar. “Com a feira, a tendência é de expansão das vendas”, afirma. Confiante nessa premissa, ele prevê aumento do faturamento de 20% a 30%, sobre os resultados do ano passado.

Plástico Moderno, Julio Carlos Isola, gerente-comercial da Termocolor, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica
Isola prevê aumento das vendas superior a 10%

Com a expectativa de crescer 10% só nesse primeiro semestre, o gerente-comercial da Termocolor, Julio Carlos Isola, aposta não só na visibilidade da Brasilplast, mas sobretudo no retorno de seus investimentos recentes. No ano passado, a empresa comprou nova linha de extrusão com capacidade para produzir mais de 7 mil t/ano e planeja inaugurar nova fábrica. Em fase de terraplenagem, a unidade está sendo construída, em Cabreúva-SP, para se somar à matriz, localizada em Diadema-SP. A primeira etapa do projeto prevê a produção de cerca de 6 mil toneladas ano. Ao contrário da tendência atual, a Termocolor preza pelo mercado de grandes volumes. Por isso, o foco do negócio está na commodity. De acordo com Isola, a empresa não tem planos de operar na área de plásticos de engenharia.

Os projetos da Resimax, de Vargem Grande Paulista, também indicam aumento da demanda nacional. A empresa estuda triplicar a produção atual em 1,5 ano. Esse incremento deverá resultar, em parte, da inauguração de uma nova planta até o fim do ano. “Queremos atingir o mercado de colorido de grande quantidade”, diz o gerente de marketing Rodrigo Monsó. A unidade contará com duas novas máquinas alemãs.

Plástico Moderno, Sérgio Dulcini, diretor da Mash, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica
Dulcini anuncia acordo com fábrica estrangeira

Mais produtos – Além do aumento do volume, a produção de concentrados deve crescer em qualificação. A Mash: Compostos Plásticos anunciou parceria com a Techmer PM, companhia global com sede nos EUA. Este acordo representou o primeiro passo para a produção pela Mash dos masterbatches coloridos e de aditivos desse fabricante norte-americano.

As atividades ainda não se iniciaram porque o acordo acabou de ser firmado. “A Techmer é uma das líderes globais e tem mais de vinte anos de experiência”, argumenta o diretor da Mash, Sérgio Dulcini. Com essa tecnologia, a empresa pretende reforçar sua estratégia de produzir concentrado técnico.

Apesar de reconhecer se tratar de um segmento pequeno, em relação ao master tradicional, Dulcini aposta ser essa a ferramenta para o transformador brasileiro competir no mercado mundial. “Se aumentarem as exportações de nossos clientes, haverá um conseqüente avanço das vendas do master técnico”, explica. Para ele, a indústria nacional ainda não apresenta exigências dessa natureza. Fundada em 2004, a Mash tem fábrica localizada no Itaim Paulista-SP e está integrada ao complexo fabril da Mash Têxtil. Entre os produtos, destaque para a linha MasterMash, com aditivos antibloqueio, antioxidantes e antiestáticos, entre outros. Dulcini ressalta também sua linha de masterbatch com aditivo para polipropileno biorientado (BOPP).

De Manaus para São Paulo, a Colortech, localizada no Distrito Industrial-AM, resolveu expandir suas atividades para as regiões Sul e Sudeste do País, sob outro nome: Techcollor. Apesar da denominação, a empresa é uma filial da Colortech, em São Paulo. Segundo o anúncio feito na Brasilplast, a capacidade total do grupo passa a somar 1,5 mil toneladas/mês.

De acordo com o diretor-industrial e comercial da Colortech, Dival Rebelatto Junior, o mercado de concentrados na Zona Franca de Manaus está estabilizado, sobretudo porque a região não demanda cores específicas. “A maioria das vendas é de cinza, preto e branco”, explica. Sem espaço para crescer na região, a empresa resolveu investir em especialidades e ganhar novos mercados. Por isso, no estande estavam expostas peças desenvolvidas com concentrados para efeito perolado e master para o polímero ABS, com proteção ultravioleta, entre outros.

Especialidade – Masters especiais estiveram na pauta da maioria dos expositores. A Cromex não poderia passar ilesa dessa corrente. “Não queremos crescer só em volume, mas sim em novas oportunidades”, comenta Maia. Essa postura não se restringe ao mercado doméstico. A empresa exporta 30% de sua produção e planeja aumentar esse índice, ainda neste ano. Maia se baseia no aumento da demanda de aplicações especiais para o masterbatch. Para ele, esse tipo de produto tem mais aceitação no exterior, como é o caso dos concentrados para BOPP, cuja demanda é incipiente no Brasil, porém expressiva em outros países.
Por conta dessa estratégia de oferecer opções diferenciadas, a empresa expôs novidades em concentrados de efeitos especiais, como uma linha capaz de tornar o polímero uma imitação do papel. O veículo mais indicado para sua aplicação é o polipropileno. “Esse lançamento é feito sob medida”, explica Maia. Óbvio que as vendas não chegam a comprometer o consumo maciço de branco, preto e coloridos, porém, os masters metalizados, perolados, fluorescentes e afins se mostram cada vez mais presentes na indústria de bens de consumo. De acordo com alguns profissionais da área, trata-se de um nicho muito específico e já definido, mas há quem aposte em uma curva vigorosa de crescimento. Para se ter uma idéia, o branco perolizado da Cromex deixou de ser produzido por encomenda para compor o portfólio padrão da empresa. O mercado de cosméticos representa o principal consumidor dos masters de efeito, na Cromex, no entanto, Maia prevê a consolidação de outras aplicações, como a área automotiva e os domissanitários.

A participação da Ampacet na Brasilplast comprovou sua confiança na região. De acordo com a analista de marketing Paola Bianchi, a Ásia e a América Latina representam áreas-chave para o seu crescimento. “Por isso, continuaremos a estudar e investir nesses mercados”, afirma. Essa análise rendeu o lançamento do ultrabatch durante a Brasilplast. Como o nome sugere, são ultraconcentrados desenvolvidos para possibilitar o uso de baixas concentrações, sem a perda do poder de cobertura e do tingimento.

Entre as novidades em aditivos especiais, o master deslizante não-migratório em polietileno esteve em evidência no estande da Ampacet. Seu diferencial está na possibilidade de com 10% ou 5% (versão mais concentrada) do produto se obter um coeficiente de fricção (COF) na faixa de 0,3 a 0,35. Ideal para o uso na camada externa de estruturas multicamadas, o master exibe propriedades deslizantes imediatas, conta com alta estabilidade térmica e pode estar em contato com alimentos, entre outras características.

No que se refere às embalagens de produtos frescos, alimentos resfriados e quentes, além de refeições prontas para consumo, a empresa mostrou uma linha de master antifog. Comparação feita pelo fabricante põe o produto à frente dos comuns. Testes realizados a 4ºC, em filmes de polietileno de baixa densidade linear (PEBDL) contendo 0,5 desse aditivo comprovaram a manutenção da transparência após 50 dias. O produto visa reduzir a tensão superficial do filme e forma uma fina película de água, em vez de gotículas de água. O grupo norte-americano Ampacet entrou no mercado de masterbatches em 1937. No Brasil, só chegou em 1998, quando instalou escritório de vendas em São Paulo. Hoje possui duas plantas: uma em São Paulo, especializada na produção de masters coloridos, e a outra na Bahia, onde são produzidos os concentrados brancos e de aditivos. “Essa estrutura é para aproveitar as vantagens competitivas de cada uma das unidades”, explica Paola.

Na exposição, a DryCollor lançou concentrados para aplicações têxteis, tornando o poliéster a porta de entrada para o mercado de especialidades. Na avaliação do gerente de operações, Paulo Politori, os concentrados para poliésteres têm muito espaço para crescer no País, pois na região o segmento é dominado pelos importados. Essa constatação o motiva a prever que essa linha possa trazer incrementos às vendas da empresa da ordem de 15% a 20%. “É algo pouco explorado no Brasil”, argumenta. Segundo as previsões de Politori, o produto não se tratará de uma venda isolada, porque tende a se tornar o segundo tipo de master mais vendido do portfólio, abaixo dos concentrados para policloreto de vinila (PVC). A empresa atende, em geral, as indústrias da construção civil, com produtos para aplicações em tubos e conexões de PVC, e ao setor de embalagens polietileno tereftálico (PET).

A especialidade também é o foco da Coreplas. Para Gonzaga, as vendas do master para resinas de engenharia na empresa crescem de 10% a 15% ao ano. Por isso, ele destacou esse tipo de concentrado. “Nossa divulgação está centralizada no master para acrílico, policarbonato e náilon, entre outros”, diz. A empresa atua nessa área há cinco anos e atende, sobretudo, às exigências da indústria automotiva, apesar do carro-chefe ser o concentrado tradicional de PP e polietileno (PE).

Mais novidades – Ainda entre os lançamentos para mercados técnicos, o diretor-comercial da Beplast, Corinto de Bem e Canto, aponta os concentrados de aditivo para proteção ultravioleta e o antichama. Nesse segmento, a Beplast lançou um master de aditivo condutivo a ser aplicado em peças coloridas, não somente no preto, como é de praxe. No caso do de cor com efeito, a indústria de bens de consumo responde pela maior parte das vendas. Mas a tendência parece não respeitar um padrão. Para o diretor-técnico da Beplast, Alexandre Melhado, até mesmo o tradicional mercado calçadista tem mostrado interesse no perolizado, ampliando as vendas desse produto. O tipo de efeito é o quesito que tem mudado. As demandas de perolado e metalizado têm recaído em tons mais polidos e softs, em detrimento do brilho.

A fim de acompanhar o ritmo do mercado não somente em conceitos de produtos, a Beplast também cresceu em volume. Em fevereiro, o grupo inaugurou uma planta, na Bahia. Essa unidade se soma a outras duas: uma no Ceará e a outra no Rio Grande do Sul. “Teremos mais flexibilidade e melhor atendimento logístico”, explica Melhado.

Três líderes do setor, Ampacet, Cromex e Macroplast, levaram para a feira produtos para marcação a laser. As linhas, cada uma à sua maneira, visam tornar a marcação mais nítida e legível na embalagem. A Ampacet destacou que a tecnologia tem relevância adicional, pois oferece à indústria de embalagens a possibilidade de proteger a marca da pirataria e cópias ilegais. Aprovada para produtos em contato direto com os alimentos, a linha pode ser produzida em diversas resinas poliolefinas, como PP e blendas de polietileno de baixa densidade (PEBD), além das especialidades ABS, poliestireno (PS) e policarbonato (PC).

Plástico Moderno, Ítalo Salussolia, diretor da Bevi-Plastic, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica
Salussolia exibiu master com selo ecológico

Maia destacou que o master de aditivo para marcação a laser da Cromex funciona como um escudo, a fim de garantir que o código de barras fique na superfície. Ele aposta em aplicações para os mercados farmacêutico e cosmecêutico. “A idéia é melhorar a utilização de leitores de código de barras e dificultar a falsificação de produtos”, completa Schumacher. Para a Macroplast, o lançamento reflete o interesse manifesto da empresa nos produtos especiais para a indústria de embalagens.

Em 2004, a Macroplast adquiriu o negócio de masterbatches sólidos da Basf, com o qual solidificou sua presença no mercado de especialidades, passando a fabricar concentrados coloridos, aditivados, brancos e pretos das linhas Sicolen, Euthylen, Lufilen, Luprofil, Sicostyren e Sicoplast.

A empresa possui duas plantas: a matriz, em São Bernardo do Campo-SP, e a filial, em Indaial-SC, inaugurada em 2003 para produzir grandes lotes de compostos, resinas tingidas e masters. São 35 anos de existência, durante os quais desenvolveu mais de 50 mil cores.

Em alta – Todos esses lançamentos não são por acaso. Segundo estimativa de Schumacher, o mercado de masterbatch cresceu mais do que a indústria de resinas, no ano passado, pois a venda dos concentrados avançou entre 6 % e 7% entre 2005 e 2006. Para efeito de comparação, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), a produção de resinas termoplásticas apresentou aumento de 4,65%, no mesmo período.

Um trampolim para o aumento do segmento de concentrados, para Schumacher é o segmento de aditivos. “Apesar de pouco explorado no Brasil, esse setor evolui a uma taxa média anual de 12%.” Por isso, um dos pontos altos da empresa tem sido a linha de aditivos. Os investimentos mais recentes se destinaram ao fortalecimento do portfólio desse tipo de produto. Uma novidade é o master para proteção ultravioleta para filmes agrícolas. “Os aditivos UV da Macroplast são formulados de acordo com o tipo de cultura à qual o filme ficará exposto, prolongando sua vida útil”, ressalta.

Na opinião de Corinto de Bem e Canto, da Beplast, o mercado sofreu mudanças significativas ao longo dos anos. Há cerca de sete anos, havia grande interesse por cores básicas de alto valor agregado. No entanto, em decorrência do grande número de novos fabricantes, esse diferencial se difundiu, obrigando o profissional do ramo a buscar outras inovações. “O diferencial está em aplicações técnicas de alta exigência”, explica. De acordo com Gonzaga, da Coreplas, o interesse no segmento tem relação com a escassez de produtores desse tipo de master. Ele diz que o mercado de concentrado está muito pulverizado, obrigando o fabricante a ofertar produtos técnicos. Em tempo, o preço do master de engenharia é de três a quatro vezes mais caro do que o tradicional.

Tendências – A ascensão das resinas consideradas ecologicamente corretas já tem reflexo entre os fabricantes de concentrados. Segundo a maioria dos profissionais do ramo, os produtos compatíveis com esses veículos figuram como uma expressiva tendência. “O mundo vem demonstrando grande preocupação com o ambiente, fazendo as empresas direcionarem parte de seus desenvolvimentos nesse sentido”, comenta Schumacher. A Macroplast é um exemplo, pois apresentou um produto antichama sem halogênios. Monsó, da Resimax, estima que os fabricantes de master tendem, cada vez mais, a produzir materiais menos agressivos ao meio ambiente. Para ele, não se trata de modismo. “Novas resinas vão entrar no mercado e o fabricante do concentrado tem de acompanhar”, comenta.

Plástico Moderno, Paola Bianchi, analista de marketing, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica
Para Paola, empresa investe na América Latina

Esse é o caso da parceria entre a Bevi-Plastic Artefatos Plásticos, localizada em Mairinque-SP, e a Basf. O desenvolvimento feito em conjunto também com a Corn Products Brasil resultou no lançamento do Ecobras, um plástico de fonte renovável e compostável, resultado da combinação entre o Ecoflex (plástico biodegradável e compostável da Basf) e um polímero vegetal à base de milho. “O master utilizado é ecologicamente correto, porque é biodegradável”, explica o diretor da Bevi-Plastic, Ítalo Salussolia. Segundo ele, o produto tem aprovação do Food and Drug Administration (FDA) e conta com selo ecológico.

A escolha pela Bevi-Plastic não se deu à toa. A empresa é especialista em masterbatch para resinas de alto desempenho e se coloca como um fabricante com vocação para desafios. Como prova dessa postura, Salussolia anuncia estar pesquisando uma pigmentação natural, a partir de fontes como sementes. De concreto, ele garante sua entrada no segmento de concentrados de aditivos.

Desde 1988 no segmento de concentrados de cor, a Bevi-Plastic possui cerca de 15 mil cores catalogadas.

Plástico Moderno, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica
Master antifog reduz a tensão superficial do filme plástico

O foco principal é o mercado de plástico de engenharia. “A minha planta se destina a pequenos e médios volumes”, explica Salussolia. Os masters são fabricados e veiculados nas mesmas resinas a serem aplicadas, a fim de evitar a incompatibilidade com os mesmos.

Para Salussolia, os fabricantes devem estar em linha com o cliente para atender às exigências particulares de cada um. Para ele, as empresas devem ter em mente que o mercado, de forma geral, visa reduzir os custos e, por isso, tendem a demandar mais concentrados para cores em tons pastel.

Um outro caminho proposto por ele se refere ao lançamento de produtos funcionais. “Poderia ser fabricado um master que muda de cor, com a influência da temperatura, para colheres infantis”, exemplifica.

[toggle_simple title=”Empresa lança concentrado de aditivo para PU e PA” width=”Width of toggle box”]

Inicialmente desenvolvidos com poliolefinas, como PP e PE, mas já em fase de testes com poliamidas e poliuretanos, os aditivos para marcação a laser da Cromex, compostos com mineral, e apresentados na forma de masterbatches, também foram destaque no rol das novidades da Brasilplast.

Contemplando o setor de filmes para fraldas e absorventes higiênicos descartáveis, a empresa também desenvolveu em masterbatch um composto de PEBD, acrescido de mineral, inovação que torna os filmes “respiráveis”, uma vez que microfuros, visíveis ao microscópio, presentes em toda a estrutura dos filmes, irão propiciar a liberação de odores.

De acordo com outra inovação da Cromex, filmes de PE também poderão contar com propriedades similares às dos papéis para imprimir e escrever. Trata-se de novo aditivo composto de PE acrescido de mineral. Apresentado ao mercado também na forma de masterbatch, propicia à superfície do filme aceitar impressões a jato de tinta e a laser.

Um novo agente desmoldante para moldes de injeção e sopro também foi alvo das mais recentes novidades da empresa. Trata-se de aditivo em masterbatch, composto de PE ou de PP, e desenvolvido com a finalidade de facilitar a extração de peças com geometrias mais complexas.                             Rose de Moraes

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