Máquinas e Equipamentos

28 de novembro de 2017

Termoformadoras: Técnica de transformação conquista aplicações com baixo custo operacional

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Plástico Moderno, Máquina de alta produção, fornecida pela Kiefel

    Máquina de alta produção, fornecida pela Kiefel

    Comparado a 2016, mostra-se um pouco mais aquecido neste ano o mercado dos equipamentos para temorformagem, Isso não enseja comemorações, pois o ano passado foi muito ruim para toda a economia nacional. Na origem desse resultado menos ruim, aparecem tanto os sinais de uma conjuntura ligeiramente mais aquecida, quanto a evolução da tecnologia da termoformagem, oferecendo máquinas mais eficientes e mais produtivas, capazes de atrair potenciais clientes. Da mesma forma, é notável o avanço dos produtos termoformados sobre nichos antes ocupados por outras matérias-primas que não o plástico, ou de outros processos de transformação de resinas.

    Um dos mercados nos quais a termoformagem ganha espaço é a produção de embalagens de alimentos, substituindo em escala crescente o uso de materiais como polpa de celulose ou papelão nas embalagens de frutas e ovos, por exemplo. “Também observamos as caixas de papelão de alimentos congelados migrando pouco a pouco para as bandejas termoformadas feitas de polipropileno”, ressalta Paulo Lakatos, diretor comercial da Eletro-Forming, empresa cujo portfólio inclui equipamentos para termoformagem de bobinas – utilizadas na produção de embalagens – e de chapas.

    Lakatos visualiza potencial de uso dessa técnica também na produção de embalagens de alimentos feitas com plásticos, a exemplo de PET-PCR, PET expandido, TPO, filme de PET-PE, PBT, PP, PSAI, entre outros. “Muitos desses materiais terão aplicações relevantes no futuro, por exemplo, para embalagens plásticas que vão a fornos domésticos, para barreiras contra gases para conservação dos alimentos, e nas cápsulas de café”, detalha.

    Plástico Moderno, Máquina da Brawel aplica vácuo para incrementar a transformação

    Máquina da Brawel aplica vácuo para incrementar a transformação

    Também o vacuum forming – processo de termoformagem de chapas feito com o reforço da pressão a vácuo – amplia o campo de uso dessa tecnologia, até mesmo associando-a a outros gêneros de transformação de plástico: “Já há vending machines (máquinas de venda automática de produtos), com a parte superior injetada soldada a uma parte inferior feita por vacuum forming, bem como purificadores de água com o reservatório de vacuum forming soldado a peças injetadas”, relata André Bordignon, diretor-técnico da Brawel (empresa focada na produção de equipamentos para vacuum forming).

    Nos Estados Unidos, prossegue Bordignon, o vacuum forming gera ainda diversos outros produtos por enquanto pouco comuns no Brasil, como pequenas piscinas infantis e produtos para datas promocionais, entre outros. “O ciclo de vida dos produtos é hoje muito mais curto, e é mais complicado pensar em máquinas enormes e em desperdiçar ferramental de injeção”, ele diz. “Os equipamentos Router CNC também alavancaram bastante o vacuum forming, pois baratearam e agilizaram o acabamento”, acrescenta o diretor da Brawel, referindo-se a um gênero de equipamentos que integra em uma só operação várias etapas de usinagem e acabamento de peças (e que a Brawel também produz).

    E não para por aí o movimento de uso de peças termoformadas como alternativas a produtos antes fabricados com outras matérias-primas ou tecnologias: “Agora, usa-se termormagem também para peças antes feitas de plástico reforçado com fibra de vidro, como partes internas de ambulâncias e algumas carenagens de tratores (na termoformagem são feitas, respectivamente, de ABS e PC)”, relata Rui Katsuno, diretor da MFT, fabricante de equipamentos para as mais diversas aplicações da termoformagem.

    Velocidade e energia – O emprego mais intenso de resinas hoje pouco utilizadas no Brasil – como C-PET e BOPS (poliestireno biorientado) –, também contribuirão para ampliar o mercado dos produtos termoformados, prevê Patrick Claassens, diretor da Kiefel (empresa que comercializa no país equipamentos para diversos processos de termoformagem fabricados na Alemanha). “Com C-PET, podem ser feitas embalagens que resistam a fornos até 220°C e, com BOPS, bandejas para frios e queijos”, especifica.

    Plástico Moderno, Modelo HF-750 Tilt II gira o molde para empilhar o produto formado

    Modelo HF-750 Tilt II gira o molde para empilhar o produto formado

    A Kiefel, conta Claassens, atualmente comercializa um equipamento, denominado T-IML, que permite transpor para o universo das embalagens termoformadas o processo do in-mould labelling (já usual em peças injetadas). “Além de mais produtivo, o in-mould labelling permite um acabamento de melhor qualidade”, destaca. Também na área das embalagens, a empresa recentemente lançou um equipamento para a produção de cápsulas de café. “Na última feira K, lançamos nossa família de produtos KMD Power, cujas máquinas são compatíveis com os moldes de outros fabricantes de máquinas”, diz.


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