Máquinas e Equipamentos

Máquinas – Sopradoras – Economia aquecida eleva procura por máquinas com maior produtividade

Jose Paulo Sant Anna
27 de novembro de 2007
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    A boa experiência da Farmaplast com seus fornecedores de equipamentos a leva a escolher, na hora da compra, as mesmas marcas que já possui. “Nossos clientes exigem muita qualidade e temos conseguido bons resultados com as máquinas que dispomos”, resume Bobadilla.

    No caso das de injection-strech-blow para PET, a preferida é a japonesa Aoki. “Temos uma parceria muito grande com a Aoki. Todos os moldes usados nas máquinas são feitos pela empresa no exterior”, revela. Segundo o gerente, o custo da importação das ferramentas exige um investimento elevado, mas o custo/benefício vale a pena. “As ferramentarias nacionais deixam a desejar”, lamenta.

    Ele garante que o benefício acaba sendo repassado também para os clientes sem custos adicionais no caso de assinaturas de contratos de fornecimento que valham o esforço. Quando o assunto é a compra de máquinas de sopro convencionais, Bobadilla não deixa dúvidas. “Se houver uma compra, será da Bekum”, afirma.

    Com 230 funcionários, a Greco & Guerreiro vai completar dezoito anos de existência em janeiro. Localizada no município de Morungaba-SP, a empresa surgiu como fabricante de produtos de limpeza. Na época, com dificuldades de adquirir embalagens, acabou verticalizando sua linha de produção. Não demorou muito e a empresa acabou se tornando produtora de embalagens.

    Hoje, a empresa conta com 30 máquinas de sopro, com capacidade instalada para transformar 700 toneladas por mês de peças desde 15 mililitros a 20 litros. “Em torno de 95% de nossos clientes são empresas fabricantes de produtos de higiene e beleza, mas também fazemos alguns produtos para os setores alimentícios e de óleos lubrificantes”, explica Alcides Guerreiro, sócio-proprietário da empresa.

    Para Guerreiro, a Greco & Guerreiro deve fechar o ano de 2007 com crescimento razoável, apesar de viver momentos de oscilação. O cenário permitiu a aquisição neste ano de cinco novas máquinas. E os investimentos devem prosseguir em ritmo semelhante em 2008. Os equipamentos são utilizados tanto para a ampliação da produção quanto para a substituição dos modelos mais antigos por outros com melhor produtividade. “Nossa máquina mais antiga vai completar sete anos. Com o aumento de desempenho dos modelos mais novos, a longevidade do equipamento está bem menor”, justifica.

    Na hora de adquirir um equipamento de sopro, Guerreiro não claudica. “Hoje, 100% de nossa linha industrial é formada por máquinas da Pavan Zanetti”, informa. O porquê da escolha? “Nós prezamos muito o relacionamento e a assistência técnica que a empresa nos dá. Temos uma parceria histórica”, resume o sócio-proprietário.

    Caso a caso – Muitas transformadoras, embora possam até contar com alguma simpatia em relação a determinadas marcas de equipamentos, na hora da compra preferem analisar os modelos disponíveis no mercado com muita atenção antes de tomar qualquer decisão. Uma delas é a Unipac, criada em 1966 como uma divisão do grupo Jacto, especializado em equipamentos agrícolas, e que se transformou em empresa independente em 1976.

    Atualmente, ela conta com cerca de 900 funcionários e 126 máquinas de transformação de plástico. Possui, ao todo, três unidades fabris instaladas no Estado de São Paulo, nos municípios de Pompéia, Regente Feijó e Santa Bárbara. Sua especialidade é a produção de soprados dos mais variados volumes, de frascos de 50 ml a tanques de 5,5 mil litros. Tem como especialidade a produção de embalagens para as indústrias agroquímica, fotoquímica, de limpeza e alimentícia, entre outras.

    A empresa não reclama do atual momento por que passa. Em 2007, estima contar com faturamento 11% superior ao do ano passado. “Já tínhamos feito investimentos fortes em 2006, com a aquisição de sete novas sopradoras, que foram instaladas esse ano. Para 2008, devemos repetir a compra”, revela o vice-presidente, Marcos Antonio Ribeiro.

    Como produz uma ampla gama de peças, a escolha das marcas das máquinas varia caso a caso. “Para determinadas operações, não existem no Brasil fabricantes das máquinas que necessitamos”, revela Ribeiro. Entre as importadas, as marcas preferidas são a italiana Techne, a alemã Cautex e a americana Cincinatti. A escolha também é feita a dedo nas categorias de máquinas nas quais os fabricantes nacionais participam da concorrência. “Temos boas marcas no Brasil”, avalia Ribeiro.

    Há trinta anos no mercado, a Poly-Blow conta com 135 funcionários e é especializada no sopro de embalagens para os setores químico, farmacêutico e veterinário, entre outros. A empresa, situada em São Bernardo do Campo-SP, tem como diferencial a linha de embalagens biodegradáveis Poly-Bio, lançada no ano passado e que permite a produção de frascos de PEAD, PEBD e PP, soprados ou injetados. O lançamento rendeu à empresa o prêmio Word Star 2006, organizado pela Word Packing Organization.

    “O ano podia ser melhor”, analisa Perez. O aquecimento do mercado interno, para a Poly-Blow, não foi intenso o suficiente para compensar as dificuldades que a empresa enfrenta para exportar, problema causado pela desvalorização do dólar. De qualquer forma, a empresa importou este ano um equipamento para operações de injection-blow. Sem revelar maiores detalhes sobre a máquina e também sobre a infra-estrutura da empresa, Perez explica que o equipamento, por enquanto, foi suficiente para atingir capacidade instalada satisfatória.



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