Máquinas e Equipamentos

Máquinas – Sopradoras – Economia aquecida eleva procura por máquinas com maior produtividade

Jose Paulo Sant Anna
27 de novembro de 2007
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    Como as soluções técnicas continuam sendo incorporadas nas máquinas, suas vidas úteis se tornam a cada dia mais curtas para os transformadores que queiram se manter competitivos. É lógico que o custo/benefício da substituição de um equipamento deve ser avaliado caso a caso; e depende de quesitos como os níveis de produção necessários para a transformadora, capacidade de investimento e outros. Mesmo nos casos nos quais a substituição se mostre muito vantajosa, nem sempre ela é possível. A compra pode ser atrapalhada por fatores como as dificuldades de financiamento enfrentadas por empresas que não se encontram em dia com o pagamento de impostos.

    Ainda no campo da tecnologia, vale a pena ressaltar que sopradoras com diferentes propriedades são procuradas de acordo com os clientes atendidos pelas transformadoras. As empresas com atuação mais versátil, que atendem a vários clientes, optam por equipamentos mais flexíveis, com capacidade, por exemplo, de efetuar rápidas trocas de molde. No caso das empresas que atuam para um cliente só ou verticalizam suas produções, a busca é por unidades com ciclos mais rápidos.

    Maior do mundo – O Brasil é um dos países onde atua a Amcor PET Packaging, multinacional de origem norte-americana. A empresa afirma ser a maior transformadora do mundo do ramo de embalagens PET. No Brasil, mantém oito unidades de produção, quatro instaladas dentro das fábricas de clientes e quatro independentes, uma delas a maior do gênero instalada no Hemisfério Sul.

    Plástico Moderno, Rodolfo Salles, gerente de engenharia e desenvolvimento da Amcor, Máquinas - Sopradoras - Economia aquecida eleva procura por máquinas com maior produtividade

    Salles: tecnologia e relacionamento pesam na hora da escolha da marca

    Entre as marcas atendidas, se encontram nomes como Coca-Cola, Kraft Foods, Hellmann’s e Unilever. “Somos a única empresa do Brasil com patente de tecnologia de envase a quente, aplicada para embalar produtos como maionese e bebidas energéticas, como o Gatorade”, informa Rodolfo Salles, gerente de engenharia e desenvolvimento da Amcor.

    De acordo com Salles, não está sendo fácil equipar as plantas da empresa para poder acompanhar a crescente demanda dos clientes. “Temos investido vários milhões de dólares nos últimos anos e tudo indica que vamos continuar em um ritmo forte no ano que vem”, informa sem revelar números. O motivo dessa estratégia tem sido o aquecimento da economia. “Nos últimos anos, estávamos trabalhando com previsão de crescimento vegetativo de 6% ao ano, mas a demanda tem crescido acima dos 10%”, diz.

    Na hora de comprar as máquinas necessárias para a ampliação da Amcor, segundo Salles, a empresa faz diversas análises. “No nosso caso, não podemos pensar de maneira isolada. Precisamos levar em conta toda a infra-estrutura da fábrica, todos os equipamentos periféricos que vão trabalhar em conjunto com a sopradora”, diz.

    O raciocínio vale tanto para as peças sopradas com a tecnologia injection-blow quanto para as de sopro convencional. No caso da fabricação de embalagens para produtos alimentícios, o equipamento precisa levar em conta detalhes como a precisão da pressão do ar soprado. Para evitar contaminações, o ambiente também tem de estar isento de partículas de óleo.

    Os fornecedores capazes de oferecer equipamentos apropriados para a operação da Amcor são fabricantes instalados no exterior. “Entre os quesitos básicos que procuramos ao investir na compra de máquinas se encontram a plataforma tecnológica, a capacidade de serviços de assistência técnica, a experiência que temos com a marca tanto no Brasil quanto em nossas fábricas no exterior e a relação de confiança que temos com os fornecedores”, resume Salles. As marcas com as quais a empresa investe com assiduidade são a alemã Krones e a francesa Sidel, no caso dos processos de injeção e sopro, e as japonesas Aoki e ASB, quando a aquisição é de sopradoras de um único estágio.

    Fiéis às marcas – O cliente satisfeito volta sempre. A velha máxima vale também para o mercado de sopradoras. Algumas transformadoras, que mantêm relacionamento antigo com fornecedores de máquinas, quando pensam em adquirir um novo modelo não escondem a preferência pelas marcas nas quais confiam.

    Plástico Moderno, João Carlos Bobadilla, gerente de qualidade da transformadora Farmaplast, Máquinas - Sopradoras - Economia aquecida eleva procura por máquinas com maior produtividade

    Bobadilla: relacionamento com Aoki gera bons resultados

    Um exemplo é o da Farmaplast, transformadora há 31 anos no mercado. A empresa, com 55 funcionários, atua principalmente no ramo da indústria farmacêutica, embora também forneça embalagens para as indústrias cosmética e alimentícia. Especializada na produção de frascos com volumes de 10 a 150 mililitros, ela transforma PET e polietileno.

    Em sua planta, localizada em Cotia-SP, a transformadora conta com duas linhas de produção, uma formada por máquinas de injection-strech-blow e outra por sopradoras convencionais. Ao todo, produz cerca de 3 milhões de embalagens por mês, das quais 6 milhões são de PET.

    Os bons ventos da economia também têm incentivado a Farmaplast a investir. “Hoje, nosso foco principal se encontra na expansão da linha de máquinas voltadas para a produção de embalagens em PET”, informa Bobadilla. Hoje, a empresa dispõe de três equipamentos do gênero para transformar essa matéria-prima. Já foi definida a compra de um quarto para o próximo ano.

    A expectativa é de comprar outras duas unidades, uma para 2009 e outra para 2010, o que dobrará o número atual dessas máquinas na fábrica da empresa. “Em relação às máquinas convencionais não temos nenhuma aquisição definida, se fizermos alguma compra será para substituir uma mais antiga”, diz o gerente. Hoje, ao todo, a empresa conta com oito sopradoras convencionais.



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