Máquinas – Injetoras – Transformador nacional é obrigado a se modernizar para não fechar as portas

Plástico Moderno, Máquinas - Injetoras - Transformador nacional é obrigado a se modernizar para não fechar as portas

PM – Na Brasilplast 2007, foi possível observar a preocupação e o destaque dos fabricantes nacionais e estrangeiros em relação ao comando das máquinas. A tecnologia de injeção chegou a um ponto em que os principais avanços virão dos comandos? Esse será o diferencial entre as marcas? 
Santos – Os comandos são reflexos do desenvolvimento da eletrônica embarcada. A cada ano, apresentam mais evoluções tecnológicas, e o próprio mercado espera por isso. Muitos transformadores questionam até que ponto seus funcionários estão aptos a utilizar todos os recursos que o comando oferece. Nesse quesito, o transformador brasileiro também tem mais um ponto favorável, porque pode contar com apoio e treinamento de sua mão-de-obra, assim como assistência em tempo real.

Urakawa – Os comandos influenciam bastante no processo como um todo. A velocidade de resposta dos controladores é muito importante, pois contribui para uma maior precisão de controle do processo.

PM – As grandes marcas mundiais também estão focando seus lançamentos em equipamentos mais compactos e de reduzido consumo energético para enfrentar os asiáticos e conquistar o mercado nacional?
Santos – O consumo de máquinas compactas é uma tendência mundial. São máquinas de uso geral para os transformadores de plásticos.

Piazzo – Considerando a atual situação de mercado e câmbio, o momento exige mudanças por parte dos fabricantes nacionais, tanto no processo de fabricação dos equipamentos quanto na incorporação de tecnologia, a fim de reduzir custos e agregar tecnologias que resultem em vantagens econômicas aos clientes. E isso é muito difícil a curto prazo. Um dos problemas é a rápida e fácil penetração de fabricantes de origem chinesa no mercado brasileiro, alguns com instalações e montagem local de máquinas. Por isso, os fabricantes nacionais devem buscar um desenvolvimento acelerado a fim de competir de forma mais favorável com os equipamentos importados de baixo custo.

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Cardenal – Certamente os asiáticos influenciam o mercado mundial, mas não a ponto de determinar mudanças nos desenvolvimentos das grandes marcas. O design mais compacto é fruto da evolução tecnológica e atende à necessidade de também baixar o custo da injetora.
No Brasil, ocorreu uma segmentação com relação aos asiáticos. Alguns transformadores, que utilizaram este tipo de injetora, após uma análise do custo/benefício, voltaram a comprar máquinas de primeira linha. Outros se adaptaram às limitações para determinada linha de produtos. Já os fabricantes nacionais estão procurando se ajustar à nova realidade. Alguns fizeram acordos com fabricantes asiáticos e passaram a representá-los no Brasil.

PM – As vendas de injetoras elétricas estão em crescimento em virtude do aumento da escala e redução de custos? Como está esse mercado?
Piazzo – O mercado para máquinas 100% elétricas está muito bom este ano. Obtivemos um grande crescimento comparado ao mesmo período de 2006.

Urakawa – A consolidação da tecnologia mudou e vem mudando o mercado. Além da considerável economia de energia, há também o apelo ambiental. A quantidade reduzida, quando não ausente, de óleo hidráulico permite um ambiente de trabalho mais adequado para a moldagem de peças que exigem locais limpos.

PM – Em quais segmentos as injetoras elétricas avançaram mais em 2007?
Piazzo – No de peças com alta tecnologia incorporada. Porém, há bons resultados nos setores automotivo, de embalagens, médico-hospitalar, entre outros.

PM – O parque transformador nacional está obsoleto?
Santos – O parque possui um número grande de máquinas obsoletas. Em geral, o transformador compra uma injetora nova, mas não descarta a antiga, que continua produzindo.

Urakawa – O Brasil é um grande mercado e há transformadores com os mais variados tipos de máquinas. Alguns possuem injetoras com mais de quinze anos, enquanto outros têm máquinas de última geração. Acredito que estamos migrando cada vez mais para um parque transformador com maior produtividade. O mercado global exige esta condição. Aqueles que pretendem explorá-lo devem começar a se preparar para a nova realidade.

PM – Quais os principais problemas do setor?
Urakawa – Os altos impostos são, com certeza, um grande entrave para o desenvolvimento e a modernização do parque de máquinas injetoras no Brasil.

 

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