Máquinas – Injetoras – Transformador nacional é obrigado a se modernizar para não fechar as portas

Na avaliação de Cardenal, se o dólar continuar estável e no patamar em que se encontra, haverá volume razoável de investimentos em 2008. “Será um ano tão bom quanto 2007.”

De acordo com Santos: “O consumo de máquinas compactas é uma tendência mundial.” Em 2007, a Romi consolidou a Série Prática, com o lançamento do modelo 380. “Em breve, colocará no mercado a Prática 450”, diz. A Romi lançou ainda a Primax 1300 R e a 1500 R (duas opções de injetoras de grande porte) e a Primax R Multicomponentes, que completam o portfólio de produtos. A empresa lançou no ano passado a Série Prática, com equipamentos de menor porte, com força de abertura desde 40 até 380 toneladas, alta tecnologia, com excelente relação custo/benefício e pronta entrega.

Destaca ainda o serviço gratuito de Diagnóstico Remoto. “Por meio de modem, é possível checar remotamente um eventual erro em qualquer máquina que esteja conectada ao sistema telefônico. Atualmente, 62% dos chamados são resolvidos por telefone, o que permite colocar a injetora em operação num prazo muito reduzido.”

As mudanças tecnológicas na linha da Himaco têm por objetivo, entre outras coisas, baixar custos e facilitar a produção do equipamento, sem comprometer a qualidade, segundo o fabricante. “Todo desenvolvimento leva em conta ainda a redução do consumo energético. A injetora híbrida, lançada em 2006, baixou esse índice em cerca de 30%”, afirma Heinen. A empresa comemora a boa aceitação da linha Átis apresentada na Brasilplast, com 150 e 160 toneladas de força de fechamento. “Foram vendidas 70 unidades desde maio. A expectativa é de vender mais 40 máquinas até janeiro.” De acordo com Heinen, as demais linhas estão sendo atualizadas com o mesmo padrão. “Algumas das mudanças mais significativas foram o bloco hidráulico, cujas válvulas garantem maior repetibilidade e precisão na injeção, e o novo CLP com mais recursos eletrônicos, operação simplificada e tela para visualização de até oito linhas.”

Setor põe custo/benefício na berlinda

Nacionais ou estrangeiros, todos os fabricantes de injetoras para moldagem de peças plásticas afirmam oferecer o “melhor custo/benefício” em seus segmentos de aplicação. Para o transformador, o repetido chavão muitas vezes é uma incógnita. O que realmente garante a uma injetora o melhor custo/benefício? Quais critérios devem ser avaliados no momento de bater o martelo e concluir investimentos tão expressivos?

Num mercado extremamente competitivo e pulverizado, onde a variação de preço entre máquinas com a mesma tonelagem supera 40%, responder a essas e outras questões não é nada fácil. Por isso, Plástico Moderno ouviu representantes do setor e reuniu algumas respostas. Foram entrevistados o diretor-presidente das Indústrias Romi, Livaldo Aguiar dos Santos; Marcio Urakawa, do departamento de vendas da Sunnyvale; o gerente-comercial da Himaco, 0; o gerente-comercial da Milacron, Hercules Piazzo; o engenheiro de vendas da Battenfeld do Brasil, Marcos Cardenal; e o diretor-presidente da HDB, Herbert Buschle.

Plástico Moderno – Caso o Sr. fosse um transformador e não um fabricante de máquinas, o que levaria em consideração no momento de definir a compra de uma injetora?
Santos – O pré e o pós-venda. Em um bem não-durável, de baixo valor, esse tópico já é muito significativo. No caso de uma injetora de plástico, que é um investimento importante para as empresas e deve dar alto retorno, é preciso levar em consideração não somente o preço, mas também o suporte antes e depois da venda em si. Além, claro, da qualidade do produto adquirido.

Urakawa – payback, retorno do investimento, é fundamental na decisão. Avaliaria também a qualidade do equipamento, incluindo parâmetros como precisão, repetibilidade e longevidade, além do tipo de produto a ser produzido. Esse critério já restringiria o número de potenciais fornecedores. O objetivo da aquisição também tem de ser considerado a fim de definir qual a melhor opção no mercado.

PM – O Sr. acha que o transformador nacional faz essas considerações?
Urakawa – Creio que todos fazem, porém, o preço ainda é o fator que mais conta na decisão. O cenário incerto da economia também acaba por influenciar. Atualmente, a economia dá sinais de crescimento mais robusto e duradouro. Com a valorização do real, o preço de máquinas e equipamentos importados está mais competitivo. Com este horizonte, se nenhuma grande surpresa ocorrer, provavelmente o volume e a qualidade das máquinas compradas devem se elevar.

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Santos – Inicialmente o preço da máquina importada da Ásia impressionava pelo baixo custo. Mas o transformador já analisa de forma diferente porque as máquinas de baixo custo nem sempre são a melhor opção de investimento a médio e longo prazos. O empresário passou a avaliar não só o custo do equipamento, mas o suporte antes e após realizar a compra. Na Romi, é possível testar a operação da injetora antes da aquisição. Basta levar um molde e produzir o que for preciso.

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