Máquinas – Injetoras – Transformador nacional é obrigado a se modernizar para não fechar as portas

Fundada em 2005, a 9Injet fornece peças para os segmentos de eletrodomésticos e linha branca em geral, e tem capacidade para processar 500 t/mês. Entre os principais avanços das injetoras, Lautenschleguer cita os parâmetros relativos à garantia do processo, segurança e redução do consumo energético. “Tais mudanças atendem às expectativas dos nossos clientes, dos funcionários em virtude da segurança e meio ambiente e dos acionistas com a redução de energia elétrica e grande repetibilidade com baixo índice de rejeição.”

Ressalta ainda a evolução nos comandos. “Os avanços tecnológicos são intrínsecos aos comandos. A interface homem/máquina é extremamente necessária para facilitar os meios de produção.” Em meados de janeiro de 2008, a 9Injet pretende colocar em operação uma ferramentaria para a construção de moldes de médio e grande portes, além de nova planta para a injeção de peças plásticas. “O mercado é amplo, mas as indústrias precisam aprimorar o planejamento técnico, para ganhar produtividade e eliminar perdas. Não vejo empresas obsoletas ou estagnadas e sim mal geridas.”

Na avaliação de Lautenschleguer, os empresários nacionais precisam também investir mais no treinamento de seus colaboradores. “O mercado está carente de pessoas com boa formação técnica em plástico. Conhecimento é fundamental para que um molde ou uma injetora tenham vida longa. Não podemos nos abater perante os concorrentes, sejam eles nacionais ou estrangeiros. A busca de uma empresa fincada na excelência de serviços associada a uma redução de custos internos, com certeza, proporciona ao cliente final um trabalho de qualidade ímpar e preços condizentes ao produto final.”

Em cenário favorável, os fabricantes avançam e superam expectativas

Mercado aquecido, vendas em elevação e boas perspectivas de negócios até o final do ano e início de 2008. Os principais fabricantes nacionais e estrangeiros de injetoras devem bater as metas de crescimento traçadas para 2007. “O ano tem sido muito positivo para a Romi. Em 2006, produzimos 307 máquinas. Neste ano, a produção de injetoras pode superar esse número”, afirma o diretor-presidente da empresa, Livaldo Aguiar dos Santos.

O gerente-comercial da Himaco, Cristian Heinen, também aposta na superação. “No atual ritmo de vendas, conseguiremos ultrapassar os números de 2006”, diz. Novos lançamentos prometem ainda aumentar o ritmo de crescimento no próximo ano. Tanto Heinen quanto Santos creditam parte do bom desempenho ao lançamento de novos modelos mais compactos. “Trata-se de tendência mundial”, diz Santos.

A última edição da Brasilplast, em maio de 2007, deu mostras dessa vertente, consolidada na Feira K, realizada em outubro, na Alemanha. As exposições evidenciaram ainda a busca pela redução do consumo energético, ampliação dos recursos de automação e aprimoramento dos comandos
eletrônicos.

Na avaliação de Santos, outra questão importante se refere à prestação de serviços. “Oferecemos assistência técnica 24 horas, pronto atendimento por telefone, grande estoque de peças de reposição, venda de peças pela internet e treinamento de operadores.”

Dessa opinião compartilha o gerente-comercial da Milacron, Hercules Piazzo. “Oferecemos treinamentos para que os clientes obtenham o melhor desempenho das máquinas. Esse tipo de ação gera resultados incríveis e altamente satisfatórios”, avalia.

De acordo com Piazzo, o volume de vendas do ano já superou os resultados de 2006. “Caminhamos rumo a um número recorde. De uma forma geral, o mercado está aquecido para equipamentos de injeção de alta tecnologia.”

As previsões para 2008 também são otimistas. “O mercado para as injetoras elétricas está em ascensão e a economia caminha de forma estável com crescimento. Não há expectativas de grandes mudanças, o que nos favorece, pois a transformação carece de tecnologia e possui um parque de máquinas na sua maioria depreciado, necessitando de reposição”, avalia Piazzo.

A Engel, representada no Brasil pela HDB, também apostou suas fichas no avanço das máquinas elétricas. O modelo 100% elétrico com colunas foi apresentado na última edição da Brasilplast, em maio. “Em 2006, os transformadores estavam preenchendo as próprias capacidades instaladas e ainda não confiavam na melhoria do mercado. Em 2007, foram obrigados a investir em novas capacidades, para não perder participação. Com isso, o ano está claramente mais ativo que o anterior”, afirma o diretor-presidente da HDB, Herbert Buschle.

Os resultados comerciais da empresa no Brasil estão entre 30% e 40% superiores. De acordo com Buschle, as perspectivas para 2008 são igualmente favoráveis. Entre os fatores negativos, cita a desvalorização do dólar perante o Euro, o que prejudica a atuação de empresas européias no mercado local. “A Engel amenizou esse impacto com preços especiais para o Brasil, que ajudam a equilibrar um pouco essa defasagem.”

Compactas – As boas perspectivas do mercado, o câmbio e o lançamento de injetora mais compacta respaldam as previsões de crescimento da Battelfeld do Brasil. “Estamos recuperando uma parcela do mercado brasileiro com um novo modelo que incorpora tecnologia hidráulica de ponta”, afirma o engenheiro de vendas, Marcos Cardenal.

A máquina possui bomba de vazão variável com controle eletrônico em closed loop. “Garante maior precisão e economia de eletricidade. Novos desenvolvimentos em sistemas de vedação tornaram a injetora mais confiável em relação a vazamentos. E o preço está bastante competitivo”, diz. A empresa já fechou um pacote de 32 unidades para o segmento automotivo.

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