Máquinas e Equipamentos

1 de janeiro de 2015

Máquinas: Fabricantes nacionais lutam para manter ritmo, apesar da economia fraca

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Máquinas: Fabricantes nacionais lutam para manter ritmo, apesar da economia fraca

    O ano de 2014 não foi uma maravilha para os fabricantes de máquinas e acessórios para plástico. Também não chegou a ser catastrófico. De acordo com o tipo de máquina oferecido e o perfil dos clientes, as empresas apresentaram resultados positivos ou negativos. Na média, foi razoável. “O ano está igual ou um pouco melhor que 2013, que havia sido bom para o setor. As vendas de injetoras e sopradoras tiveram um início de ano morno e aceleraram no segundo semestre. Já as de extrusoras, máquinas de corte e solda e periféricos foram razoavelmente boas”, informa Gino Paulucci Júnior, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

    Plástico Moderno,Paulucci: resultados deste ano são melhores que os de 2013

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    O dirigente ressalta a importância do cenário econômico para o desempenho. “O baixo crescimento não é bom para ninguém, não seria diferente para nós”. Ele faz uma ressalva. “O setor cresceu um pouco acima do PIB, atendemos setores que também cresceram mais do que o PIB”. A concorrência dos fabricantes internacionais tem influência em alguns casos. “As importações atingem de maneira desigual os fornecedores de diferentes tipos de máquinas. Alguns sofrem muito, especialmente quando o dólar está baixo”. O dirigente acredita que o atual patamar da moeda norte-americana, com as valorizações ocorridas nos últimos tempos, ficou mais próximo do adequado para a maioria das empresas. Seria bom se ainda sofresse alguma correção.

    Medidas tomadas pelo governo federal para proteger a indústria de máquinas e equipamentos, como desoneração da folha de pagamentos, redução de IPI, financiamento a juros mais adequados pelo Finame e margens de preferência obrigatórias para produtos nacionais, ainda estão em vigor e ajudam. Porém não são suficientes. “Entendemos ser necessário acabar com o ‘tripé do mal’, ou seja, juros elevados, câmbio defasado e tributos extremamente complexos e altos”.

    De qualquer forma, a expectativa de diálogo com os novos responsáveis pela política econômica do País é positiva. “As medidas citadas acima demonstram que o governo está sensível ao setor”. O fato de se iniciar novo mandato presidencial é visto com otimismo. “Teremos novos quadros ocupando cargos importantes. Que venham também as medidas necessárias para que possamos usar todo o potencial da indústria de bens de capital”.

    Para o dirigente, em termos de tecnologia, a indústria brasileira de máquinas e periféricos para a transformação do plástico não fica atrás da de qualquer outro país. “Investimos muito em inovação nos últimos anos e nos reinventamos todos os dias em nossas fábricas”. Prova da competitividade se encontra na aceitação dos equipamentos nacionais. Exportamos para todo o continente americano, incluindo Estados Unidos, além de para países da Europa, África, Oceania e Ásia. “Somos um setor maduro e moderno, em se tratando de tecnologia, e competitivo, se trabalharmos com taxas civilizadas de câmbio”.

    A Abimaq não informa dados específicos sobre as vendas de máquinas e equipamentos para o setor de plástico. Ao comparar esse nicho de atuação com o setor como um todo, esse nicho teve melhor desempenho. Dados da associação revelam que no acumulado até outubro, o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos, considerando todos os setores da economia, caiu 15,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. Quando comparado com setembro, apresentou aumento de 6,9%. A expectativa é de queda de 10% no ano em relação a 2013.

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    Injetoras e sopradoras, parte I – O desempenho nada entusiasmante da economia e a redução da confiança do empresariado brasileiro não ajudou a Romi, maior fabricante nacional de máquinas para transformação do plástico. No mercado desde 1930, a empresa produz injetoras e sopradoras. De acordo com William dos Reis, diretor da unidade de negócios de máquinas para plásticos, o cenário causou redução na previsão de crescimento das vendas. “O baixo crescimento do PIB afeta diretamente as indústrias de bens de capital, pois os empresários deixam de investir no aumento da capacidade produtiva”, afirma.

    Nem todas as notícias foram negativas. “As vendas no Brasil, tanto de injetoras como de sopradoras, não apresentaram crescimento, porém tivemos aumento no volume de injetoras exportadas para a Europa”. Uma particularidade: entre as sopradoras, o segmento de máquinas para PET vive melhor momento. Tem havido migração de muitas embalagens de sopro convencional para as feitas com PET em diversos segmentos, como o de produtos de limpeza.

    Outro aspecto positivo se concentra na maior aceitação das máquinas brasileiras no mercado interno em relação ao verificado nos últimos anos. “A entrada de máquinas asiáticas no Brasil tem diminuído”. Para Reis, quando o empresário analisa o custo estendido dos equipamentos importados, considerando manutenção, produção e baixo valor de revenda do equipamento importado, percebe que há vantagem em investir nos modelos fabricados por aqui.


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      1. carlos

        bom dia, qual modelo da injetora voces tem? quero montar uma fabrica de cabide,injetora para cabide de plastico voces tem? carlos obrigado



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