Máquinas e Equipamentos

Máquinas – Fabricante local luta contra medo da crise, concorrência asiática e made in China meio disfarçado

Marcio Azevedo
20 de abril de 2009
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    Maristela acredita que a realização da Brasilplast ajudará a melhorar o panorama de negócios no país. O maior evento da indústria do plástico, segundo ela, sempre movimenta a economia. “Quando o cliente vê as máquinas, os indecisos ficam tentados a comprar e acabam se decidindo”, crê a presidente. Além disso, na ocasião da feira, os expositores se esforçam para oferecer condições melhores de financiamento, e há mais oportunidades para convencer o cliente das habilidades técnicas das máquinas, quer no próprio local de realização do evento, quer nas fábricas próximas de São Paulo, que muitas vezes estão à disposição da curiosidade dos visitantes da Brasilplast. “É uma oportunidade a mais criada em uma época difícil para os negócios”, diz Maristela.
    A feira também é um bom palco para as comparações entre as máquinas brasileiras e as produzidas no exterior. Para a presidente da CSMAIP, o competidor brasileiro tem capacitação para construir máquinas tão qualificadas quanto as estrangeiras, mas o mercado local não paga por isso. O cliente brasileiro, entretanto, quando compara a máquina nacional com a estrangeira, se atém às qualidades da máquina importada para justificar o preço que paga, mas não aceita pagar um preço mais salgado por uma máquina brasileira que tenha as mesmas características. Falta a definição pelo que se busca: preço ou qualidade. Maristela cita o caso de uma máquina da Maqplas, produzida há algum tempo e, atualmente, mais direcionada à exportação. Um modelo similar é fabricado para o mercado interno, mas a empresa se viu obrigada a simplificar o equipamento e reduzir seu custo, pois a clientela nacional comparava a máquina com outros equipamentos brasileiros de menor qualidade, e reclamava do preço, sem atinar para a melhor qualidade, acabamento e materiais empregados na fabricação. “Não é que o produtor brasileiro não saiba fazer, é que não há comprador”, explica a dirigente da CSMAIP.

    Adeus não, até logo – 
    Depois do terceiro mandato à frente da câmara setorial de plástico, Maristela está de saída. Ela também já havia sido diretora de financiamento da Abimaq, mas afirma estar cansada, após ser conduzida à presidência da Câmara graças à renúncia de Giordano Bruno, o então presidente. O momento da condução, segundo ela, não era o mais adequado para as suas necessidades e, depois de muitos anos como dirigente da associação, está na hora de dar maior atenção à Maqplas e à vida pessoal – o que inclui curtir uma nova fase como avó. “Pretendo continuar ajudando no que puder, participarei das reuniões, mas, a princípio, é um ponto final na minha história como dirigente da Abimaq”, sentencia.

     

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