Máquinas – Extrusoras – Diferencial competitivo nas embalagens flexíveis, as co-extrusoras avançam entre os transformadores

Ao escolher apenas co-extrusoras importadas, provenientes dos mesmos fabricantes que fornecem à sua matriz, o diretor busca maior rapidez e facilidade nos projetos da empresa. “Muitos dos desenvolvimentos de extrusão que fazemos estão alinhados com os da nossa matriz”, justifica. Os investimentos, a propósito, contemplam sempre a produção de filmes de múltiplas camadas.

Mas não é só isso. Também pesa na balança a necessidade de equipamentos com recursos de última geração. “Tecnologia e qualidade são critérios fundamentais”, decreta Mello. Por conta dessa postura, os aportes da empresa contemplam a compra de equipamentos por ela considerados os melhores em âmbito mundial. “As exigências dos filmes extrudados são enormes e, por conseqüência, das máquinas também.”

O diretor restringe informações sobre as máquinas em operação em suas unidades e também sobre sua produção. Porém, elogia a evolução tecnológica dos fabricantes nacionais. “Os equipamentos brasileiros tiveram um importante ganho de qualidade nos últimos anos.”

Plástico Moderno, Ademar Louzada, diretor-presidente da Spel, Máquinas - Extrusoras - Diferencial competitivo nas embalagens flexíveis, as co-extrusoras avançam entre os transformadores
Louzada investiu em co-ex de biorentação termoencolhível

Na opinião dele, o mercado de filmes está bastante competitivo. O segmento de embalagens flexíveis apresenta crescimento acima do PIB, graças ao avanço do plástico sobre outros materiais (vidro, cartão, lata etc.) e também pela migração de embalagens plásticas rígidas para as flexíveis. Mas o setor sofre fortes pressões de custos com os aumentos nos preços das resinas, reflexo da disparada nas cotações do petróleo e insumos petroquímicos. As embalagens produzidas pela Itap atendem principalmente os mercados de alimentos e de higiene e limpeza.

Biorientação – Há sete anos, Ademar Louzada, diretor-presidente da Spel, de São Paulo, acalentava planos de investir em co-extrusoras para a produção de filmes biorientados termoencolhíveis. A empresa atua com exclusividade no ramo de embalagens extrudadas para alimentos há quase trinta anos. Em 2003, o projeto saiu do papel e ele comprou a primeira máquina do gênero. No final de 2005, adquiriu outra. Ao todo, o diretor despendeu cerca de R$ 20 milhões.Ambas foram importadas da Europa (o transformador prefere não revelar detalhes do fabricante e país de origem) e permitem produzir filmes de até cinco camadas de estruturas diversas. Segundo o diretor-presidente, não existem similares nacionais. “São equipamentos de última geração, até hoje top de linha no mercado internacional”, assegura Louzada. As co-extrusoras processam, cada uma, a média de 40 quilos por hora e geram, individualmente, em torno de 30 toneladas mensais. A primeira aquisição é própria para a produção de embalagens do tipo “tripas”. A outra, além dessas, também faz sacolas (tipo bag). Os produtos oriundos desse processo são biorientados e termoencolhíveis.

As aquisições elevaram as condições de competitividade da Spel. “Hoje temos qualidade internacional, somos uma empresa padrão, referência para clientes e também para os clientes de nossos clientes”, diz Louzada. Segundo ele, os equipamentos dispõem de uma combinação de recursos que conferem diferenciais como alta porcentagem de encolhimento, mais brilho e barreira aos materiais que permite processar.

Com capacidade nominal da ordem de 300 toneladas mensais, a Spel deve mudar de endereço em 2008. A comemoração é dupla: além de ocupar área maior, para acomodar expansões, será sua sede própria. Louzada sairá dos atuais 4.500 m² para espaço de 14.000 m² construídos, em Atibaia-SP. O início das obras está previsto para o começo de 2008.

Operação ociosa – O atual quadro da transformação de embalagens flexíveis, no entender do presidente da Abief, Rogério Mani, aponta para uma capacidade ociosa em torno de 15% no geral. “As indústrias mais atualizadas estão ainda com disponibilidade de produção, porém, as que não investiram nos últimos anos estão com ociosidade ainda maior, em virtude das novas exigências de mercado.”Além da ociosidade, o setor enfrenta problemas com a importação de embalagens argentinas, peruanas, chilenas e até equatorianas, alerta o presidente da entidade. “Principalmente no caso do BOPP (polipropileno biorientado)”, destaca.

Mani prevê, para os próximos dois anos, grandes mudanças na terceira geração, com foco no fortalecimento das indústrias por meio de fusões e aquisições. “As que não entenderem que o mundo mudou estarão fora do jogo”, decreta.

 

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