Máquinas e Equipamentos

Máquinas – Extrusoras – Altas produções e recursos de ponta balizam as compras de extrusoras para tubos

Maria Aparecida de Sino Reto
27 de novembro de 2007
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    Plástico Moderno, José Roberto B. Danieletto, diretor, Máquinas - Extrusoras - Altas produções e recursos de ponta balizam as compras de extrusoras para tubos

    Danieletto: equipamento top atinge altíssima produção

    A opção pela marca alemã considerou o fato de a Nupi ter quase todo o seu parque industrial italiano equipado com máquinas da Krauss Maffei. “São equipamentos de altíssima produtividade, que atingem produção até três vezes acima da concorrência”, diz o diretor José Roberto B. Danieletto. Segundo ele, a evolução tecnológica nos equipamentos internacionais top é incomparável, como uma linha de 60 mm, recém-lançada na Europa, que atinge 1.400 quilos por hora. A título de comparação, menciona que a linha de 60 mm da joint venture brasileira processa 350 quilos por hora na extrusora principal. “E todos os acessórios precisam ser compatíveis”, lembra, atentando para o caso da supermáquina européia.

    Na visão da diretoria do grupo, as máquinas brasileiras não conseguem competir com tal nível de complexidade, além do que, a demanda nacional de tubos não justifica a especialização dos fabricantes verde-amarelos nessas extrusoras de altíssima produtividade.

    Os mercados então abastecidos pela Poly Easy com conexões – de infra-estrutura, distribuição de água potável, gás natural, rede de incêndio e instalações industriais – passaram a contar também com as tubulações de PE ou PP da Nupi Brasil, que acrescentou, ainda, dois novos segmentos à linha de produção: postos de combustíveis e instalações prediais de água quente.

    Segundo Batista, a empresa dispõe de duas famílias principais de produtos: estrutura básica que compõe os tubos são camadas de PEAD, composto de poliamida e composto de adesivo. “O Oiltech está sendo introduzido agora no mercado”, comemora o diretor.

    A empresa ainda dispõe da linha Polysystem, de tubos monocamadas de polipropileno do tipo randon para uso em instalações prediais. De acordo com Danieletto, essa variedade de PP tem resistências à pressão e à temperatura idênticas às do homopolímero e flexibilidade similar à do copolímero. “Apresenta o melhor balanço de propriedades para tubulações.”

    Otimismo – O aquecimento nos negócios a partir do meio do ano levantou os ânimos da diretoria do grupo, que quase não consegue mais abastecer o mercado na mesma velocidade que os investimentos estão demandando. “Estamos otimistas para 2008. As situações começam a se equacionar no gás e deve ser um ano forte também em saneamento”, prevê Batista, que se ressentiu do desempenho no primeiro semestre do ano. “As previsões de demanda não ocorreram com o impacto da crise do gás natural, que desencadeou insegurança e estancou investimentos, além de impacto no saneamento básico, provocado por mudanças na administração pública”, pondera. O único segmento que prosseguiu com força durante todo o ano foi o da construção civil.

    Tigre afia as garras – Referência na fabricação de tubos na América Latina, a Tigre anuncia projetos de US$ 70 milhões para o próximo ano, com o objetivo de expandir as atividades no País e fora dele. Parte desses recursos contemplará a construção de uma nova fábrica no município de Escada, em Pernambuco, a 60 quilômetros de Recife e próximo do Complexo Industrial e Portuário de Suape.

    Só em equipamentos, os investimentos nessa unidade chegam a quase US$ 10 milhões, destinados à compra de entre 15 e 20 extrusoras, todas importadas, além de outras ferramentas e equipamentos. A diretoria da Tigre, porém, mantém em sigilo marcas, países de origem e capacidades das linhas. Afirma apenas que a escolha privilegia a alta produtividade, considerando, sobretudo, a tecnologia.

    Além da extrusão, a Tigre vai construir uma nova unidade fabril em Pouso Alegre-MG para a produção de acessórios sanitários. A direção estima para este ano expansão da ordem de 8% na tonelagem transformada e crescimento de cerca de 12% no faturamento.

     

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