Máquinas – Extrusoras – Altas produções e recursos de ponta balizam as compras de extrusoras para tubos

O bom desempenho de importantes segmentos, como construção civil e indústria automotiva, aliado a perspectivas promissoras de investimentos de peso em saneamento básico e infra-estrutura, e, ainda, o aprimoramento tecnológico que resultou no desenvolvimento de resinas capazes de conferir resistência mais elevada à pressão no transporte de fluidos como água e gás, alavancaram a produção de tubos e incentivaram investimentos em linhas de extrusão. “O mercado de tubos se aqueceu e o momento é oportuno para investir”, atesta Roberto Marcelo Gadotti, diretor-comercial da Sóllitta, grupo gestor da FGS, de Cotia-SP, produtora de tubos de polietileno e conexões para gás, água e saneamento. No entender dele, o mercado de infra-estrutura tem enorme potencial para a instalação de tubos, perspectiva que o levou a investimentos da ordem de R$ 6 milhões. A injeção de recursos contemplou a aquisição recente de duas linhas de extrusão e a implantação de uma nova fábrica, que deve ocupar cerca de 8 mil m² para acomodar a expansão.

Plástico Moderno, Roberto Marcelo Gadotti, diretor-comercial da Sóllitta, Máquinas - Extrusoras - Altas produções e recursos de ponta balizam as compras de extrusoras para tubos
Gadotti planeja produzir diâmetros até 1.200 mm

A maior das células produtivas, com negócio alinhavado no Brasil e concluído na Alemanha, durante a feira K, realizada no final de outubro, absorveu quase um milhão de dólares. Fabricada pela austríaca Cincinatti, tem 97 metros de comprimento e capacidade para processar em torno de 570 toneladas mensais de tubos com até 400 mm de diâmetro. O diretor da FGS conta que o projeto de aquisição estava previsto para 2009, porém, surgiu a oportunidade de pronta-entrega do equipamento, que ele considerou bastante interessante, e fechou o negócio. “Devemos recebê-la no início do ano”, comemora Gadotti. A ampliação também contou com uma nova linha de frente (equipamentos de vácuo, resfriador, corte etc.) adquirida da italiana Bausano, que ao chegar será incorporada à linha de co-extrusão já em operação na fábrica, empregada na produção de tubos com três camadas (polietileno na parte externa, adesivo e poliamida no interior), específicos para a condução de combustível. A empresa dispõe atualmente de duas linhas de co-extrusão para produzir tubos desde 12,7 mm de diâmetro. Com a entrada em operação, no início do próximo ano, das linhas da Cincinatti e da Bausano, a capacidade instalada da empresa subirá de 400 t mensais para 650 t mensais. Em julho deste ano, a FGS efetivou um contrato com a Comgás e investiu na compra de novo cabeçote para a produção de tubos de 250 mm. O aumento de diâmetros para até 400 mm tem novos endereços: “Penetraremos com maior força em mineração e saneamento”, planeja Gadotti, que considera sua empresa uma das mais bem preparadas do mercado. “Nossos produtos possuem diversas certificações nacionais e internacionais.”

Questões de ordem tecnológica embasam a opção do diretor por equipamentos importados. Na opinião dele, os nacionais não conseguem atingir o nível de capacidade de produção dos estrangeiros. “Nem a Bausano tem máquina para processar 800 quilos por hora, que é a capacidade da nova linha da Cincinatti”, comenta.

Diâmetros maiores – De olho nos segmentos de mineração e água, os projetos de crescimento vão além. Estão nos planos de Gadotti: investir ainda em mais duas outras linhas de extrusão, uma para elevar os diâmetros a 800 mm e outra a 1.200 mm. Com a nova capacidade produtiva e amplitude maior nos diâmetros, o diretor pretende também elevar as exportações e atingir novos mercados. “A América Latina, a África e o Caribe têm consumo para esses diâmetros e não têm produção local”, vislumbra. Nos cálculos de Gadotti, os negócios de tubos da FGS cresceram cerca de 12% neste ano. Dentre os segmentos usuários, o que despontou com maior demanda foi o de tubulações para gás. A propósito, a extrusão de tubos representa cerca de 30% dos negócios da empresa, que também atua com rotomoldagem e produção de acessórios metálicos (conexões, válvulas, flanges etc.). “A extrusão é a área que exige maior investimento.”

Plástico Moderno, Aldo Passos Batista, diretor da Poly Easy, Máquinas - Extrusoras - Altas produções e recursos de ponta balizam as compras de extrusoras para tubos
Batista optou por máquinas da marca do seu parceiro

Ingresso nos tubos – Depois de dez anos de atividades no mercado de tubulações poliolefínicas (PE e PP) com a oferta de conexões, máquinas, acessórios, ferramentas, treinamento e tecnologia de instalação, a Poly Easy, de Barueri-SP, firmou um acordo com a italiana Nupi e incorporou à fábrica os únicos produtos que não dispunha: os tubos.

Os primeiros traçados do projeto surgiram quando a Nupi, com reconhecimento mundial por seu know-how na produção de tubos, propôs à empresa brasileira licenciar a sua tecnologia e agregar negócios novos ao grupo. O diretor da Poly Easy, Aldo Passos Batista, gostou da idéia e aproveitou a oportunidade.

A implantação da joint venture ocorreu ao longo de 2006 e o início das operações da nova empresa, denominada Nupi Brasil, ocorreu em maio deste ano. A capacidade da nova fábrica atinge algo em torno de 100 a 150 toneladas mensais, dependendo do mix de produtos, que abrange tubos de polietileno ou de polipropileno com diâmetros de 20 mm até 125 mm, alguns de co-extrusão dupla, outros, tripla.

A nova fábrica exigiu investimentos da ordem de US$ 500 mil na aquisição de uma linha para co-extrusão de até três camadas da alemã Krauss Maffei, além de todos os acessórios necessários à produção dos tubos, que inicialmente atingiam diâmetro máximo de 110 mm. “Recentemente incorporamos novas matrizes para diâmetros de 125 mm”, informou Batista.

Plástico Moderno, José Roberto B. Danieletto, diretor, Máquinas - Extrusoras - Altas produções e recursos de ponta balizam as compras de extrusoras para tubos
Danieletto: equipamento top atinge altíssima produção

A opção pela marca alemã considerou o fato de a Nupi ter quase todo o seu parque industrial italiano equipado com máquinas da Krauss Maffei. “São equipamentos de altíssima produtividade, que atingem produção até três vezes acima da concorrência”, diz o diretor José Roberto B. Danieletto. Segundo ele, a evolução tecnológica nos equipamentos internacionais top é incomparável, como uma linha de 60 mm, recém-lançada na Europa, que atinge 1.400 quilos por hora. A título de comparação, menciona que a linha de 60 mm da joint venture brasileira processa 350 quilos por hora na extrusora principal. “E todos os acessórios precisam ser compatíveis”, lembra, atentando para o caso da supermáquina européia.

Na visão da diretoria do grupo, as máquinas brasileiras não conseguem competir com tal nível de complexidade, além do que, a demanda nacional de tubos não justifica a especialização dos fabricantes verde-amarelos nessas extrusoras de altíssima produtividade.

Os mercados então abastecidos pela Poly Easy com conexões – de infra-estrutura, distribuição de água potável, gás natural, rede de incêndio e instalações industriais – passaram a contar também com as tubulações de PE ou PP da Nupi Brasil, que acrescentou, ainda, dois novos segmentos à linha de produção: postos de combustíveis e instalações prediais de água quente.

Segundo Batista, a empresa dispõe de duas famílias principais de produtos: estrutura básica que compõe os tubos são camadas de PEAD, composto de poliamida e composto de adesivo. “O Oiltech está sendo introduzido agora no mercado”, comemora o diretor.

A empresa ainda dispõe da linha Polysystem, de tubos monocamadas de polipropileno do tipo randon para uso em instalações prediais. De acordo com Danieletto, essa variedade de PP tem resistências à pressão e à temperatura idênticas às do homopolímero e flexibilidade similar à do copolímero. “Apresenta o melhor balanço de propriedades para tubulações.”

Otimismo – O aquecimento nos negócios a partir do meio do ano levantou os ânimos da diretoria do grupo, que quase não consegue mais abastecer o mercado na mesma velocidade que os investimentos estão demandando. “Estamos otimistas para 2008. As situações começam a se equacionar no gás e deve ser um ano forte também em saneamento”, prevê Batista, que se ressentiu do desempenho no primeiro semestre do ano. “As previsões de demanda não ocorreram com o impacto da crise do gás natural, que desencadeou insegurança e estancou investimentos, além de impacto no saneamento básico, provocado por mudanças na administração pública”, pondera. O único segmento que prosseguiu com força durante todo o ano foi o da construção civil.

Tigre afia as garras – Referência na fabricação de tubos na América Latina, a Tigre anuncia projetos de US$ 70 milhões para o próximo ano, com o objetivo de expandir as atividades no País e fora dele. Parte desses recursos contemplará a construção de uma nova fábrica no município de Escada, em Pernambuco, a 60 quilômetros de Recife e próximo do Complexo Industrial e Portuário de Suape.

Só em equipamentos, os investimentos nessa unidade chegam a quase US$ 10 milhões, destinados à compra de entre 15 e 20 extrusoras, todas importadas, além de outras ferramentas e equipamentos. A diretoria da Tigre, porém, mantém em sigilo marcas, países de origem e capacidades das linhas. Afirma apenas que a escolha privilegia a alta produtividade, considerando, sobretudo, a tecnologia.

Além da extrusão, a Tigre vai construir uma nova unidade fabril em Pouso Alegre-MG para a produção de acessórios sanitários. A direção estima para este ano expansão da ordem de 8% na tonelagem transformada e crescimento de cerca de 12% no faturamento.

 

Leia a reportagem principal:[box_light]Máquinas – Sopradoras – Economia aquecida eleva procura por máquinas com maior produtividade[/box_light]

Saiba mais:[box_light]Máquinas – Sopradoras – Fornecedores de equipamentos confirmam bom momento[/box_light]

[box_light]Máquinas – Extrusoras – Diferencial competitivo nas embalagens flexíveis, as co-extrusoras avançam entre os transformadores[/box_light]

[box_light]Máquinas – Injetoras – Transformador nacional é obrigado a se modernizar para não fechar as portas[/box_light]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios