3 D: Manufatura aditiva metálica tem déficit de oferta

Uma demanda crescente de manufatura aditiva metálica existente no Brasil vem desafiando pesquisadores e empresas interessadas em oferecer soluções do mercado.

A procura mais acentuada ocorre no segmento de peças críticas de reposição, principalmente na região de Santa Catarina, onde estão concentradas importantes empresas da área de fundição, as quais demandam moldes e matrizes, entre outras ferramentas.

Desde 2017, o Instituto Senai de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser de Joinville realiza trabalhos de pesquisa aplicada com o setor industrial em manufatura aditiva (MA), mas o segmento enfrenta ainda essa lacuna, como informou Luís Gonzaga Trabasso, pesquisador chefe da instituição.

“Atualmente, não há no Brasil nenhuma empresa que forneça pó metálico em quantidades comerciais desejadas. Os projetos de pesquisa que estão sendo desenvolvidos têm demandado quantidades crescentes de pó metálico, o que vai justificar a presença local de empresas provedoras de matéria-prima para manufatura aditiva metálica. Isto posto, novas ligas metálicas customizadas para MA também serão desenvolvidas, seguindo a mesma rota tecnológica da impressão 3D de polímeros”, afirmou Trabasso.

O Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros do Rio Grande do Sul, parceiro de Joinville no enfrentamento desse desafio, tem atuado com os setores industriais envolvidos nos diferentes elos da cadeia produtiva de manufatura aditiva.

Os projetos em andamento são focados no desenvolvimento de novas matérias-primas e formulações para aplicações específicas, complementou o gerente de operações do Instituto, Jordão Gheller.

Os estudos abrangem ainda o ajuste e melhoria de máquinas e equipamentos, o desenvolvimento e otimização de aplicações desta tecnologia, para componentes estruturais, reciclagem e reaproveitamento dos produtos poliméricos obtidos.

Por outro lado, há contato comercial e de pesquisa com as principais empresas produtoras de pó metálico, entre as quais Höganäs (Suécia), Kennametal (USA), Sandvik (Suécia) etc., via Senai de Joinville.

O objetivo de médio prazo dessas interações é a instalação de algumas dessas empresas no Brasil, em função da demanda crescente de manufatura aditiva metálica, notadamente para peças críticas de reposição.

“O ISI-Joinville está apresentando para empresas de vários setores industriais – inicialmente de óleo/gás e elétrico – o conceito de substituição de estoques físicos de peças críticas de reposição por bibliotecas digitais de peças, associadas à manufatura aditiva metálica” informa Trabasso.

O Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros atua com as indústrias produtoras das resinas mediante consultorias e projetos de inovação.

Para isso, conta com uma equipe dedicada nesta área, buscando, de forma customizada, atender as expectativas das empresas com as tecnologias mais atuais disponíveis para o processo de manufatura aditiva.

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