Lubrificantes: Máquinas com uma boa lubrificação consomem menos energia elétrica

Plástico Moderno, Lubrificantes, Ampla gama de graxas sintéticas e minerais para variadas aplicações
Ampla gama de graxas sintéticas e minerais para variadas aplicações

Os equipamentos usados pela indústria de transformação do plástico exigem investimentos elevados. Prolongar a vida desse patrimônio é desafio para lá de importante, pode significar a diferença entre lucros consideráveis e prejuízos terríveis. Adotar práticas de manutenção rígidas, capazes de garantir o bom funcionamento das máquinas por anos e anos, é obrigação dos transformadores. Quem adota a receita, não se arrepende.

Plástico Moderno, Romi, William dos Reis, operação é essencial para a vida útil do sistema mecânico
Reis: operação é essencial para a vida útil do sistema mecânico

Um dos cuidados essenciais do dia a dia das empresas é com a lubrificação. A atenção requerida por essa operação pode ser resumida pela frase proferida por William dos Reis, diretor de máquinas para plástico da Romi, um dos principais nomes da indústria de base nacional.  “O bom funcionamento da lubrificação em máquinas injetoras de plástico é primordial para o prolongamento da vida útil do sistema mecânico”, defende. Outra vantagem destacada pelo diretor é a economia obtida em um item bastante importante para o orçamento das empresas. “Com a redução dos movimentos dos conjuntos, reduz-se a energia gasta em acionamentos.”

Quais práticas devem ser adotadas pelos transformadores para alcançar bons resultados? Injetoras, sopradoras, extrusoras e demais equipamentos utilizados têm seus pontos críticos, locais onde a presença do lubrificante de boa qualidade e trabalhando dentro do prazo de validade se torna essencial para o bom andamento da linha de produção.

Não é preciso muito esforço para conhecer as medidas adequadas. Todo fabricante de máquinas faz as recomendações necessárias, basta segui-las.  “A Romi disponibiliza aos seus clientes um manual de como deve ser feita a manutenção preventiva das máquinas”, destaca Reis. Suas palavras, com certeza, são aprovadas por todos os concorrentes. Entre as recomendações, algumas observações importantes. “É preciso verificar o sistema de lubrificação e fazer análises químicas semestrais da qualidade do óleo hidráulico”, aconselha. Tais análises devem seguir as condições indicadas pelo fornecedor do lubrificante.

Nomes conhecidos da indústria química se encontram entre os fabricantes de lubrificantes mais conhecidos. São os casos de Mobil, Dow, Klüber e Grax, entre outros. Essas empresas investem pesado na pesquisa e no desenvolvimento de fórmulas voltadas para aplicações diversas dentro de todos os ramos da indústria. Estima-se que o mercado brasileiro de lubrificantes seja o sexto maior do mundo, com consumo de cerca de um milhão de toneladas ao ano.

O segmento do plástico é visto por essas empresas com especial atenção. Não por acaso. É um nicho em constante crescimento, evolução que muito se deve à utilização das resinas na substituição de outros materiais em aplicações variadas. Além de fornecer os produtos, todas garantem trabalhar em parceria com seus clientes para resolver problemas específicos ou para assessorar o cotidiano das linhas de produção.

Duas frentes – A gigante Dow Chemicals atua no ramo em duas frentes distintas. Para as empresas formuladoras, fornece matéria-prima essencial para a produção de lubrificantes. São os polialquileno glicóis (PAG), que comercializa com a marca Ucon. O insumo garante ao produto final bom desempenho e resistência à oxidação e ao desgaste. Entre os compradores do insumo, encontram-se clientes como Klüber, Shell e Exxon, fabricantes de produtos usados em máquinas de diferentes técnicas de transformação de plástico.

“A Dow é líder mundial na tecnologia de PAGs”, afirma Yuri Alencar, técnico de lubrificantes e fluidos para a América Latina. No Brasil, conta com produção local no Guarujá-SP. Trata-se de um mercado crescente, de acordo com informações da empresa. A planta localizada no litoral paulista prevê aumento em 20% de sua capacidade até o final de 2012. Esta fábrica se dedica a suprir o consumo brasileiro da matéria-prima.

Nessa linha de atuação, a Dow lançou em 2012 no mercado nacional o Ucon OSP, nova geração de fluidos. Esses PAGs se diferenciam das linhas tradicionais. As formulações anteriores se diluíam bem com os óleos sintéticos à base de hidrocarbonos. O novo produto também pode ser adicionado aos óleos minerais. “Ele agrega qualidade aos óleos minerais graças à sua capacidade de melhorar o controle de depósitos, a estabilidade de oxidação e também a estabilidade a baixas temperaturas”, informa Alencar. Podem ser usados como fluidos primários, cobases ou como aditivos em formulações de lubrificantes automotivos e industriais.

Em paralelo, a Dow atua no mercado destinado aos usuários de equipamentos industriais. Para eles, oferece a linha Ucon All, também indicada para servir como base para formuladores de lubrificantes. “Na indústria do plástico, o uso desses produtos é restrito”, ressalta o técnico. Uma das aplicações ocorre nos rolamentos dos eixos de solicitação crítica, como os presentes nas laminadoras de peças de PVC. “Esses rolamentos atuam em alta temperatura”, lembra.

Parceria – “Possuímos uma linha completa de graxas com a marca Mobil para aplicações em equipamentos dos mais diversos segmentos da indústria”, informa Taisa Prado, supervisora de marketing da Cosan Lubrificantes e Especialidades. A Cosan detém a licença de comercialização desses produtos no Brasil desde 2008, quando o Grupo Cosan adquiriu os ativos da afiliada brasileira da ExxonMobil.

O portfólio é composto de graxas sintéticas e minerais, com variadas tecnologias de espessantes, especialmente desenvolvidas para as mais variadas aplicações. “Para desenvolver lubrificantes que melhor satisfaçam às exigências da indústria de plásticos, trabalhamos em parceria com os principais fabricantes de equipamentos”, explica. De acordo com a supervisora, os lubrificantes e serviços fornecidos auxiliam no melhor desempenho dos equipamentos instalados nas linhas de produção.

Entre os produtos, Taisa destaca algumas linhas. A Mobil SHC Grease 460 WT é formada por graxas sintéticas especialmente desenvolvidas para a lubrificação de rolamentos. A Mobil SHC Polyrex Série, por graxas sintéticas desenhadas para aplicações com altas temperaturas na indústria de processamento de alimentos e na indústria em geral. Outra linha é a Mobil SHC Grease 102 EAL, de graxas biodegradáveis e atóxicas. “A linha tem excelente desempenho e foi desenvolvida para aplicações em ambientes sensíveis”, acrescenta.

A gerente destaca que, além de produtos, a empresa oferece um sistema de análise para acompanhamento das condições específicas do lubrificante em uso, o OilXplorer Analysis. Ele permite a avaliação do estado dos equipamentos e determina a vida útil dos lubrificantes aplicados. “O serviço contribui para o melhor desempenho nas operações, pois alerta para condições irregulares que possam vir a causar degradação do óleo e desgaste das máquinas”, diz.

Plástico Moderno, Klüber, Marcelo Cavalcanti da Silva, produtos para alta temperatura lubrificam cabeçotes de extrusoras
Silva: produtos para alta temperatura lubrificam cabeçotes de extrusoras

Mais de cem – A Klüber Lubrication, empresa do Grupo Freudenberg, tem origem alemã e está em atividade há 84 anos. Sua especialidade é o desenvolvimento, fabricação e comercialização de soluções em lubrificação para clientes finais e fabricantes de máquinas e equipamentos. A empresa está presente em 29 países, com 13 unidades fabris.

No Brasil, atua desde 1971, com fábrica instalada em Barueri-SP. De acordo com Marcelo Cavalcanti da Silva, gerente de mercado, a Klüber é líder no mercado nacional de lubrificantes especiais. O executivo destaca a diversa gama de soluções disponibilizadas e a equipe de especialistas mantida em seu time de colaboradores. “Temos uma carteira com mais de três mil clientes ativos distribuídos por todo o país”, revela.

Apesar de não ser um dos maiores mercados da empresa em termos de faturamento, a indústria do plástico é considerada bastante relevante. “Para este segmento industrial fornecemos mais de 100 produtos diferentes, temos mais de 200 clientes”, revela. Para Silva, este número é maior se forem consideradas as empresas que processam plásticos como atividade secundária. “São os casos de diversos fornecedores da indústria automotiva”, exemplifica.

O gerente explica que a linha de produtos abrange quase todas as aplicações em diversos setores da indústria. “Destaco as graxas e pastas para altas temperaturas, muito usadas nos cabeçotes de extrusoras”, diz. Ele também ressalta diversos tipos de óleos sintéticos para redutores, compressores e circuitos hidráulicos submetidos a altas temperaturas, além de óleos sintéticos para máquinas de estiramento de filmes plásticos a altas temperaturas. “Temos lubrificantes especialmente desenvolvidos para cada um destes tipos de aplicação”, garante.

Para exemplificar, cita as graxas usadas nos rolamentos dos cabeçotes de extrusoras, que podem trabalhar por longos períodos de tempo em temperaturas de até 250°C sem a necessidade de “relubrificação”. “Elas também resistem a altas cargas mecânicas.” Chamados de “especiais”, esses produtos contêm em suas fórmulas óleos sintéticos de diversos tipos, tais como ésteres, poliolésteres, polialfaolefinas, poliglicóis, óleos fluorados, aditivos específicos e também sólidos lubrificantes, tais como PTFE, grafite, bissulfeto de molibdênio e ceras.

Plástico Moderno, Airton Bertaglia, Grax Lubrificantes, Cada componente de suas graxas tem função específica
Bertaglia: Cada componente de suas graxas tem função específica

Ele se lembra do esforço da Klüber no desenvolvimento de produtos voltados para a sustentabilidade e a eficiência energética. “Neste campo, merecem ser citadas as linhas de óleos sintéticos para redutores”, explica. Lembra que o simples fato de trocar um lubrificante com base de óleo mineral para um de base sintética provoca reduções significativas de consumo de energia. “Já dispomos de dezenas de casos documentados e comprovados sobre esse tema.”

Em relação aos lançamentos mais recentes, a empresa está trabalhando com duas novas linhas de produtos. Uma delas é composta de diversas graxas fluoradas para altas temperaturas; e a outra, produtos focados para a manutenção mecânica, como pastas de montagem em spray e outros produtos usados na montagem e manutenção de equipamentos.

De acordo com Silva, a preocupação em recomendar aos clientes o produto mais adequado para cada aplicação e o cuidado de apresentar seu uso correto – orientando sobre os cuidados necessários, as quantidades, os períodos de “relubrificação” e a compatibilidade – são partes fundamentais do trabalho. “Sem esses cuidados o usuário não atinge os resultados esperados e fica sujeito a falhas prematuras.” Daí a importância da excelência dos colaboradores contratados. “Temos especialistas focados no atendimento a clientes dos diversos segmentos industriais e uma equipe de suporte técnico por telefone.”

Plástico Moderno, Airton Bertaglia, Grax Lubrificantes, Cada componente de suas graxas tem função específica
Bertaglia: Cada componente de suas graxas tem função específica

Caso a caso – A paulistana Grax é uma empresa nacional e está no mercado há 21 anos. Sua especialidade é o fornecimento de graxas lubrificantes especiais, usadas essencialmente em aplicações nas quais ocorram elevadas temperaturas. No campo do plástico, por exemplo, isso acontece nos rolamentos dos eixos dos canhões das injetoras e nos já citados rolamentos dos cabeçotes das extrusoras.

“As graxas lubrificantes fabricadas por nós são compostas por inúmeras substâncias.”, lembra Airton Bertaglia, diretor técnico e comercial. Elas contam com a adição de um óleo básico a um espessante e a aditivos. “Cada componente tem função bem definida.” O óleo básico lubrifica, o espessante transforma o óleo em um gel, para que o produto permaneça no local da aplicação, e os aditivos emprestam ao óleo algumas características suplementares ou melhoram propriedades já existentes.

Para se chegar à formulação ideal para cada aplicação, são feitos estudos individuais. “Temos mais de quinhentos produtos desenvolvidos. Caso nenhuma de nossas fórmulas seja satisfatória às condições de trabalho, desenvolvemos uma nova.”, garante. São levados em consideração para tal desenvolvimento quesitos como temperatura, rotação, pressão e contaminação do ambiente. “Só usamos matérias-primas feitas no Brasil. Não importamos nada, não pagamos royalties para empresas internacionais.”, ressalta.

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Os fabricantes de lubrificantes não são os únicos a lucrar com a manutenção das máquinas presentes na indústria de transformação do plástico. Somam-se a eles os fornecedores de equipamentos voltados para a aplicação do lubrificante nos locais onde são necessários. Uma dessas empresas é a Sehi, de Diadema-SP. Fundada em 1985, fornece diversos tipos de produtos como bombas motorizadas ou manuais para aplicação de graxa ou óleo, distribuidores de graxa ou óleo e dosadores, entre outros.

Para a indústria do plástico, os clientes mais constantes são os usuários de injetoras, para quem a empresa comercializa aplicadores de graxa ou óleo em mancais e rolamentos.  De acordo com a empresa, um de seus diferenciais é a manutenção de um time de engenheiros e técnicos preparados para dar a melhor orientação possível aos usuários.

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