Máquinas e Equipamentos

Lubrificantes: Máquinas com uma boa lubrificação consomem menos energia elétrica

Jose Paulo Sant Anna
27 de junho de 2013
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    Ampla gama de graxas sintéticas e minerais para variadas aplicações

    Os equipamentos usados pela indústria de transformação do plástico exigem investimentos elevados. Prolongar a vida desse patrimônio é desafio para lá de importante, pode significar a diferença entre lucros consideráveis e prejuízos terríveis. Adotar práticas de manutenção rígidas, capazes de garantir o bom funcionamento das máquinas por anos e anos, é obrigação dos transformadores. Quem adota a receita, não se arrepende.

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    Reis: operação é essencial para a vida útil do sistema mecânico

    Um dos cuidados essenciais do dia a dia das empresas é com a lubrificação. A atenção requerida por essa operação pode ser resumida pela frase proferida por William dos Reis, diretor de máquinas para plástico da Romi, um dos principais nomes da indústria de base nacional.  “O bom funcionamento da lubrificação em máquinas injetoras de plástico é primordial para o prolongamento da vida útil do sistema mecânico”, defende. Outra vantagem destacada pelo diretor é a economia obtida em um item bastante importante para o orçamento das empresas. “Com a redução dos movimentos dos conjuntos, reduz-se a energia gasta em acionamentos.”

    Quais práticas devem ser adotadas pelos transformadores para alcançar bons resultados? Injetoras, sopradoras, extrusoras e demais equipamentos utilizados têm seus pontos críticos, locais onde a presença do lubrificante de boa qualidade e trabalhando dentro do prazo de validade se torna essencial para o bom andamento da linha de produção.

    Não é preciso muito esforço para conhecer as medidas adequadas. Todo fabricante de máquinas faz as recomendações necessárias, basta segui-las.  “A Romi disponibiliza aos seus clientes um manual de como deve ser feita a manutenção preventiva das máquinas”, destaca Reis. Suas palavras, com certeza, são aprovadas por todos os concorrentes. Entre as recomendações, algumas observações importantes. “É preciso verificar o sistema de lubrificação e fazer análises químicas semestrais da qualidade do óleo hidráulico”, aconselha. Tais análises devem seguir as condições indicadas pelo fornecedor do lubrificante.

    Nomes conhecidos da indústria química se encontram entre os fabricantes de lubrificantes mais conhecidos. São os casos de Mobil, Dow, Klüber e Grax, entre outros. Essas empresas investem pesado na pesquisa e no desenvolvimento de fórmulas voltadas para aplicações diversas dentro de todos os ramos da indústria. Estima-se que o mercado brasileiro de lubrificantes seja o sexto maior do mundo, com consumo de cerca de um milhão de toneladas ao ano.

    O segmento do plástico é visto por essas empresas com especial atenção. Não por acaso. É um nicho em constante crescimento, evolução que muito se deve à utilização das resinas na substituição de outros materiais em aplicações variadas. Além de fornecer os produtos, todas garantem trabalhar em parceria com seus clientes para resolver problemas específicos ou para assessorar o cotidiano das linhas de produção.

    Duas frentes – A gigante Dow Chemicals atua no ramo em duas frentes distintas. Para as empresas formuladoras, fornece matéria-prima essencial para a produção de lubrificantes. São os polialquileno glicóis (PAG), que comercializa com a marca Ucon. O insumo garante ao produto final bom desempenho e resistência à oxidação e ao desgaste. Entre os compradores do insumo, encontram-se clientes como Klüber, Shell e Exxon, fabricantes de produtos usados em máquinas de diferentes técnicas de transformação de plástico.

    “A Dow é líder mundial na tecnologia de PAGs”, afirma Yuri Alencar, técnico de lubrificantes e fluidos para a América Latina. No Brasil, conta com produção local no Guarujá-SP. Trata-se de um mercado crescente, de acordo com informações da empresa. A planta localizada no litoral paulista prevê aumento em 20% de sua capacidade até o final de 2012. Esta fábrica se dedica a suprir o consumo brasileiro da matéria-prima.

    Nessa linha de atuação, a Dow lançou em 2012 no mercado nacional o Ucon OSP, nova geração de fluidos. Esses PAGs se diferenciam das linhas tradicionais. As formulações anteriores se diluíam bem com os óleos sintéticos à base de hidrocarbonos. O novo produto também pode ser adicionado aos óleos minerais. “Ele agrega qualidade aos óleos minerais graças à sua capacidade de melhorar o controle de depósitos, a estabilidade de oxidação e também a estabilidade a baixas temperaturas”, informa Alencar. Podem ser usados como fluidos primários, cobases ou como aditivos em formulações de lubrificantes automotivos e industriais.

    Em paralelo, a Dow atua no mercado destinado aos usuários de equipamentos industriais. Para eles, oferece a linha Ucon All, também indicada para servir como base para formuladores de lubrificantes. “Na indústria do plástico, o uso desses produtos é restrito”, ressalta o técnico. Uma das aplicações ocorre nos rolamentos dos eixos de solicitação crítica, como os presentes nas laminadoras de peças de PVC. “Esses rolamentos atuam em alta temperatura”, lembra.


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    1. mauricio

      Compro óleo lubrificante usado ou contaminado.sou coletor autorizado pela Anp .emito nota no ato da coleta. Pagamento avista



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