Logística

Logística: Investimentos crescerão, mas ficarão abaixo do necessário para modernizar o país – Perspectivas 2018

Plastico Moderno
28 de fevereiro de 2018
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    Segundo Andréa, a expectativa com a criação da Agenda é muito grande, porque a EPL está colocando todas as informações geradas no banco de dados do governo para criar estratégias de investimento. “Isso nunca ocorreu antes, saber exatamente o que um setor tão importante como o químico precisa para reduzir o impacto que a logística tem na sua competitividade”, diz. Aliás, o impacto é de aproximadamente 38% no custo operacional.

    Para a diretora, a capilaridade da agenda, compartilhada com outros órgãos do governo e com as agências do setor, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), reforça as esperanças de que ela entre no planejamento nacional. E, mesmo havendo mudanças drásticas no Executivo em 2019, com as eleições majoritárias deste ano, Andréa não vê muito problema. “O importante é os técnicos dos órgãos estarem trabalhando com os dados que levantamos para embasar as demandas dos governos futuros”, diz. O apoio da frente parlamentar da química também é importante para manter os pleitos em pauta.

    Uma característica da agenda foi também elencar medidas que podem ser adotadas no curto prazo, já que boa parte das intervenções, principalmente as de infraestrutura, pedem investimentos e obras de longo prazo. “Há pleitos, principalmente em ativos já existentes, possíveis de serem feitos logo, por exemplo, a dragagem dos portos e a modernização de ferrovias”, diz Falato.

    No caso de ferrovias, por exemplo, bastaria a ANTT passar a exigir das concessionárias o transporte de produtos químicos, fato que hoje elas evitam fazer em detrimento de produtos agrícolas, mais rentáveis por demandar menos investimentos em segurança. “Nas novas concessões eles poderiam incluir a exigência, obrigando a adoção de sistemas de gestão de segurança para produtos perigosos”, diz.

    Além disso, segundo Andréa, há diversos trechos ferroviários já construídos subutilizados ou sucateados, que constam nas sugestões como passíveis de reformas de curto prazo. “Nosso objetivo com o estudo não é construção de rodovias, ferrovias ou portos e nada que onere mais o governo, a população ou as empresas”, diz. Para ela, foi uma das premissas buscar aproveitar a infraestrutura existente, onde a necessidade de investimentos é menor e a possibilidade de sucesso é maior.

    Avançar? – No curto prazo também a expectativa para 2018 é saber se o programa federal Avançar vai realmente cumprir o anunciado. Isso porque o programa divulgou que dos 75 projetos para 2018, na modalidade parcerias com o setor privado (PPI), 55 serão em transportes (aeroportos, portos, rodovias e ferrovias). Isso equivaleria a R$ 132,7 bilhões.

    Para melhoria de rodovias, por exemplo, o programa diz que vai duplicar 511 km de estradas, recuperar 52 mil km e fazer 970 km de novos trechos. Além disso, há recursos direcionados a obras de construção e recuperação da infraestrutura portuária, para ampliar a capacidade dos portos. No total, são 11 intervenções: oito de construção e reforço de berços e cais (nos portos de Vitória, Fortaleza, Itaqui, Maceió, Itajaí, Santos e Rio Grande) e três de dragagem para permitir recebimento de embarcações de maior porte (Itajaí, Paranaguá e Santos)

    Plástico Moderno, Logística: Investimentos crescerão, mas ficarão abaixo do necessário para modernizar o país - Perspectivas 2018

    Ainda em transportes, está no programa, cujas obras podem ser acompanhadas no site www.avancar.gov.br, a construção de 898 km de ferrovias e seis portos fluviais (Pará e Amazonas), além de correção de leito, sinalização e recuperação e manutenção de cinco trechos hidroviários.

    Com o cenário de investimentos, e fazendo uma leitura mais realista das obras, a consultoria Inter.B espera relativa estabilidade no setor de transportes em 2018, com crescimento de 1,7% sobre o ano anterior, atingindo o total de R$ 35,7 bilhões. Nesse valor, a consultoria identifica contração no setor rodoviário, mas menor do que a ocorrida em 2017, por conta de investimentos em concessões estaduais em São Paulo. Em ferrovias, a Inter.B identifica estabilidade de investimentos, que devem, porém, ser retomados com mais força em 2019 por causa de renovações de concessões.



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