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Linha Branca: Injetoras para moldar resinas de diferentes famílias

Jose Paulo Sant Anna
6 de agosto de 2019
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    No caso da Haitian, as injetoras mais procuradas pelo setor são as de médio e grande porte, entre 600 e 1,8 mil toneladas de força de fechamento. “Elas permitem economia de 40% a 50% de energia em relação aos modelos antigos”. A máquina recomendada pela empresa para essa aplicação é a da linha Júpiter, formada por injetoras hidráulicas com servo-motores e duas placas no sistema de fechamento. “É a nossa máquina mais vendida no mercado europeu. Uma de suas vantagens é a de possuir layout compacto em relação a outras máquinas de mesma capacidade”. Em algumas aplicações, as injetoras da linha Zeres podem ser as mais indicadas. “Ela é elétrica com alguns agregados hidráulicos, como os presentes no conjunto de extração e no recuo e avanço do bico de injeção”.

    Plástico Moderno - Injetora Júpiter, da Haitian, tem layout compacto e economiza energia

    Injetora Júpiter, da Haitian, tem layout compacto e economiza energia

    Com sede em Hong Kong, quatro fábricas na China e uma em Taiwan, a Chen Hsong mantém no Brasil estrutura completa e estoque de máquinas para pronta entrega. “Sem dúvida é um cliente importante, mas que vem sofrendo nos últimos tempos”, explica Luís Guerra, gerente comercial. Nem as exportações de eletrodomésticos o entusiasmam muito. “Elas andaram caindo nos últimos tempos”. Um problema apontado pelo gerente tem sido a Argentina, antes ótimo cliente e que vive enorme crise econômica.

    Guerra exalta a importância das fábricas do setor contarem com injetoras com maior tecnologia. “Além da economia de energia, elas permitem melhor acabamento das peças. Nesse mercado existem muitas peças aparentes, são utilizadas matérias primas de engenharia, não é qualquer máquina que oferece bons resultados”.

    No caso de peças técnicas, ele recomenta as máquinas da série Jet Master MK6 (até 468 toneladas de força de fechamento), dotada com guia linear, sistema de malha fechada e controle da injeção com servo-motor. No caso de máquinas maiores, sua indicação é a série SMPP, fabricada a partir de uma joint venture com a japonesa Mitsubishi. “Elas são oferecidas em tamanhos de mil a 1.450 toneladas e contam com sistema de fechamento de duas placas”.

    Plástico Moderno - Linha BU, da Borche, usa servo motor e fechamento com duas placas

    Linha BU, da Borche, usa servo motor e fechamento com duas placas

    Posição bastante semelhante tem Edilson Lira Martinez, gerente de vendas da Alfainjet, uma das representantes no Brasil da chinesa Borche. “Hoje a maioria das vendas da marca são feitas pela Immac, a representante da Borche que atende o mercado na região Sul. A Whirpool e a Electrolux têm fábricas na região”, explica. A linha BU é a recomendada. “Ela é formada por modelos com servo-motor e sistema de fechamento com duas placas”.

    Europeias – As fabricantes europeias de injetoras são mais procuradas pelos transformadores brasileiros quando estes necessitam produzir peças sofisticadas. “As fábricas do setor de linha branca formam um mercado interessante, mas eles compram poucas máquinas de primeira linha”, revela Udo Löhken, diretor do escritório nacional da Engel. Para ele, a maioria das peças produzidas não necessita de tanta precisão dimensional, não têm tolerâncias tão apertadas. “As empresas procuram mais as máquinas asiáticas”.

    As oportunidades de negócios existem. “Eles fabricam algumas peças técnicas e outras dois componentes onde nossas máquinas oferecem vantagens”. Löhken explica que a preferência do setor recai sobre as máquinas hidráulicas. “No caso de nossos modelos, a demanda, para as com até 500 toneladas de força de fechamento, é pelas sem colunas. No caso das maiores, a procura pelas que possuem sistema de fechamento de duas placas”.

    Para a Krauss Maffei, as vendas de injetoras não vivem seus melhores momentos, uma vez que os transformadores estão trabalhando com capacidade ociosa. “Não só no mercado de linha branca, isso vale para todos os setores”, explica Ricardo Flausino, gerente comercial. “As compras ocorrem apenas no caso do lançamento de novas linhas ou para a modernização das condições de produção”. Para o nicho de clientes ligados à linha branca, o gerente recomenta as máquinas das séries CX (até 420 toneladas de força de fechamento) e GX (450 a 900 t) ou a série dos modelos totalmente elétricos PX. “Elas atendem a demanda e devem ser selecionadas caso a caso, conforme a necessidade”.

    Plástico Moderno - Cardenal aponta procura maior pelos periféricos e automação

    Cardenal aponta procura maior pelos periféricos e automação

    “A linha branca não é o nosso core business, mas somos consultados pelas empresas do setor”, resume Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da Wittman Battenfeld. Ele faz uma ressalva. A empresa também fornece, além de injetoras, robôs e outros periféricos para as plantas de plástico. “Temos sido mais procurados para modernizar a automação das plantas, os fabricantes de eletrodomésticos estão investindo na compra de periféricos modernos e na integração de suas linhas de produção”.

    A ideia é melhorar o funcionamento e a logística das plantas, de forma a atender de maneira melhor e mais rápida o desejo dos consumidores. Por isso o interesse de montar células de produção que permitam o total controle das várias etapas do processo de injeção, da detecção da necessidade de alimentar a máquina até o envio das peças prontas aos clientes, passando pela manutenção. Garantia de repetibilidade dos ciclos e economia de energia são outras exigências dos compradores.



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