Ferramentaria Moderna

Limpeza de moldes – Técnica adequada reduz danos

Jose Paulo Sant Anna
21 de maio de 2020
    -(reset)+

    Plástico Moderno - Primo: a pirólise é usada no tratamento de peças maiores

    Primo: a pirólise é usada no tratamento de peças maiores

    Leito fluidizado e pirólise – O método de limpeza por meio de fornos de leito fluidizado é indicado em especial para a remoção de incrustações que aparecem nos manifolds, nome dado aos blocos presentes nas câmaras quentes responsáveis pelo aquecimento de toda a massa de material termoplástico que preenche as cavidades do molde.

    A Dynaflow se apresenta como pioneira e única no mercado brasileiro a prestar de serviços de limpeza de polímeros incrustrados em ferramentais com essa tecnologia. Ela está no mercado há quase duas décadas e tem sede no município de São Bernardo do Campo-SP. A técnica consiste na introdução das peças a serem limpas em uma retorta preenchida com óxido de fluidização.

    Por meio do calor aplicado na retorta, o material é decomposto e removido em forma de gás composto de hidrocarboneto, CO2 e vapor de água. O gás resultante é enviado para um segundo equipamento, chamado de afterburner. Neste, é submetido a uma temperatura mais elevada até que ocorra a decomposição completa dos seus resíduos, com a eliminação da fumaça e dos odores presentes em sua composição. “A aplicação da tecnologia é limitada às dimensões do forno de leito fluidizado. O tempo do ciclo de limpeza neste sistema é de aproximadamente duas horas”, explica Antonio de Primo, diretor.

    Plástico Moderno - Sistema de limpeza em leito fluidizado equipado com afterburner

    Sistema de limpeza em leito fluidizado equipado com afterburner

    A Dynaflow também atua como revendedora de fornos de pirólise fabricados nos Estados Unidos. A tecnologia da pirólise se baseia na introdução das peças a serem limpas em um forno que atinge temperatura próxima a 450ºC. O material incrustrado nas peças é decomposto e os gases resultantes passam para o Afterburner onde serão eliminados antes de serem encaminhados à atmosfera.

    “Nesse sistema, o Afterburner está incorporado ao forno”, ressalta de Primo. A pirólise raramente é utilizada em componentes de moldes. “É um método mais indicado para peças de grande porte, que não cabem nos fornos de leito fluidizado. São os casos, por exemplo, das telas de máquinas extrusoras”. O tempo da operação leva de quatro a cinco horas.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *