Ferramentaria Moderna

Limpeza de moldes – Técnica adequada reduz danos

Jose Paulo Sant Anna
21 de maio de 2020
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    Plástico Moderno - Escolher técnica adequada reduz a incidência de danos - Limpeza de moldes

    Escolher técnica adequada reduz a incidência de danos – Limpeza de moldes

    Fabricar um molde de injeção de plástico, qualquer que seja a peça a ser produzida, exige elevado investimento. Uma vez na linha de produção, os moldes são submetidos a rigorosas condições de trabalho e não podem falhar, sob o risco de paralisarem as linhas de produção e provocarem grande prejuízo. Essas são razões para os transformadores apostarem na cuidadosa manutenção das ferramentas.

    Plástico Moderno - forno--de--pirForno de pirólise controlada elimina resíduos de resinas

    forno–de–pirForno de pirólise controlada elimina resíduos de resinas

    Um dos cuidados imprescindíveis para minimizar o risco de danos nos moldes se encontra na operação de limpeza. O procedimento básico para adotar uma estratégia é limpar os componentes sempre que o molde sair da linha de produção. Recomenda-se que nesse intervalo os moldes sejam desmontados e tenham seus componentes submetidos aos métodos convencionais de limpeza – como passar panos embebidos em querosene, por exemplo. No caso de moldes usados de maneira contínua, a periodicidade da operação deve ser calculada a partir das características da peça produzida, levando-se em conta parâmetros como número de ciclos efetuados, características das matérias-primas utilizadas, tipo de aço com o qual o molde foi fabricado e outros.

    “Alguns materiais, como o poliuretano ou o PVC, por exemplo, mesmo com o uso de desmoldante entre a realização dos ciclos, aderem ao molde e com o tempo provocam o surgimento de rugosidade no aço. Conforme o caso é necessário o polimento para corrigir o problema”, explica Gilmar Antonio dos Santos Martins, diretor do Instituto Avançado do Plástico (IAP). Entre os cursos oferecidos pela instituição existe um voltado para o treinamento das operações de limpeza e polimento de moldes. “O curso é bastante procurado. Dura um dia inteiro e é normalmente oferecido aos sábados”.

    Gelo seco e ultrassom – Os métodos de limpeza convencionais nem sempre são suficientes, em especial nos moldes equipados com câmaras quentes. Em determinadas situações a sujeira fica impregnada de tal maneira que sua remoção deve ser efetuada a partir de técnicas mais sofisticadas. Entre os recursos disponíveis existe a limpeza criogênica, por ultrassom e os métodos que se valem do uso de fornos de leito fluidizado ou de pirólise.

    “A escolha da técnica deve ser feita caso a caso”, informa Martins. O diretor do IAP aponta a limpeza criogênica como um dos métodos mais utilizados. Ele consiste no jateamento de partículas de gelo seco de forma a remover resíduos e contaminantes decorrentes do funcionamento da linha de produção. Por ser isenta de umidade, não abrasiva e nem inflamável, não gera resíduos secundários e não causa nenhum dano às superfícies nas quais atua. Outra vantagem se encontra na rapidez com que pode ser aplicada.

    Martins também destaca a lavagem ultrassônica como método bastante utilizado para a remoção de incrustações. Ele é realizado mediante um processo de imersão das peças a serem limpas em um tanque de aço inoxidável que mantém uma solução de limpeza. Transdutores ultrassônicos imersíveis são acionados e convertem a energia elétrica em energia sonora. As superfícies são limpas por vibração.



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