Embalagens

Leveza e praticidade ajudam plásticos a crescer nas tintas – Embalagem

Jose Paulo Sant Anna
27 de novembro de 2018
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    Plástico Moderno, Bernardes: desenhos antigos de baldes desperdiçavam resina

    Bernardes: desenhos antigos de baldes desperdiçavam resina

    Palavra de transformador – Entre os transformadores com boa participação nesse mercado podem ser citadas Bomix (com matriz em Salvador-BA), Fibrasa (Serra-ES), Real Plastik (Gaspar-SC), Groupack (São Paulo-SP) e Jaguar (Jaguariúna-SP), entre outras. Representantes dessas empresas defendem que o mercado de embalagens plásticas para tintas possui forte potencial e se mostram satisfeitos com o crescimento da procura por esse item por grandes clientes mesmo em época de crise econômica. Para eles, as vantagens proporcionadas pelo plástico são tantas que os usuários, na hora da escolha, não ligam muito para o preço, que é mais ou menos equilibrado com o das metálicas.

    A Fibrasa foi criada há 46 anos e no início era especializada na produção de termoformados. Há 20 anos passou a fornecer baldes injetados. A empresa conta com duas unidades fabris, localizadas em Serra-ES e Abreu e Lima-PE. “Somos a segunda maior empresa de transformação de polipropileno do país”, informa Paulo Bernardes, gerente regional de vendas.

    O executivo reconhece a força do aço nesse nicho de mercado no Brasil. “O Brasil é forte produtor e a embalagem metálica se tornou muito tradicional. Até quatro anos atrás havia muito pouca coisa de plástico”. No exterior a coisa não funciona bem assim. “Nos Estados Unidos, na Europa e mesmo em vários países da América do Sul o plástico prevalece já há muitos anos”.

    Para ele, esse quadro começou a se alterar por aqui a partir da iniciativa de empresas de tintas pequenas e médias das regiões Norte e Nordeste, que encontravam dificuldades para obter pequenos lotes de embalagens metálicas em condições competitivas. “Com o passar do tempo, a experiência mostrou que o consumidor prefere o plástico e as grandes empresas passaram a seguir o exemplo”.

    A Frimesa hoje tem em seu portfólio de clientes praticamente todas grandes empresas do setor de tintas. “Atendemos Basf, Sherwin-Williams, Coral e várias outras. A PPG Renner hoje comercializa 100% de suas tintas a base de água em baldes de plástico”. A empresa também exporta para cinco países da América do Sul. Como exemplo de casos de sucesso da empresa, ele se lembra de um lançamento ocorrido no final de 2016. Na ocasião, para a Tintas Coral, a empresa passou a fabricar um balde de 20 litros. “A ideia do cliente era fazer uma promoção, o usuário comprava 20 litros e pagava por 18. A promoção fez tanto sucesso que várias outras empresas adotaram a mesma estratégia”, conta.

    A Jaguar Plásticos, de Jaguariúna-SP, foi criada em 1978 como fabricante de utilidades domésticas. Em 1988, entrou no ramo de embalagens e em 1998 passou a fabricar baldes industriais. A empresa está entrando agora com maior força no segmento de tintas. “Antes precisávamos investir na linha de produção para nos adequarmos às necessidades da tecnologia in mold label aplicada em peças de grande porte”, explica Alexandre Calabria, gerente de vendas. A empresa foi uma das pioneiras na adoção da técnica de inserir etiquetas nos moldes durante o ciclo de injeção no Brasil, mas no passado a utilizava em peças de menor porte, caso de potes de alimentos com volumes reduzidos, por exemplo.

    Calabria vê com bons olhos esse novo nicho. Para ele as vantagens do plástico são claras e o ritmo da substituição das latas deve ser intensificado à medida que ocorra a recuperação dos níveis econômicos. “As fábricas de tintas estão com bastante capacidade ociosa, mas os clientes estão atentos à modernização de suas linhas de produção. Estou visitando várias empresas que já começaram a migração para os baldes há algum tempo”.



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