Embalagens

Leveza e praticidade ajudam plásticos a crescer nas tintas – Embalagem

Jose Paulo Sant Anna
27 de novembro de 2018
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    Plástico Moderno, Exemplos de baldes produzidos pela Fibrasa para revestimentos

    Exemplos de baldes produzidos pela Fibrasa para revestimentos

    A grande evolução da indústria do plástico nas últimas décadas se deve em grande parte à versatilidade da matéria-prima. As grandes indústrias químicas investem pesado na pesquisa e desenvolvimento de novas formulações de polímeros, tornando-os capazes de substituir outros materiais em produtos os mais distintos. Um exemplo é a crescente utilização no mercado nacional de embalagens de polipropileno na substituição do aço nas embalagens para tintas. Vale ressaltar: o plástico só pode ser utilizado nas tintas à base de água, nas linhas com solventes o aço é a única alternativa.

    Tal aplicação, comum no exterior há muito tempo, começou a ganhar força no Brasil de quatro anos para cá. A concorrência é muito forte. Por aqui, o uso de latas é tradicional nesse segmento de mercado. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), não existem números a respeito da participação de cada matéria-prima nesse mercado.

    A associação diz ser inegável, no entanto, a tendência dos fabricantes de tintas em lançar linhas de embalagens plásticas. Elas são oferecidas ao mercado em diferentes formatos, com destaque para os com volumes mais comuns para esse produto, os baldes com 3,6 e 18 litros. O polipropileno começou a ser usado para essa aplicação com maior intensidade pelos fabricantes de pequeno e médio porte da região Nordeste. A boa aceitação por parte dos consumidores chamou a atenção das marcas líderes de mercado, que começaram a adotar o plástico em determinadas linhas de produtos e hoje ampliaram de forma significativa a escolha por essa opção.

    Qualquer ponto percentual de ganho de participação nesse nicho de atuação significa números grandiosos. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) informa que o Brasil é um dos cinco maiores mercados mundiais para tintas, aqui se fabricam produtos destinados a todas as aplicações. No ano passado foram produzidos no país 1,535 bilhões de litros, valor que gerou faturamento próximo dos R$ 12 bilhões. Desse volume de produção, 83% são direcionados para uso imobiliário. Existem centenas de fabricantes de grande, médio e pequeno porte – os dez maiores respondem por 75% das vendas.

    Cabo de guerra – As associações ligadas às indústrias do plástico e do aço travam um verdadeiro cabo de guerra na defesa de seus interesses. Cada uma delas exalta as vantagens das embalagens fabricadas com as matérias-primas com as quais atuam. Os argumentos são usados para tentar conquistar o coração da indústria de tintas, a responsável pela escolha sobre como embalar seus produtos.

    Os primeiros pensamentos que vêm à mente quando comparamos dois produtos é o preço. Nessa disputa esse aspecto é deixado um pouco de lado. As duas partes garantem ser competitivas, o que demonstra haver certo equilíbrio entre os investimentos necessários para os usuários de uma ou outra opção.

    A competição recai com maior força nas características das embalagens. Estudos realizados pela Abiplast apontam aspectos onde as vantagens do plástico em relação aos metais são apresentadas como indiscutíveis. Os baldes de polipropileno são em torno de 20% mais leves. O de plástico com volume de 18 litros, por exemplo, o mais utilizado para a comercialização de tintas, pesa 740 gramas, contra 980 gramas do de aço.

    Tal diferença proporciona economia de combustível durante o transporte do produto. Se somarmos a esse aspecto o fato de os baldes em plásticos serem ligeiramente cônicos, o que permite empilhá-los quando vazios, a economia de combustível usado durante as operações de logística de entrega dos produtos aumenta de forma considerável. Um estudo de análise de ciclo de vida do produto patrocinado pela Braskem dá ideia de tal economia. Pelos cálculos, se por ano forem substituídos 5% das embalagens de tintas em latas por baldes plásticos haveria a redução de emissão de dióxido de carbono equivalente à paralisação do funcionamento de todos os automóveis da cidade de São Paulo por uma hora.

    O caráter funcional também é destacado pela Abiplast. Os baldes plásticos têm alças, o que em especial nas embalagens de 18 litros facilita muito o manuseio por parte dos pintores. O plástico é rígido, não amassa, e não sofre problemas de corrosão. É mais resistente aos impactos. A abertura das tampas se dá de maneira muito mais eficiente, graças ao projeto cuidadoso dos lacres. O formato das tampas também permite maior praticidade, pode possuir design para facilitar a introdução de rolos de pintura e permitir o aproveitamento total do conteúdo.

    Outra vantagem, ainda de acordo com a Abiplast, se encontra na possibilidade de reutilização dos baldes plásticos, muito maior do que os das latas. As pessoas gostam de reaproveitar as embalagens para utilizar em atividades domésticas, por exemplo. Além disso, eles são 100% recicláveis, operação feita com maior facilidade por serem feitos em monopolímero. Podem ser transformados novamente em matéria-prima, voltando para a cadeia de produção de novos produtos, o que resulta na redução do uso de recursos naturais. A associação informa que está aprimorando programas de logística reversa para melhorar a eficiência e aumentar o volume de material recuperado.



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