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K 2019: Feira ressalta avanços tecnológicos e ambientais

Marcelo Furtado
23 de novembro de 2019
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    Além disso, a Arburg também tinha preocupação em divulgar preocupação direta com a economia circular. Para começar, a empresa processava em uma injetora Allrounder 1020 H, de 6.000 kN de força de fechamento, um composto com PP virgem e 30% de PP reciclado fornecido pela Erema, para produzir copos de paredes finas.

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    Uma segunda aplicação, com injetora elétrica Allrounder 630 A, queria demonstrar que o plástico de origem reciclada (PCR) pode retornar ao ambiente como produto técnico durável e com dois componentes. A injetora com 2.500 kN de força de fechamento produzia alças para porta de segurança com polipropileno de origem reciclada, do grupo Borealis. A alça em PP reciclado era produzida com processo de formação de espuma ProFoam e as duas metades da alça e as inserções eram montadas no molde. Depois, o componente leve em PCR era parcialmente moldado com componente de TPE para formar uma peça acabada pesando 93 gramas.

    A Romi Europa, que está na Alemanha desde que adquiriu Burkhardt+Weber, em 2011, montou estande na K e destacou a nova injetora híbrida de ciclo rápido ES-300, de 300 t de fechamento. Segundo o gerente da subsidiária, João Paulo Barbosa Inácio, o desenvolvimento foi feito para atender especificamente o mercado europeu, que tem demanda por esses ciclos rápidos. “Ela roda com ciclo abaixo de 3,7 segundos”, disse.

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    Para desenvolver a nova máquina, explica Inácio, há quatro anos morando em Reutlingen, na Alemanha, foi necessário projetá-la com sistema de coroa (Knödler), em substituição ao tradicional fuso de esfera empregado na unidade de fechamento. Segundo ele, as vendas estão caminhando bem no mercado europeu, que tem demandas técnicas totalmente diferentes do Brasil. “Vendemos um sistema para produzir espadas de esgrima, por exemplo”, diz. Inácio afirma também que empresas de outros países, como a França, estão comprando também injetoras Romi. “O mercado tem percebido que as máquinas são de ótimo nível técnico, acima de muitos asiáticos”, explica.

    Recentemente, a Romi divulgou no Brasil que a filial na Alemanha teve avanço da receita na comparação anual de 71%, para R$ 58,8 milhões, embora nos últimos três meses a queda nos pedidos tenha sido de 53,1%, por conta do clima de incertezas no mercado global.



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