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K 2019: Feira ressalta avanços tecnológicos e ambientais

Marcelo Furtado
23 de novembro de 2019
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    Envolvendo esforço de desenvolvimento junto a fornecedores, na Ásia, Estados Unidos e Europa, o TPU, que já há alguns é empregado em solado desenvolvido pela Basf também para a Adidas, o boost, que agrega pequenas esferas do elastômero para lhe conferir extremo amortecimento, foi com a pesquisa também transformado em fios, o que permitiu seu uso para produzir o cabedal e até os cadarços do tênis. “O TPU é fiado, tricotado, moldado e fundido em uma entressola Boost, com tecnologia de montagem sem cola”, explicou o gerente de materiais de performance da Basf no Brasil, Murilo Feltran.

    Plástico Moderno - Feltran: TPU permite integrar solado e cabedal sem adesivos

    Feltran: TPU permite integrar solado e cabedal sem adesivos

    Com sua manufatura totalmente em TPU, a Basf também criou um processo de reciclagem para permitir que o tênis tenha seu ciclo fechado, com o seu reenvio pelos consumidores para a Adidas. A tecnologia desenvolvida regenera a qualidade do material muito próxima da original, combinando operação mecânica e uma etapa de atualização do material. Os tênis são primeiro triturados e convertidos em grânulos homogêneos e depois são reprocessados em polímero para corresponder às propriedades exigidas por componentes dos novos calçados. Por enquanto, apenas um lote de 200 tênis foi doado a corredores e formadores de opinião no mundo, que darão um feedback pós-uso à Adidas, que pretende lançá-lo globalmente apenas em 2021.

    Plástico Moderno - Tênis fabricado com material único facilita a reciclagem

    Tênis fabricado com material único facilita a reciclagem

    Reciclagem química – Além do tênis, e entre várias demonstrações de seu extenso portfólio, a Basf também destacou sua planta piloto de reciclagem termoquímica de materiais com suas resinas, que funciona no site principal de Ludwigshafen, e que permite a transformação de resíduos com os materiais em resinas com as mesmas propriedades das virgens. Na K, foi demonstrado protótipo do suporte do radiador de Jaguar Land Rover feito com Ultramid (PA 6 e PA 66) reciclado, além de embalagens de EPS recuperado e filmes de poliamida e polietileno.

    Embora não revele muitos detalhes da planta, a reciclagem química da Basf funciona por meio de processos termoquímicos que decompõem o lixo plástico em óleo de pirólise ou produtos gasosos (pirólise e gaseificação), usados como matérias-primas para a produção dos polímeros desejados. Esses processos de pirólise e gaseificação utilizam altas temperaturas e ambiente pobre ou isento de oxigênio.

    Aliás, uma empresa austríaca, a Next Generation Elements, também mostrava sua tecnologia de reciclagem química, a T:Cracker, uma solução modular de pirólise e gaseificação, que pode processar qualquer tipo de resíduos, desde os biológicos, passado pelo industrial e, logicamente, plásticos. Segundo o CEO da NGE, Josef Hochreiter, o sistema tem uma planta piloto em operação há três anos e duas comerciais em construção.

    Plástico Moderno - Hochreiter: processo transforma plástico usado em combustível

    Hochreiter: processo transforma plástico usado em combustível

    Funcionando a 500ºC, o equipamento transforma de 70% a 80% dos resíduos em gás de pirólise altamente calorífico, próximo ao do gás natural, podendo ser usado para geração de calor diretamente, para vapor ou eletricidade. Como coque de pirólise, a depender da matéria-prima, pode ser combustível para fornos de cimento.

    Segundo Hochreiter, para plásticos a tecnologia é especialmente indicada para situações em que a reciclagem mecânica chega a um limite de custo inviável, por estar contaminado com outros materiais em laminados, por exemplo, ou por questões logísticas. Ainda segundo o CEO, há até a possibilidade de, a partir do processamento de resíduos de masterbatches de PET com preenchimento de até 30% de negro de fumo, gerar material reciclado de negro de fumo. “Além de ser modular, para até 1 t/h, a concepção da planta pode ser personalizada para atender a demanda do cliente e gerar produtos de melhor valor agregado, a depender do resíduo de entrada”, diz.



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